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Entrevista: WXRT [parte 1]

Deixando um pouco de lado o distanciamento das resenhas, a palavra fica com Chris e Jonny, durante uma entrevista à rádio estadunidense WXRT, feita em 15 de maio.

Agradecimentos a Mimixxx, do Coldplaying.com/forum, por ter feito transcrição.

PARTE 1 (a segunda parte será concluída em breve)

Frank E. Lee: Vocês está ouvindo a 93 WXRT e estão conosco no estúdio dois de nossos músicos preferidas, de uma banda […] que promete ser uma das favoritas nas paradas da rádio. Eles acabaram de concluir o novo disco. Do Coldplay, C Martin e Jonny Buckland, sejam bem-vindos!

C Martin: Cara, como vamos atender às expectativas dessa apresentação?

F: Sei que vai ser difícil, mas tenho certeza de que vocês estão à altura do desafio (rindo).

C: Meu Deus!

C: O que é o “E” do seu nome, F?

F: Ecêntrico.

C: Gostei. Como está Chicago hoje?

F: Meio frio, mas tudo bem. Ensolarado e um pouco chuvoso, mas a primavera é assim aqui. Passamos um inverno tão longo e gelado, que já era hora de as pessoas em Chicago poderem sair às ruas quando quisessem.

C: Tá bom. Você não quer ir lá fora? Assim que a entrevista acabar, é claro.

F: Isso. Por favor, ouçam antes de sair. Mas, parabéns pelo novo CD. Estou certo de que você passaram muito tempo fazendo o novo álbum, embora tenha certeza de que é um trabalho feito com amor por vocês.

C: Muito amor.

F: Como vocês fazem para compor um álbum em sua totalidade? Vocês começam com uma série de músicas para, então, fazer uma seleção ou vocês fazem cada música de uma vez?

C: Temos a tendência de não ir pro estúdio enquanto não houver uma música que a gente conheça, que pensamos valer a pena gravá-la. Então esperamos. Temos uma música chamada “Lost!” nesse álbum, uma faixa que moveu a composição de todo o restou, entendeu? Assim, nós realmente esmiuçamos tudo, mas também desenvolvemos, se é que isso faz algum sentido. Ficamos procurando o melhor acompanhamento para as músicas que já temos. Isso não faz nenhum sentido. Nem eu entendo o que estou falando. Desculpe.

F: É difícil descrever o processo criativo, né?

C: (risos) É, sem parecer um idiota pretensioso, é.

F: Quando vocês estavam gravando o último álbum “X&Y”, sei que executivos estavam pressionando a banda, como se vocês sozinhos fossem salvar a indústria musical. Dessa vez, vocês sentiram qualquer tipo de pressão ou foi mais fácil?

C: Bom, acho que sim, né? Creio que nós realmente salvamos. Creio que salvamos a indústria petrolífera e a musical com nosso último álbum (rindo). Por favor, não acabe como as minhas ilusões!

Jonny: (risos) Mas, dessa vez, construímos nosso próprio estúdio e nós meio que conseguimos nos isolar, só nós quatro (quatro ou cinco).

C: Nós realmente não pensamos nesse tipo de coisa, porque isso nos deixaria malucos. Tenho certeza de que se alguém lhe dissesse “olha, o seu programa é muito importante para os nossos acionistas”, sua cabeça ficaria girando. Então, tentamos ignorar essas coisas da melhor forma que pudermos e nos determos às pessoas que, no fim, realmente querem escutar música, entendeu?

F: É, acho que, nesse dia, eu ligaria pro trabalho dizendo que faltaria. […] Bom, o Coldplay se destaca porque toda a banda compartilha créditos pela maior parte da música. Co…

C: Por toda música.

F: …mo isso funciona? Um membro fica com uma parte da música, na qual ele trabalha ou é algo como trabalho cooperativo? Talvez você pudesse descrever o processo criativo desse ângulo.

C: A tendência é se comparar à fabricação de um carro. Cada um de nós tem um papel específico. Eu venho com o nome básico e talvez um pouco da melodia. Depois, o Jonny meio que adiciona o seu colorido, então o Will adiciona o seu colorido e o Guy. […] Antes que a música tenha passado por todos os quatro membros e pelo nosso quinto membro Phill (nosso conselheiro secreto) antes que a música tenha passado por todas essas pessoas, nós não a mostramos a ninguém.

F: Henry Ford ficaria orgulhoso de vocês.

C: Acho que ele ficaria mesmo!

F: […] Nesse álbum, Brian Eno, um dos maiores nomes da música, um dos maiores inovadores, trabalhou com vocês. Como vocês chamaram Eno pra trabalhar com vocês? Havia uma lista de espera ou algo do tipo?

C: Havia de fato uma lista de espera e nós esperamos (rindo). Contando do momento em que nos conhecemos, aguardamos por quatro anos antes que ele dissesse “Sabe, eu realmente gostaria de produzir o novo álbum de vocês, rapazes”.

J: É, ficamos muito empolgados.

F: Eu perguntei pro David Bowie uma vez como era trabalhar com Brian Eno e ele meio que riu e disse “Brian costumava ir pro estúdio sozinho e trabalhar no álbum. Ele deixava instruções gravadas pro resto da banda seguir quando fosse ao estúdio.” Foi dessa maneira que ele trabalhou com vocês?

C: Ele nos guiou na maior parte do tempo e ele é muito entusiasmado. Assim, se você não tiver uma idéia, ele sempre tem umas dezessete pra você experimentar. Mas o problema é: ele deve ter pensado que somos um pouco irritantes porque não gostávamos que deixar o estúdio, de modo que ele nunca tinha tempo de fazer nada sozinho (rindo), porque estávamos sempre lá pra ouvir as próximas instruções.

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Categorias:Uncategorized
  1. Filipe
    24 Maio, 2008 às 4:57 pm

    mt bom..esperando a 2ª parte

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