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la vita è BELLA [artigo]

 

            Exercícios físicos regulares, vida familiar e espírito de grupo. Estes são os elementos que o Coldplay recomenda a qualquer pessoa que queira juventude eterna e se candidatar ao trono do rock. A saudável banda fala sobre o novo álbum “Viva La Vida Or Death And All His Friends”.

            Quando se conheceram na universidade, em Londres, o único intuito de Chris Martin, Jonny Buckland, Guy Berryman e Will Champion era tocar música, o que, com o surgimento do Coldplay, tornou-se um espécie de emprego em período integral. Dez anos e trinta milhões de discos vendidos se passaram desde então e álbum algum é mais ansiosamente aguardado, em 2008, do que a ambiciosa quarta composição da banda, “Viva La Vida or Death And All His Friends”; a composição foi produzida por Brian Eno (U2, David Bowie). Tivemos uma longa conversa com Chris e Jonny na nova base da banda, The Bakery, onde conhecemos uma banda em excelente forma e que encontra dificuldades em acreditar que não tem mais dezenove anos.

 

Chris, você acabou de dar uma corrida?

CHRIS: Aham, acabei de terminar o treino. Preciso de um tempinho pra recarregar as baterias…

Você treina todos os dias?

CHRIS: Treino. Como tanto chocolate que tenho que correr bastante; caso contrário, correria o risco de me tornar um cantor gordo e ainda não estou pronto pra esse acontecimento.

O destino de um homem é decidido quando ele tem trinta anos?

CHRIS: Você tem razão. A regra é: menos bolos de chocolate.

Você corre a maratona?

CHRIS: Não. Prefiro ioga.

JONNY: Faz pouco tempo que o Guy correu a maratona daqui de Londres.

Talvez o Coldplay não seja a melhor banda do mundo, mas certamente é uma das que mais está em forma.

CHRIS: Não importa o quão idiota essa afirmação soe, mas acreditamos que, quanto mais obesos os membros de uma banda, mais preguiçosos eles são. Pode ser nonsense, mas tenho certeza disso.

JONNY: Isso geralmente acontece com as bandas mais bem sucedidas. Eles pensam ‘Beleza, temos a grana, vamos gastá-la com doces’.

Doces ou cocaína?

JONNY: Tá bom, os dois.

CHRIS: Se te disséssemos que passamos os últimos três anos das nossas vidas bebendo champanhe e comendo caviar, você com certeza não levaria a nossa música a sério. Na verdade, minha teoria não é muito coerente: Pavarotti foi o cantor mais obeso de todos os tempos, mas é também foi o maior cantor do mundo. Acabei de me contradizer.

JONNY: Mas você acha realmente que ele era tão gordo assim?

CHRIS: Sei que ele ocupava dois assentos num avião.

Apesar de ser magro, você canta em um tom mais grave no álbum, comparando com os anteriores. Qual a razão da mudança?

CHRIS: Queria pôr em práticas táticas novas. […] É bem mais difícil cantar desse jeito, mas me sinto muito bem quando alcanço uma nota mais grave e meu corpo todo vibra.

Não canto. Você pode me descrever essa ‘vibração’?

CHRIS: Você pode cantar também. Você só tem de tentar. Faça umas duas aulas e você vai conseguir sentir essa vibração também. Cantar é ter confiança em si mesmo. Quando você vai assitir a uma partida de futebol e vê cinqüenta mil outros homens cantando depois de umas cervejas, você sente que pode cantar também. É incrível: essas cinqüenta mil pessoas conseguem acertar as notas, têm um grande potencial e uma ampla variedade de timbres. Se, depois do jogo, você pergunte se eles cantam, todos diriam que não.

Para eles, a premissa ‘A união faz a força’ faz sentido.

CHRIS: Exatamente. Esta é a minha teoria. Cantar significa ter confiança em si mesmo.

E o quanto Chris Martin está confiante de si mesmo?

CHRIS: Nesse momento, não muito, mas sempre confio em mim o suficiente para abrir minha boca. Há muitas pessoas que têm uma determinada opinião sobre o meu jeito de cantar. Isso é meio embaraçoso. No entanto, como amo cantar, não me importo com o que dizem sobre a minha voz.

