De atrasos e tentativas

  • De Lovers in Japan e um vocabulário… Inadequado?

CHRIS [0:20] – Nosso álbum, que se chama “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, foi feito para ser uma experiência de 45 minutos. Não somos a melhor banda para singles, mas construímos algo que funciona como um todo do início ao fim para, então, começar tudo novamente. O disco é muito conciso e tem várias cores diferentes. Você pode gostar de alguma delas e pode não gostar de outras, mas é uma boa jornada e esse foi o principal critério. O objetivo foi criar um álbum que pudesse ser ouvido de uma só vez e sair para fazer compras depois.

CHRIS [1:22, com Violet Hill ao fundo] – É diferente para nós, sabe? Gostamos porque é estrondosa e colérico, com muita guitarra. […] E é forte, intensa; queríamos fazer algo do tipo.

CHRIS [2:13] – Há um parque em […] Tóquio, onde estava passeando um dia, enquanto estávamos em turnê e o céu estava tão bonito, com todas aquelas árvores e o aroma delicioso. Para mim, tudo isso pareceu tão romântico e tão diferente da idéia que algumas pessoas têm sobre o Japão. Pensei “Caramba, é o lugar mais romântico em que já estive” e, então, tivemos a idéia de compor uma música intitulada “Lovers in Japan”. A outra inspiração foi Osaka. Quando estivémos lá, não conseguíamos dormir por causa da longa viagem. [Por isso,] assisti à Aurora em Osaka; foi muito bonito. Isso tudo ajudou na composição da música.

JONNY [3:40] – Adoramos tocar […] quando foi isso, 2000?

CHRIS – 2000.

JONNY – Foi a primeira vez que vi o Flamig Lips tocando.

CHRIS – Sigur Rós… James Brown…

JONNY – Temos boas memórias. Fizemos algo do tipo desde então?

CHRIS – Não! Tocamos no Fuji [Festival] duas vezes.

JONNY – Estamos ansiosos para voltar e tocar de novo.

CHRIS – É, vai ser maravilhoso!

JONNY – Intenso.

CHRIS – Vai ser orgásmico. Posso falar isso? Bom, talvez não. Vai ser colorido.

CHRIS [4:29] – Olá a todos que estão nos assistindo e aos interessados em nossa banda, o Coldplay e a todos os japoneses. Estamos ansiosos para que ouçam nosso álbum e ainda mais empolgados para ir toc… Quando vamos tocar?

JONNY – Aaahn, julho…?

CHRIS – Jul… Ah, agosto?

JONNY – Ah, agoosto!

CHRIS – Bom, estava empolgado para ir em julho, mas acontece que vamos tocar em agosto… Para os que vão, espero que se divirtam conosco. Mal podemos esperar para vê-los. Obrigado!

  • De casamentos… Não convencionais

CHRIS – George?

GEORGE – […] Música boa, né?

CHRIS – Vamos lá… Butterfly […] with the brok…

CHRIS – Esse é o nosso estúdio. Não quero parecer […], mas aqui é onde fazemos sex… Não! É onde toda a magia acontece!

GEORGE – Descemos as escadas ou…

CHRIS – Não, vamos subir.

GEORGE – Tá. Onde vocês conseguiram [essa foto]? Parece legal.

CHRIS – Esse é um amigo nosso.

GEORGE – Esse é o John Lennon.

CHRIS – Ok, vamos continuar subindo…

GUY – A relação que temos é muito complicada. […] Às vezes é meio difícil de […]

[  ] JONNY – Às vezes, nos deparamos com algumas barreiras que temos de superar. É como um casamento bizarro.

GEORGE – Com quatro pessoas.

JONNY – É, mas sem sexo.

GEORGE – Sem sexo. Bom, talvez esse seja o problema.

GEORGE – […] Houve algum momento, na banda, quando se pensou “Não é exatamente do jeito que eu pensava que ia ser…”

CHRIS – O som desse disco para mim é o Guy, o Will e o Jonny tendo sua glória em retorno, o que me deixa muito feliz.

GEORGE – Já aconteceu de, em algum momento, vocês sentirem que não queriam ser o Coldplay?

CHRIS – Não. Nós atingimos um estágio em que não podemos ficar maiores, então, estamos tentando ficar melhores. Tem a ver com a história do “qualidade ou quantidade”. Pensamos: Temos de praticar e melhorar […]. Não… Eu me sentia mal porque deve haver adolescentes de 16 anos e todos esse pessoal que diz que gosta do Coldplay e pode ter problemas por causa disso na hora do recreio. Dessa forma, uns 18 meses atrás, eu senti que eu realmente queria fazê-los orgulhosos.

