Stormy Haze

The clouds burst, to show daylight

Posted by: Suzana on: 30 Novembro, 2008

vivalacoldplaysignag11

Finalmente os fãs brasileiros de Coldplay podem contar com uma fonte de informações sobre a banda! No Viva La Coldplay encontram-se notícias sobre a turnê, dados  e curiosidades sobre a banda e cada um dos integrantes, wallpapers, o Projeto Postcards From Far Away, para citar apenas uma parcela do material. Não deixem de prestigiar o resultado de muito trabalho!

Long live the king

I can hear it coming

Posted by: Suzana on: 28 Novembro, 2008

Like a serenade of sound
Now my feet won’t touch the ground

Won’t you take me where the street lights glow?
30/11/08

American Music Awards

Posted by: Suzana on: 24 Novembro, 2008

Perfórmance de Lovers In Japan durante a premiação, que ocorreu no último domingo:

Além de apresentar-se, a banda concorria a quatro categorias (Artista do ano, Melhor banda de rock, Melhor álbum de pop/rock e Melhor banda de rock alternativo),  mas não levou nenhuma estatueta.

Confira mais comentários no fórum Viva La Coldplay.

A wild wind blowing

Posted by: Suzana on: 23 Novembro, 2008

Chris Martin: o homem do ano
Número 1 em 36 países, criador de conceitos e sedutor incorrigível

Chris Martin

Como foi o ano de 2008 para você?
[Deixando a questão confusa já de antemão] Veja bem, o que estivemos fazendo foi tentar concluir esse EP, Prospekt’s March, então estamos exatamente do mesmo jeito desde a última vez em que conversamos.

Você quer dizer, morrendo de preocupação durante as poucas semanas que o separavam do topo dos rankings de 36 países?
Não é preocupação! É só centração! Estamos amaldiçoados pela ambição. Estamos visando o passo seguinte a todo instante, sabe? Tem uma versão de Lost! no EP, feita pelo Jay-Z [intitulada Lost+, em contraste com as outras três versões do single: Lost!, Lost? e Lost@]. Diga o que você gosta na banda; a gente pode até não fazer rock’n'roll, mas nos relacionamos com outras vertentes muito mais do que muita banda por aí.

Por favor, diga para a gente que vocês estão contentes por o álbum mais vendido do ano ser o de vocês.
Mas é claro que estamos! Totalmente. Não vamos ficar dando voltas. Aliás, não vamos dar volta alguma. Vamos direto ao cerne da questão: tem sido um ano fantástico. Mas quando alguma coisa boa aparece no nosso caminho, sempre tentamos validá-la fazendo algo ainda melhor. Esse é simplesmente o modo como procedemos e lidamos com a questão. Além do mais, o U2 esteve de férias o ano todo. Na verdade, escondemos o U2 bem escondido. Temos o empresário mais apocalíptico de todos os tempos. Amamos demais o Dave, mas ele não fica contente conosco até que tenhamos conquistado o universo conhecido. Não fomos número 1 no Alasca, mas só porque a Sarah Palin estava no caminho. Ela não vai muito com a nossa cara.

É só porque vocês são “revolucionários” demais.
Não, somos é gentis demais com as grandes multinacionais petrolíferas. Acho que ela é muito aprazível, mas não muito elegível. Essa é minha máxima.

Você acha a Sarah Palin atraente?
Adoraria levá-la para sair, mas eu não necessariamente creio que ela deva ser a mulher mais poderosa do mundo. Se ela estiver preparada, eu retiro o que disse, é claro. Não quero entrar em apuros! Mas, no estágio em que estamos, no momento dessa entrevista, é bom atentar para a chapa de Obama e Biden. Seria bom para todos.

