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“Viva la Revolution”

A revista NME já chegou às mãos dos leitores britânicos, trazendo mais alguns detalhes e informações sobre o quarto disco, Viva La Vida Or Death And All His Friends.

A equipe do periódico foi recebida para uma entrevista com Jonny e Chris (Guy e Will, segundo diz o artigo, não puderam comparecer) no local que servirá de base para a banda. The Bakery, antes de ser descoberta por Chris, foi uma padaria, como se pode pressupor pelo nome. A NME diz ter ficado espantada com as peculiaridades do lugar, não só pelos seus antecedentes, mas também pelas características que o quarteto adicionou: um painel arrasador do planeta visto do espaço sideral; paredes pintadas de vermelho, uma ostentando Viva La Vida, outras com gravuras feitas pelo próprio Chris; nas proximidades do estúdio, fotos de artistas como PJ Harvey, Stones, A-Ha e Beatles. Os toques finais são dados por uma coleção igualmente peculiar de livros, com volumes variados.

Após trocarem algumas idéias sobre as preferências musicais, os três (músicos e jornalista) falaram sobre Glastonbury. Chris se diz contente não só por não tocar no evento desse ano, mas também pela participação de Jay-Z: É ótimo que ele vá tocar no festival como um dos principais artistas. [Quanto ao disco,] ele precisa de mais um tempo, sabe?

A matéria segue descrevendo a preocupação da EMI em relação ao novo álbum do Coldplay. Preocupada com a possibilidade de as músicas vazarem, a gravadora mantém o trabalho restritamente guardado, já que teme que, do contrário, qualquer problema possa comprometer seus eventuais lucros. De qualquer maneira a revista teve a chance de ouvir VLVODAAHF.

São ressaltados o tempo que separa a gravação do novo disco e X&Y e quantas mudanças notáveis há entre os dois. Muito embora tenham se recusado a responder questões sobre uma parceria com Timbaland que não ocorreu ou o que teria ocorrido com Famous Old Painters e Glass of Water,  a banda declarou ver o terceiro disco sob outra ótica. Jonny afirma: É justo dizer que esse álbum [X&Y] foi… problemático. A NME completa dizendo que, apesar de o álbum encerrar algumas das melhores realizações da banda, alguns pontos eram falhos, ponto com o qual o guitarrista concorda.

Sinto que temos tudo para provar […] É interessante estar numa banda nesse momento. Ninguém vende CDs, estão todos pessimistas e melancólicos o tempo todo […]. São essas algumas das palavras de um Chris que, segundo a revista, é um indíviduo que os pscológos chamariam ‘multifacetado’: enquanto a NME está no local, ele revela sua preocupação com o físico (ele diz ter ouvido recomendações sobre o público não aceitar pop stars acima do peso, o que não seria interessante nesse momento em que a banda está preparando seu retorno…) e faz elogios sobre o nariz alheio.

Just because I’m losing / Doens’t mean I’m lost é um dos novos versos e Chris declara ser esse o seu lema. Qualquer que seja o golpe que vier na sua dieração, você tem de seguir em frente. Da mesma forma, esse parece ser o modo pelo qual a banda inteira define seus direcionamentos. Confusos com X&Y, disco no qual eles perderam confiança, não obstante a sua notória vendagem, o time precisava redescobrir quais suas orientações. Em VLVODAAHF, eles decidiram acreditar em si mesmos, como afirma o periódico.

Chris ressalta que ele e seus companheiros anseiam pela evolução da banda, muito mais do que a simples expansão quantitativa: Na verdade, estamos um pouco assustados porque deixamos a confiança de lado dessa vez. Não é como se tivéssemos canções no álbum a ponto de pensarmos ‘Ah, está bom porque sabemos que as grandes músicas estão aí’ – nós tínhamos algumas delas, mas as retiramos. Decidimos que era hora de estimular a banda a dar o seu máximo.

Nesse aspecto, a banda recebeu a ajuda dos produtores Brian Eno e Markus Dravs. Chris e Jonny estão em pleno acordo sobre o quanto este fez a banda trabalhar pesado e as mudanças que trouxe para seus métodos.