CHRIS [2:32] – Eu vou contar tudo para você, os detalhes sórdidos… O que você quer saber?

  • Do título

Em entrevistas, o Coldplay afirmou referir-se ao quarto disco simplesmente por “Viva La Vida”, não obstante o título duplo. Completa Chris: A outra parte é para o caso de você achar o álbum depressivo demais. […] Na verdade, é um nome do tipo você-decide-qual-é-o-nome. O que realmente queríamos era fazer um álbum semelhante a esses aeromodelos que te permitem escolher a cor com que pintá-los.

Fonte: MyColdplay.com

  • De Viva La Vida a Death An All His Friends

Em entrevista a MTV, os membros do Coldplay compartilham detalhes sobre as faixas do novo disco; são abordados temas como novos instrumentos, colaborações importantes, bem como o foco do trabalho.

Life In Technicolor

GUY: Sempre soubemos que começaríamos o disco com um instrumental. O que é interessante sobre a essa música é que de fato há uma versão completa, com letra e vocal, mas, quando finalizando o álbum, não conseguimos encaixá-la com o restante do repertório. Ainda assim, tínhamos certeza que deveríamos começar com algum trecho dessa música. E isso por que usamos a primeira parte: sempre foi nossa intenção que fosse dessa maneira.

CHRIS: Vocês vão ouvir [a versão completa] ao final do nosso próximo disco. As razões pelas quais esse disco começa com um instrumental são: A) fazer um toque de celular, o que é [Life in Technicolor, na verdade]; B) não ter vocal demais. Lá pelo quarto álbum, o público meio que está de saco cheio com o trabalho do vocalista, sabe?

WILL: Jon Hopkins [o qual é tido como co-compositor] é um amigo do Brian Eno; ele tem um talento excepcional para tocar qualquer música. Você toca um trecho de uma música para ele uma vez e ele é capaz de de tocá-la de volta perfeitamente, de cabeça. Ele é um cara incrivelmente talentoso e o Brian o apresentou porque, creio, ele queria eximir o Chris de tocar teclado excessivamente para, assim, poder fazer outras coisas.

CHRIS: Nesse álbum, o que conseguimos, de um jeito muito engenhoso, foi trabalhar com pessoas muito mais talentosas do que nós e fazer o resultado disso se passar como se fosse de nossa própria autoria.

Cemeteries of London

CHRIS: [Essa música] é a nossa primeira tentativa de usas palmas em um álbum, mas não é a única vez que elas aparecem.

WILL: As palmas do flamenco espanhol são incríveis, se bem executadas. A nossa é uma versão inglesa e mais bruta. E mais débil. Ou um monte de focas. [?]

Lost!

GUY: Essa foi uma das primeiras músicas que fizemos para o álbum. Estávamos escutando uma música chamada “Sing”, do Blur, em algum lugar dos Estados Unidos… Em Detroit. Estávamos no camarim e, então, fomos para o palco fazer o teste de som, tentando escrever alguma música assim. Ela, de certo modo, desenvolveu-se em diferentes versões.

CHRIS: É assim que geralmente compomos; escutamos alguma música e pensamos que ela é incrível. Como nos sentimos idiotas por não termos nada tão bom, tentamos tocá-la. Então, obviamente, já que não conseguimos, criamos algo  diferente.

42

CHRIS [sobre a letra]: Todo o disco – se fosse um disco do Notorious B.I.G., se chamaria apenas “Life and Death”, simples assim… Talvez porque perdemos algumas pessoas queridas, mas [também presenciamos] milagres – nós temos filhos. Como a vida tem tido faces extremas nos últimos tempos, vida e morte tem aparecido de repente com certa freqüência. O título é “42” porque é meio número favorito. E, acho, está na lista do três números preferidos do Will, também.

WILL: Está: 17, 11 e, finalmente, 42.

Lovers In Japan/Reign Of Love

CHRIS: Guy e Will são responsáveis pelo piano nesse caso.

JON: Peraí, ei também!

WILL: Estávamos em um estúdio em Nova Iorque, num lugar chamado “Magic Shop”, onde havia esse tack piano [uma espécie de piano com seus componentes permanentemente alterados] […], cujo som se assemelha ao do cravo, na verdade. Já que queríamos usar esse tipo de som, mas não tínhamos nada do tipo, fomos a uma loja de instrumentos perto de nosso estúdio e compramos um piano velho [e Guy, Jon e eu fizemos algumas alterações nele].