Então você canta para as muitas pessoas que gostam da sua voz, mas não à minoria que não gosta?

CHRIS: Isso, ainda que haja muitas pessoas que não gostam do jeito que eu canto.

Ainda há muitas pessoas que acham que Coldplay é ridículo?

CHRIS: Vendemos cerca de uns vinte milhões de álbuns e há umas seis bilhões de pessoas ao redor do mundo, logo, creio que ainda há algumas pessoas que não gastaram nenhum centavo com a gente [rindo], mas eu gosto da idéia de ainda haver cinco bilhões, novecentos e oitenta milhões de pessoas para serem convencidas.

Talvez vocês consigam isso com Viva La VIda. O álbum é bastante experimental e ousado no que diz respeito à sonoridade e à composição das faixas [?]. Quais foram as dificuldades, comparando com os discos anteriores?

CHRIS: A sensação básica desse momento é a de liberdade. Nossos álbuns anteriores exigiu empenho de verdade. Estávamos acostumados às críticas e a ser uma grande banda que fazia grandes shows. Nesse momento, não foi fácil ver nosso desenvolvimento enquanto músicos. Foi aí que ganhamos o auxílio de Brian Eno e Markus Dravs na produção. Eles nos ajudaram a conhecer o âmago de nossa música [?]. Eles nos levaram de volta ao tempo em que éramos apenas quatro caras em um espaço pequeno. Então, paramos de nos preocupar se todas as nossas músicas seriam tão bem sucedidas quanto ‘Clocks’ ou ‘Fix You’. Nos sentimos livres pra tentar qualquer estilo. Não tivemos de tocar nenhum ‘som típico do Coldplay’ porque isso já existia em quantidade suficiente.

E isso fazia vocês se sentirem mais felizes do que em um grande palco?

CHRIS: Não. Quando se está em uma sala pequena, o que você quer é ir pra um lugar maior e tocar pra maior quantidade de pessoas possível.

JONNY: Queríamos a rotina de lado. Havia coisas que poderíamos ter alcançado mesmo dormindo, mas queríamos abandonar essas fórmulas e tentar coisas novas.

CHRIS: Compor e gravar um álbum é mais ou menos como tomar banho: você se despe, se lava, faz a barba e, em algum momento, você sai, renovado e bem vestido. Quando você está trabalhando no estúdio, você está realmente despido. Eu sei. É uma metáfora horrível, mas espero que você tenha me entendido.

Você passa muito tempo no banheiro, mais que a sua esposa?

CHRIS: Talvez não. O que quis dizer é que, quando você faz o seu trabalho, você precisa de muita auto-confiança para testar idéias novas, as quais, no final das contas, podem ser horríveis. E durante esses ensaios, você está realmente nu, sem defesa alguma. Mas você tem de seguir em frente. Seria fácil dizer ‘Então, cara, você sabe que esse tipo de som funciona, vamos continuar nesse caminho’. Nesse álbum, não fizemos isso de forma alguma.

Continuando no assunto, você é o único da banda que não tem barba, Chris. Por quê?

CHRIS: Você não está chamando esses pelinhos no rosto do Jonny de barba, está? Tá brincando?

JONNY: Eu já tive bigode. Tentamos novos estilos nesse sentido também.

CHRIS: Quando você teve bigode?

JONNY: Quando estivémos na América do Sul.

CHRIS: Sou o mais velho da banda. E me sinto muito bem por parecer o mais novo. Creio que fazer a barba seja conseqüência da minha crise de meia idade. Quando passei dos trinta, pensei ‘essa barba não pode continuar’. E, agora, eu me sinto como se tivesse vinte anos novamente.

Que idade você realmente sente que tem?

CHRIS: Uns vinte e oito. Não, brincadeira. Quando aos trinta, você atinge a segunda metade da sua juventude. Ainda me sinto jovem, mas estou começando a pensar na minha idade com mais atenção. Quando você tem vinte, você vê os trinta como uma grande barreira. Depois, quando você passa dos trinta anos, você se dá conta de que é um adulto e tudo continua na mesma.