Vocês não conheceram o Obama no aeroporto de Washington?
Apenas vimos o avião dele. Nosso avião aterrisou perto do dele. Nos cruzamos aí. Foi apenas um bate-bola inofensivo. Nada além disso. O avião dele era o Mudanças-já e no nosso havia apenas uns caras cheirando a estrada. No entanto, se ele for eleito enquanto temos essa conversa, a coisa muda de figura.

Quantas fantasias da Revolução Francesa vocês têm? Deve haver muitas, don contrário, eles devem estar num estado deplorável agora!
Em primeiro lugar, não são fantasias! São nossas roupas! É algo toalmente confortável que vestimos para fazer o nosso trabalho; não quero simplesmente usar calça jean e camiseta. Temos um monte de roupas e as escolhemos de acordo com o contexto. Somos o Sex And The City da música. [dá uma olhadela nos sapatos azul metálico da Q] Gosto dos seus sapatos. Eles são extremamente aprazíveis.

Muito obrigada. Você realmente sabe dizer a coisa certa a uma “dama”.
Eu entendo as mulheres, é claro. Sou um sedutor.

Na verdade, neste ano, as pessoas finalmente começaram a perceber que você é um sedutor incorrigível.
Bom, até certo ponto…

Você é um garanhão!
Eu não diria isso! É só o caso de passar 23h do dia ao lado de oito homens e ficar feliz por ver alguém de saia. E, quando você volta para casa, começa a ficar realmente, real… Entende?

Por um mês, o mundo ficou hipnotizado pelos sapatos de sua esposa [um salto de 20cm que Gwyneth Paltrow usou em uma cerimônia de lançamento]. O que você achou deles?
Aprovo os sapatos de todos os formatos e tamanhos. Você estava se referindo ao salto? Creio que a maioria das garotas gosta de pôr seus sapatos para fora do armário às vezes, certo? E, certamente, nós reparamos neles.

Quem foi o amigo mais incrível que você fez esse ano?
Albert Hammond Jr é bem incrível. Fizemos uma ótima turnê ao seu lado. Ele é o cara. Ele queria se relacionar com uma banda mais legal que o Strokes e nós dissemos: “Bom, talvez a gente seja essa banda”.

Por um momento, neste ano, você enlouqueçou e deu as costas para um monte de entrevistas. O que aconteceu?
Duas entrevistas! Bom, se eu não estou gostando de uma conversa, eu não vou ficar fazendo hora nela. Simples assim. Se pressinto que a entrevista está indo por um caminho tortuoso, às vezes, é melhor dar um tempo. Sempre volto dois minutos depois e peço desculpas. Não é grande coisa. Não é como colocar uma bomba na embaixada. Mas obrigado por tocar no assunto. Fui!

Scans e comentários: Viva La Coldplay
Agradecimentos: David Watts, Coldplaying.com.

Cold(?)play

Posted by: Suzana on: 22 Novembro, 2008

Guy Berryman

Entrevista com Guy (3 de novembro):

Fazer parte do Coldplay, fazer parte de uma das maiores bandas do mundo, pode tornar-se acomodadiço. Acomodadiço demais, até.

Para o baixista Guy Berryman, no entanto, a excitação continua intacta. Mesmo após todos os massivos shows de larga escala, os grandes festivais, pisar no palco ainda dá um friozinho na barriga. Ou faz o sangue subir à cabeça, se você preferir.

“Não fico mais nervoso, mas ainda sinto aquela empolgação”, afirma ele. “Adoro aqueles segundos antes de entrarmos no palco, a ansiedade das luzes se apagando. Eu nunca me canso disso”.

O Coldplay está no meio de uma turnê mundial, divulgando “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, o quarto álbum da banda britânica que fez fama por seu rock melancólico, embalado pelo piano. Em um ano de crise para a indústria fonográfica, o disco é um dos grandes destaques de todos os tempos, tendo conquistado o maior lançamento da história de Berryman, Chris Martin, Jonny Buckland e Will Champion: só nos Estados Unidos, o álbum vendeu 720.000 cópias na primeira semana, de acordo com Nielsen SoundScan - mais de 300.000 no primeiro dia.