Enfim, o artigo chega à sua derradeira página, mas não chega à conclusão antes de dar pistas (um breve contorno das medidas estabelecidas pela EMI…) sobre as novas músicas:

Em consonância com a alegoria de Martin sobre cores e sabores, ‘Viva La Vida…’ é certamente o que há de mais diversificado que o Coldplay tem a oferecer. A inauguração é feita com a instrumental, jovial e carregada por tabla ‘Life in Technicolor’, antes de a banda entregar-se plenamente ao território mais sombrio que os seus  espíritos eternamente otimistas já pairaram, [a canção] ‘Cemiteries of London’. Ela é gótica à maneira das antigas revistas do Batman, apreensiva como algumas das músicas de Cat Power. […] um salto do fulgurante ao obscuro em apenas duas faixas.

‘Se você prestar atenção, há bastante coisa’, concorda Martin, contente em constatar que estamos captando a mensagem. ‘Há sexo e morte e amor e medo e viagem e garotas e enfermidade. Está tudo aí…’

De fato, a gravação contém uma música que engloba todos estes temas, distribuindo-os através de três segmentos que compõem a parte central do disco: ’42’. Primeiramente, há o piano reverberante e que lembra a introdução de ‘Trouble’. Vem depois o melancólico refrão (‘There must be something more’ clama Chris juntamente). E então? Então ela evolui para algo inexprimivelmente estranho; é tão surpreendente de ouvir que essa parte foi inspirada pelo metal simplório e comercial dos alemães do Rammstein. É também uma música que faz elogios aos trabalhos mais herméticos do Radiohead.

‘Considerando quem estamos plagiando em cada faixa’, diz Martin um tanto cinicamente, ‘estou certo de que a parte intermediária foi inspirada por eles. […]

Outros momentos incluem […] ‘Vida La Vida’, a qual registra um Chris abandonando o seu comum falsete em nome de um estilo, em suma, descrito como Soundgarden de Bono cortada pelas cordas de Jonh Cale. Ou […] ‘Violet Hill’ que plagia o Oasis. Ou ‘Yes’, a qual soa como a típica canção de protesto inglesa que Billy Bragg costumava compor, apenas reinventada com o orçamento de uma banda multi-milionária. Por fim, dependendo do seu cinismo, ‘Lost’ é ou a trilha sonora […] de crianças africanas ou […] é o momento espiritual mais alegre e positivo que o Coldplay já gravou até hoje.

[…]

O artigo finaliza com possíveis explicações da tracklist que apareceu há pouco. As faixas cinco (Lovers in Japan/Reign of Love) e seis (Yes/Chinese Sleep Chant) contém, na verdade, duas músicas. Isso faz com o seu preço seja mais vantajoso no iTunes, como explica Chris, que se mostra atento às novas direções da indústria fonográfica: Ninguém mais compra álbuns […]. Além disso, ele completa: nós fizemos um [álbum] que você deve escutar do começo ao fim. Não [quero] parecer pretensioso, mas espera-se que esse trabalho funcione como um filme – uma ouvida do princípio ao final.

Enquanto não fica pronta a tradução do artigo, ficam cópias da revista, com os devidos créditos abaixo:

    

Agradecimentos: Jpw48, membro do Coldplaying.com/forum, o qual também ripou A Spell A Rebel Yell do vinil que veio junto à revista:

http://rapidshare.com/files/11322828…_Vinyl_Rip.mp3

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  1. Lipe "La Vida!" Wave
    8 Maio, 2008 às 12:43 am

    ” As faixas cinco (Lovers in Japan/Reign of Love) e seis (Yes/Chinese Sleep Chant) contém, na verdade, duas músicas. ”

    Bom…. 2 musiquinhas? uma de 3:00 e outra de 0:45? ahh tomara q sejam 4 Ultrahipermegasuper musica hehehe…

    ai sim vai valer cada segundo de espera pro lançamento do cd

    ___________________________
    \o/ | \o/ /o\ |_ /o\ \o/ | |o) /o\

  2. Lipe "Rebel!" Wave
    8 Maio, 2008 às 1:18 am

    Meninas…
    Encontrei a “A Spell A Rebel Yell” com uma qualidade bemm melhor q o carinha do coldplaying.com disponibilizou.

    http://www.mybittorrent.com/info/621277/

    espero ter ajudado… Bjuss. 🙂

  3. Filipe
    8 Maio, 2008 às 7:45 pm

    Mas confirmaram a faixa com 3:45???

  4. Lipe "Rebel" Wave
    8 Maio, 2008 às 11:18 pm

    Bom… seja bem vindo ao mundo dos “exemplos”

    :/

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