Chegar aos quarenta te preocupa?

CHRIS: Não, de jeito nenhum. Me sinto tranqüilo em relação a isso; me preocupo mais com os noventa anos.

JONNY: Você vai simplesmente ser idoso e não dar a mínima pra isso.

O quanto estar no Coldplay ajuda a permanecer jovem? Você não fica mais velho quando todas as atenções do mundo estão voltadas para você?

CHRIS: Em uma semana, viajo mais do que viajei nos primeiros vinte anos da minha vida. E, quando você viaja ao redor do mundo, sempre acaba aprendendo alguma coisa nova. Isso significa que eu cresço um bocado, mais do que muitas pessoas da minha idade. Acho que envelhecer tem mais a ver com ganhar experiências de vida. Além disso, todos nós temos filhos e preocupações para com eles.

Você foi o primeiro da banda a ter uma filha. Desde então, todos os integrantes da banda se tornaram pais. Vocês fazem festas para as crianças?

CHRIS: Sábado passado, comemoramos juntos o aniversário de Ava, a filha do Will. Ela é só seis dias mais nova que o meu Moses. Estávamos todos juntos -pais, mães e crianças- e foi muito divertido. Passamos a maior parte do tempo entre nós quatro, fazendo coisas relacionadas à banda, mas, quando nossos filhos estão por perto, percebemos que não temos mais dezenove anos.

Você disse que as crianças enriqueceram a sua vida…

É claro. Todas as suas experiências de vida fazem com que você fique mais atento às suas prioridades. Algumas coisas da vida te fazem abrir os olhos para o que realmente importa. Meus filhos me fazem concentrar naquilo que é essencial à minha vida e a não inutilizar meu tempo. Dessa forma, me centrei na músicas e nos meus filhos, as duas coisas mais importantes da minha vida.

Você parou de fazer alguma coisa por causa deles?

CHRIS: Jogar golf. Mas isso não é tão importante para mim. Quando tenho tempo livre, prefiro brincar com a Apple e com o Moses.

Vamos falar do estranho título do álbum: Viva La Vida Or Death And All His Friends.

CHRIS: É um tipo de brincadeira. Achamos engraçado o fato de que há dois grupos: um que nos pergunta por que nossa música é tão positiva e outro que pergunta por que nossa é tão depressiva. 50% do público enxerga tudo o que fazemos de uma maneira e os outros 50 vêem da maneira diametralmente oposta. Dessa forma, escolhemos um título que tivesse esses dois lados. A única que queríamos era ter dois títulos. As pessoas podem escolher aquele que mais se aproximar de suas idéias.

É positivo ou negativo o fato de que as pessoas não terem a mesma posição sobre as suas músicas?

CHRIS: É ótimo. É mais ou menos como os filmes de Woody Allen. Acredito que ele seja a principal fonte de inspiração; ele sempre lida com as nossas dúvidas: ele põe em questão a existência de Deus e o sentido da vida. E você nunca sabe se ele está contente ou desesperado. Mas isso é a vida. Você nunca sabe se está feliz ou triste.

E por que é tão complicado: ‘Uma super família, uma super carreira, amo a música que faço, tudo está perfeito’. Você pode falar isso sem titubear.

CHRIS: É claro. Digo isso pra mim, às vezes. Mas as coisas acontecem quando você menos espera, por exemplo, quando alguém ao seu redor está doente. A vida é imprevisível. Porém, mesmo quando há particularmente muitas coisas boas, sempre tem algo ruim, em algum lugar, à espreita. Enquanto você está na cama com quatro strippers, há pessoas que não tem comida suficiente. Resumidamente, sempre há alguma coisa para ser melhorada.

Não sei se isso realmente acontece com você, mas, se algum dia, eu estiver com quatro strippers na cama, nunca pensaria na fome do terceiro mundo.

CHRIS: Tá bom, foi um exemplo ruim [rindo], mas você entendeu. Há sempre luz e escuridão.