Enquanto essas cifras continuando a crescer, a banda tem feito shows quase ininterruptamente desde junho, incluindo uma passagem pelos Estados Unidos.

“Temos quatro álbuns agora, então temos de encontrar um equilíbrio entre o novo disco e as músicas antigas que as pessoas querem ouvir”, Berryman afirma. “Tentamos tornar [o show] o mais dinâmico o possível, do começo ao fim. Levou um bom tempo para que atingíssemos uma forma ideal, boa parte da primeira turnê estadunidense. Os shows se organizam basicamente em torno das mesmas invariantes agora, porque estão funcionando”.

Uma equipe de peso trabalhou em um novo visual para o palco da perfórmance do Coldplay e mesmo trouxe o que Berryman descreve como “algumas coisinhas que o público nunca viu em outras apresentações antes”.

Para a banda, que completa dez anos de trabalho, a vida na estrada, hoje, não é nada de mais. Berryman disse que aprendeu a lidar com os rigores da turnê, abstendo-se das prodigalidades, em favor de hábitos saudáveis e exercícios diários. Correr de hotel para hotel, passar longos períodos em espaços… Ficar doente, assim, é muito fácil e “não é legal ficar de molho durante uma turnê, não dá”.

“Destruimos a nós mesmos algumas vezes porque não nos cuidávamos, indo a festas todas as noites, ficando acordado até tarde”, ele relata, relembrando-se de épocas remotas da banda. “De fato, estamos apenas – eu, em particular – tentando nos manter saudáveis. É essa coisa da idade: corpo são, mente sã. Teria rido de mim mesmo anos atrás, se me visse falando disso, mas é verdade”.

O Coldplay vai encerrar as atividades do ano com uma série de shows no Reino Unido, em dezembro. Após um mês de descanso, a banda irá reunir-se novamente para começar a selecionar material para um quinto álbum. “O plano, idealmente, é ter algo pronto até o fim de 2009″.

Essa seria uma notável reviravolta para uma banda conhecida pelos consideráveis intervalos entre-álbuns, que representam hiatos de três anos entre cada um dos álbuns anteriores da banda. E os fãs, no ínterim, têm um bom presente: [recentemente, foi lançado] “Prospekt’s March”, um EP de oitos faixas, entre as quais, músicas que não foram incluídas em “Viva”, além de uma nova versão de “Lost!”, remixada por Jay-Z.

O Coldplay foi enfático ao deixar claro que não se trata de faixas descartadas. Com efeito, segundo Berryman, muito desse material se enquadraria perfeitamente em “Viva”.

“Não queríamos que esse álbum fosse longo demais. Achamos isso do terceiro disco e não queríamos cometer o mesmo erro. Por outro lado, essas músicas eram boas demais para serem apenas b-sides. É uma espécie de complemento [amendment] ao ‘Viva La Vida’. Queríamos que as pessoas escutassem esse disco em separado e não martelá-lo na cabeça de ninguém”.

Fonte: BostonHerald.com | Foto: Famous old Painter

Don’t panic!

Posted by: Suzana on: 21 Novembro, 2008

Não é hábito nosso traduzir a sessão Oráculo do Coldplay.com, mas, dadas as circunstâncias…

Novembro, 21 de 2008
Pergunta feita por Jared, Estados Unidos

Bom, basicamente, você já falou sobre isso, mas estão circulando vários boatos acerca do comentário do Chris de que a banda se separaria depois de 2009. A NME retirou a nota de seu site, mas os outros portais parecem ,manter-se firmes. Você tem realmente certeza de que ele estava fazendo uma piada? Seria, no mínimo, uma pena que o Coldplay acabasse agora, em seu auge.