Yes/Chinese Sleep Chant

CHRIS: Todos vinham reclamar para nós porque ninguém mais comprava álbuns. Dessa forma, concluímos que, talvez, a razão para tal é o fato de música não mais valer o dinheiro gasto. Por isso, tentamos adiocionar um pouco mais de valor [com a faixa escondida “Chinese Sleep Chant”]. É simples assim, como no supermercado.

WILL: Um dos principais pontos de foco nesse álbum foi mudar identidades sonoras, já que o Chris tem uma voz muito marcante. É simplesmente a idéia de que você pode mudar completamente o som de uma banda, apenas lidando com os vocais de uma forma diferente. Em “Yes”, Chris está cantando em um tom muito mais grave enquanto em “Chinese Sleep Chant”, a [voz dele] está em meio à reverberação e escondida pela guitarra.

Viva La Vida

CHRIS: Creio que tudo que estamos tentando fazer agora é não começar de novo, mas romper com tudo que já fizemos; construir algo novo e, com sorte, melhor ou pior, num bom sentido. E essa canção é uma de nossas favoritas, já que todos nós estamos fazendo algo que jamais havíamos feitos antes. E realmente gostamos de tocá-la. Quanto mais tempo em uma banda, mais difícil é surpreender a si mesmo.

Violet Hill

GUY: É uma das músicas mais antigas que vínhamos trabalhando e, de certo modo, havíamos deixado-a a de lado no repertório que comporia o álbum. E há um quinto membro secreto em nossa banda, [o empresário] Phil Harvey, e ele realmente a promoveu, assim como algumas outras pessoas. Justa e conseqüentemente, a incluímos de volta na lista final. E nos divertimos muito gravando o vídeo para essa faixa, na Sicília, no topo do Etna.

CHRIS: Fizemos dois vídeos para “Violet Hill”; o outro está na Internet e é o vídeo que mais gostamos, dentre todos aqueles que já gravamos. Nós pensamos que, durante a corrida eleitoral, todo mundo dança… Então, tivemos a idéia: “Não seria genial fazer um vídeo só com políticos dançando?”. E fizemos.

Strawberry Swing

WILL: De fato, é o Brian Eno batendo palmas no começo dessa música e-

CHRIS: Se você prestar bastante atenção, ele está fazendo reclamações sobre o compasso da música.

WILL: É o que ele faz na maior parte do tempo, reclamar sobre o compasso.

CHRIS [imitando Eno]: “Oh, tá rápido demais!”

Death and All His Friends/The Escapist

CHRIS: Esse foi o tema do álbum como planejado, na verdade. Temos conhecimento do lado negativo da vida -isto é, “Death and All His Friends”-, mas isso não significa que você deve ceder. Então, todos nós cantamos uma parte junto, bem alto, como uma espécie de mensagem para nós: nunca desistir e nunca se deter demais nos aspectos negativos.

Fonte: MyColdplay.com

  • Lost… aliás, last but not least

Londres, 12 de junho (quarta-feira)

Sinto-me aliviado por o álbum finalmente chegar ao vasto mundo. Não está mais nas nossas mãos. Não pertence mais a nós. Espero que gostem. Espero que haja músicas que façam um dia horrível um pouco menos horrível ou um dia bom ainda melhor. Obrigado por toda a sua paciência e apoio.

Prospekt

Viva La Vida

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  1. 12 Junho, 2008 às 5:55 pm

    Sinto muito mesmo pela ausência. Espero que as tentativas de traduzir as entrevistas compensem de alguma forma. A galeria de fotos também está atualizada.

    Em breve, a matéria da Q Magazine será finalizada, bem como a segunda parte de uma entrevista de rádio.

    E, naturalmente, um agradecimento enorme a Cris por todo o apoio e por todas as atualizações que mantiveram os fãs informados (muito mais que isso, na realidade), num momento tão importante.

  2. CriS_SantoS
    12 Junho, 2008 às 9:04 pm

    Ahhh Su, que isso, as suas atualizações são sempre as melhores! Vale a pena esperar o tempo que for necessário ^^

  3. CriS_SantoS
    12 Junho, 2008 às 9:08 pm

    Aaaahhhhhh pra quem ainda não sabe, Prospekt é o Phil Harvey 😛

  4. 14 Junho, 2008 às 9:38 pm

    fonte de informação magnífica este blog. Violet Hill foi a música que me fez fazer as pazes com o Coldplay; Se não fosse por ela, talvez não ouviria Viva La Vida e perderia um grande álbum.

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