Na canção-título, vocês falam bastante sobre a Igreja, o Papa e assuntos relacionados. A que estão se referindo?

CHRIS: Tento assumir a perspectiva de algum rei ou líder que foi destituído do poder, em seu palácio, por revolucionários que o querem longe do poder. Sou fascinado por essa idéia. O fim de um reinado. O momento em que você tem de responder por tudo que já fez. O melhor exemplo disso é a Revolução Francesa.

Você se vê numa situação semelhante a de Luís XIV quando Napoleão estava em seu encalço? Você se sente como se estivesse à frente de um reinado ansiado por bandas novas e furiosas?

CHRIS: Não. Ainda temos o U2 e os Beatles como modelo a ser seguido. Gostaríamos de conseguir o que eles conseguiram.

Brian Eno produziu o álbum com o intuito de dar mais um passo na direção do U2?

CHRIS: Talvez. Sério, não nos vemos no topo de coisa alguma. No melhor dos casos, estamos em algum lugar dos estágios intermediários.

Há pouco, você dizia não ter muita confiança em si mesmo. Agora, você está agindo como uma pessoa muito modesta. Você é assim mesmo ou você está conscientemente pensando ‘Gente, vamos manter a discrição, ainda que tenhamos vendido mais discos do que qualquer outro artista, no ano passado’?

CHRIS: Há redes de restaurantes vendendo milhões de hambúrgueres todos os dias. O que há de tão especial neles? Você não pode medir a qualidade de um produto pela sua vendagem. Na minha opinião, isso não tem nada a ver com humildade ou arrogância, mas com uma vontade de melhorar para as pessoas que querem ouvir as suas músicas. Com Viva La Vida, tentamos gravar um álbum que justifique por que escutar Coldplay. Estava pensando em adolescentes de quinze anos que afirmam ‘Eu gosto de Coldplay’. Nosso objetivo é fazer com que qualquer pessoa possa dizer isso com orgulho.

Você está sendo modesto de novo.

CHRIS: Não. Ser mencionado no intervalo da escola é um grande resultado.

Isso já não acontecia no passado?

CHRIS: Não, mas eu queria ser um desses caras dizendo ‘Eu gosto de Coldplay’.

Sobre o que é ‘Violet Hill’?

CHRIS: É primeira vez que tentamos fazer uma canção de protesto. Gostamos da idéia de lançar alguma coisa que tenha ira e em que a guitarra de destaca.

Essa música lembra bastante o som dos Beatles.

CHRIS: Lembra; já era hora de roubarmos alguma coisa do John Lennon.

Contra o que vocês estão protestando?

CHRIS: A música te insufla a não fazer o que te dizem pra fazer.

Em contraste, o álbum também inclui ‘Strawberry Swing’, a canção de amor mais explícita que vocês já escreveram.

CHRIS: Sim. Gostando ou não, no álbum que criamos, há diversas cores diferentes. ‘Strawberry Swing’ é a que emana mais cores do que qualquer outra. Quando a escuto, penso em vermelho vívido de satisfação e encantamento.

Essa música foi inspirada por uma manhã passada em um parque ou algo semelhante?

CHRIS: Não. Sério. Talvez eu nem me lembre mais.

Você canta ‘Without you, it’s a waste of time’. Qual foi a reação da sua esposa a esse verso?

CHRIS: [gaguejando] Não sei. Falando sério, eu não sei. Não gosto de ficar no mesmo lugar que uma pessoa que está escutando um álbum nosso.

Então você falou ‘Querida, vou sair por alguns minutos, o tempo suficiente para você escutar as músicas’.

CHRIS: É. Sempre saio da sala quando alguém vai escutar nossas músicas novas. Faço isso com todo mundo.

Mas a Gwyneth gosta do álbum? […]

CHRIS: Eu prefiro mudar de assunto. Sério, não gosto de falar disso, me sinto incomodado.

Vocês estão preparando alguma declaração em que afirmam ‘Nós não estamos fazendo um tipo de música que é menos relevante do que coisas supeficiais, como entradas pisando em tapetes vermelhos ou qualquer coisa do tipo’?