R: Lembre-se de que, para a mídia, isso é digno de notícia. Qualquer coisa que possa fazer com que mais cópias do jornal sejam vendidas ou mais pessoas acessem um portal em função disso, ela fará. A mídia pode interpretá-lo literalmente, se quiser, mas não há um calendário com uma data de separação marcada!

Agradecimentos: Paulinha coldplay

Glass of Water [vídeo]

Posted by: Suzana on: 19 Novembro, 2008

Perfórmance de Glass of Water (faixa que integra o EP Prospekt’s March) ao vivo no programa 4Music (foram também tocadas  Lost!, Lovers in Japan, e Fix You), que foi ao ar em 13/novembro.

Download (agradecimentos: Fórum Coldplaying.com)

All time and circuitry

Posted by: Suzana on: 19 Novembro, 2008

Do Coldplay.com

Datas de lançamento de Prospekt’s March atualizadas

Aqui está a mais recente relação de datas de lançamento do EP Prospekt’s March. Os residentes da América do Norte notarão que a data que concerne a vocês foi adiantada do dia 25 (terça) para o 24 (segunda).

21 de novembro - Japão (digital – físico a ser lançado em janeiro), Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Holanda, Irlanda ,Itália, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, África do Sul, Sweden;
22 de novembro – Austrália;
24 de novembro – Reino Unida, EUA, Canadá, restante do mundo;
9 de dezembro – Argentina

Do Viva La Coldplay

Confira a duração de cada música e um trechinho de cada faixa, incluindo Now My Feet Won’t Touch The Ground (clique na imagem):

pm

 [Créditos: jimmyarts]

Lost+ [vídeo]

Posted by: Suzana on: 18 Novembro, 2008

Vídeo da versão de Jay-Z

Boa noite. Cá está o vídeo de Lost+, com participação de Jay-Z. Essa versão da faixa está no EP Prospekt’s March, o qual será lançado ao redor do mundo nos próximos dias.

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It’s the time of your lives

Posted by: Suzana on: 15 Novembro, 2008

Break down, break down
Gotta spread love around
Gotta spread it all round

normal_081114-chris-martin

Coldplay.com atualiza-se com Chris em Atlanta

Olá, Chris, como vai?
Estou bem, cara. Estou em Atlanta. Acabam de analisar minhas orelhas e também fiz uma limpeza bucal.

O que há de errado com suas orelhas e boca?
Bom, nada que esteja muito na cara, mas em toda cidade que vou, costumo parar alguma pessoa na rua para dar uma checada nas minhas orelhas.

Com que finalidade?
Gosto de perguntar o que acham de um cara de 31 anos furar a orelha. Porém, a resposta unânime é que já é tarde demais. É frustrante.

Tá certo. Vamos falar sobre o EP Prospekt’s March. Lançá-lo sempre esteve em seus planos?
Sim, a idéia sempre foi lançá-lo mais ou menos nesse período.

Então, quando vocês começaram a gravar o Viva La Vida, a intenção era compor músicas a mais?
Sim, mas elas são todas parte de uma só família. Em verdade, creio que, porque Glass Of Water é um pouco mais pesada, por exemplo, pensamos “Vamos lançar o álbum, se o desempenho dele for decente, vamos lançar essas outras músicas em relação as quais estamos não estamos tão confiantes assim”.

Teve alguma música que, por muito pouco, não entrou no Viva La Vida?
Bom, basicamente todas. Nunca pensei que não estariam [no álbum], entende? É por isso que me sinto estranho quando lembro que as pessoas ainda não as ouviram. Além do mais, foi legal ter uma chance de incluir [no EP] Lovers In Japan mixada e a versão de Lost! do Jay. Pessoalmente, é o braço direito perfeito para o Viva La Vida.

Você gostou da versão do Jay-Z de Lost!?
Aham, adorei. Ele é um cara inteligente.

Você escutou o álbum com uma mistura de músicas do Coldplay e do Jay-Z?
Viva La Hova? Não escutei, mas ouvi falar. Não fico fico olhando muita coisa na Internet, então não sei o que rola aí.

E qual é o conceito por trás da versão mixada de Lovers In Japan?
Bom, ultimamente, ao vivo, essa música está melhor que na gravação. Isso moldou a versão Osaka Sun, a qual tem um pouquinho mais de vivacidade. Estou extremamente contente com o EP, devo dizer. E posso dizer que é porque não há a mesma pressão que envolve o lançamento de um álbum. Acho que as pessoas que já têm o Viva La Vida e gostam dele vão, com sorte, realmente gostar do EP porque eles fazem parte da mesma família; é, talvez, um pouco mais interessante. E as pessoas que ainda não têm o Viva La Vida podem comprá-los em conjunto. Eu simplesmente me sinto muito feliz com isso. Mas com o que estou realmente empolgado é tocar no Reino Unido.

Ah, é verdade, a turnê britânica vai começar daqui a poucas semanas.
Exatamente. Quando estava no palco ontem me dei conta de que já fizemos uns 70 shows e ainda não tocamos em casa. Me senti muito “Cara, fomos muito mal educados, temos de voltar para casa e tocar lá”. Mal posso esperar pelo show em Sheffield.

Vocês têm planos especiais para essa turnê?
Bom, vamos continuar fazendo o mesmo tipo de coisa, só as piadas que vão ser mais centradas nos britânicos. Vamos ter que deixar de lado todas piadas sobre o bombeiro Joe e sobre Sarah Palin e vamos contar outras sobre Jonathan Ross e Russell Brand. Realmente, o único contratempo de tocar em países diferentes é pensar o que falar entre uma música e outra.

Vocês vão tocar no Reino Unido bem perto do Natal; o último show é no dia 23 de dezembro, em Belfast.
É verdade. E eu também queria fazer alguma coisa na véspera do Natal, mas não tenho certeza se dá mesmo. Tenho de admitir que é realmente estranho que não tenhamos tocados no Reino Unido nenhum vez. Na última semana, a ficha realmente caiu. Mas acho que ano vem a gente compensa.

Isso é uma pista de planos para o futuro?
Tentamos Knebworth, mas não deu mesmo. Então temos de pensar em alguma outra coisa. Na realidade, creio que já pensamos nisso. Espero que em breve a gente possa anunciar. E que não coincida com nada do Oasis.

Apesar de que isso seria uma boa maneira de dividir a conta.
Um ótimo jeito. E não nos importaríamos de abrir o show. E, curiosamente, eu também faria isso para o Take That. Estávamos no camarim ontem e, por um motivo qualquer, começamos a cantar Back For Good. Cantamos a música todinha, verso a verso, tocando tudo certinho no nosso piano, sem ter tido de decorar nada ou coisa do tipo. Foi ótimo. Eu gostaria de usar esse espaço, o website do Coldplay para anunciar que, se o Take That quiser que a gente abra algum show para eles, vamos fazê-lo. O único problema é que vamos ter de comer muito feijão com arroz antes.

Mas vocês têm mais planos de turnê para o ano que vem?
Aham. Nossos planos de turnê são bem parecidos com presentes de Natal que estão embrulhados, mas que deixam você inferir o que são. Se você olhar com cuidado, poderá ver o formato e talvez possa advinhar: “Uhm, parece que é um estádio”.

Você tem gostado da turnê?
Cara, é a melhor época das nossas vidas. O fato é que sempre desejamos ser uma banda que pudesse ir a qualquer lugar que quisesse e de repente isso aconteceu. É um privilégio tão grande. É brilhante de um jeito surreal. Mal podemor esperar para voltar para o Reino Unido. É a nossa casa. O que mais tem acontecido aí? Como vai a campanha do Tottenham?

Eles estão indo muito bem desde que Harry Redknapp assumiu.
Ótimo.

Ao mesmo tempo, o seu time, Exeter City está indo bem na liga, mas foi eliminado do campeonato inglês por um time de uma categoria muito abaixo.
Quanto abaixo?

Bom, o Exeter está na quarta divisão e ele perdeu para um time da oitava divisão.
O quê?!

Eles perderam para o Curzon Ashton.
Peraí, ‘cê tá me dizendo que eles foram eleminados pelo marido da Demi Moore?!

Está na moda comprar times de futebol. Talvez você devesse fazer uma oferta ao Exeter.
Bom, se tivesse dinheiro o suficiente, adoraria comprar o Exeter City e dá-lo a alguém que sabe o que está fazendo porque eu não realmente entendo de futebol. Mas é caro demais. Curiosamente, um dia desses em Nova Iorque, um cara veio falar comigo -um grande empresário- e disse “Eu quase comprei a sua banda uns dias atrás”. Não posso dizer quem era, mas foi uma conversa hilária. Ele afirmou quase ter comprado a nossa gravadora.

Se você tivesse de escolher o melhor show dessa turnê, qual seria?
Bercy, em Paris.

O que teve de especial nesse show?
O público. E o preço dos salgadinhos. Avalio nossos shows por o quão razoável o hamburguer vegetariano custa. Se verificar que foi muito caro, não posso fazer um bom show.

Sério?
Não.

Ótimo, porque o preço de um hamburguer é geralmente relacionado à sua qualidade. Preço baixo é, com freqüência, sinônimo de um lanche de qualidade baixa e vice-versa.
Você acha? Isso se aplica à música também? Podemos afirmar então que Be Here Now é muito caro? Aliás, posso deixar registrado aqui que Be Here Now é um grande álbum?

Nem mesmo Noel Gallagher pensa assim.
Não, o Noel não, mas eu sim. Acho que há boas músicas nesse álbum. Acho que My Big Mouth é uma das melhores músicas do Oasis.

Mas esse álbum é comprido demais.
Bom, isso também é conhecido como síndrome X&Y. Toda banda pega. Mas qualquer pessoa lendo isso deveria ouvir
My Big Mouth do Oasis porque é incrível.

Foi legal ler a sua nota sobre a vitória do Obama nas eleições, semana passada.
Cara, essa turnê americana tem sido fantástica porque é um hora incrível para se estar nos Estados Unidos e o público está de tão bom humor. Acho que uns 90% das pessoas que vêm assistir aos shows são favoráveis ao Obama. É como viver um grande período da história. Estávamos em Nova Iorque no dia da eleição e foi uma festa total.

Parece incrível.
É. Comparando os Estados Unidos com a peça do Otelo, é o momento da reviravolta. Parece 50% diferente. A sensação é a de que as pessoas que ficaram em silêncio por oito anos tornaram-se subitamente aqueles que tomarão as decisões.

Você tem composto músicas durante a turnê?
Tenho. Escrevo o tempo todo porque é a única maneira de entender as coisas. Tenho um desses teclados que você ganha de Natal quando tem sete anos. Carrego ele comigo toda hora.

Você escreveu alguma música hoje?
De fato escrevi uma parte de uma música.

Podemos dar uma conferidinha?
Bom, é sobre a hora em que seus tios ficam bêbados e começam a cantar.

É sério?
É, juro para você. E também devo dar alguns créditos a
Altogether Now do The Farm. Não sabia mesmo que essa música fala sobre um jogo de futebol nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. É incrível.

Bom, estamos ansiosos pela música dos tios bêbados. Você tem alguma coisa para acrescentar?
Só que estamos muito agradecidos pelas pessoas que apoiaram a nossa banda esse ano e que estamos vivendo uma época inacreditável. Na verdade, amamos isso demais! E vamos ficar melhores e melhores. Essa é a novidade.

Brothers and Sisters

Postcards From Far Away

Para mais informações, clique aqui.

Take me anywhere I wanna go

Novembro 2009
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