CHRIS: Isso não é necessário. Somos do jeito que somos. Ponto.

JONNY: Nós quatro estamos tentando ser realistas. Não queremos que essas coisas fiquem no nosso caminho.

CHRIS: Esse é o motivo por que fazer turnês sozinho é um perigo; você entra em contato com esse mundo fascinante, o que é arriscado porque tudo é irreal. Mas, já que fazemos parte de um time de verdade, ninguém fica impressionado pelo o quanto o outro é famoso. Se eu entrasse no estúdio e dissesse ‘Sylvester Stallone é meu amigo’, nenhum de nós ficaria interessado.

Você é realmente amigo de Stallone?

CHRIS: Não, estava apenas dando um exemplo. Mas dê uma olhada no nosso estúdio. Não parece um lugar cheio glamuroso, parece?

Na verdade, ele chama a atenção, sim. Vocês poderiam viver e trabalhar muito mais ostensivamente. Ao mesmo tempo, parece que estou apenas tomando um cafezinho como os meus vizinhos.

JONNY: Ainda temos muitas coisas pra conquistar. Assim que acabarmos, podemos falar dessa história de trono.

CHRIS: Até onde sei, me parece que vínhamos fazendo esse trabalho pensando que um dia seríamos a melhor banda do mundo. Agora, precisamos fazer alguma coisa boa desse trabalho. E nós acabamos de começar.

Jonny, o que passou pela sua cabeça quando Chris anunciou sua intenção de fazer um dueto com Kanye West?

JONNY: Eu disse ‘Ótimo!’, muito embora parecesse que ele estava tendo uma relação com alguma outra pessoa. Igualmente, o Chris fica preocupado quando me vê conversando com outros cantores.

CHRIS: Claro. Isso é estritamente proibido. Às vezes, o Guy dá uma escapada e vai pra Escandinávia tocar baixo nos álbuns de outros artistas. Nós temos alguns casos, mas ainda somos uma banda com um casamento feliz.

Mas você teve diversos casos de uma vez só: Kanye, Nelly Furtado, Jay-Z…

CHRIS: O mais engraçado dessas parcerias é que elas funcionam assim: você vai visitar alguém no estúdio, faz uma gravação de uma tarde e então, vai embora. Noves meses depois, o álbum é lançado e você lembra daquela tarde. Pra mim, todas essas colaborações parecem casuais, acidentais.

Como foi o trabalho com Kanye?

CHRIS: Ele estava gravando no estúdio Abbey Road e só fui lá pra cumprimentá-lo. Ele estava trabalhando em uma música (‘Homecoming’) e eu disse ‘Pode deixar que eu canto o refrão’. Depois, fui embora. Com a Nelly Furtado foi mais ou menos assim também. Gosto de fazer esses duetos porque a pressão está sobre outra pessoa. É divertido. Eu também já fiz duetos que não vieram a público. Gosto bastante do álbum do Kanye West. Eu costumava não dar o valor que ‘Homecoming’ realmente tem porque não acreditava que podia cantá-la apropriadamente, mas estou muito feliz com o resultado.

Você perguntou a Kanye ou a Nelly se eles gostariam de participar do seu álbum?

CHRIS: Tinha uma música que estava nos dando problemas por causa da bateria. Assim, pensamos em ligar pra alguém pra nos ajudar, mas, antes, Brian encontrou a solução. De uma forma ou de outra, estamos abertos pra trabalhar com as pessoas que achamos serem melhores do que nós, já que isso dá te espaço pra melhorar.

Ouvi dizer que vocês queriam trabalhar com Timbaland.

CHRIS: Não sei de onde saiu essa notícia. Não, nós nunca planejamos isso; essa história é falsa. Mas gostamos de Timbaland.

Quatro anos atrás, você apoiou a campanha presidencial de John Kerry.

CHRIS: O que não foi um grande sucesso…

Certo. Você ainda está envolvido nas eleições estadunidenses?

CHRIS: Sinceramente, eu só disse uma vez que gostava do John Kerry. Não foi exatamente uma campanha muito duradoura. Esse é o motivo por que me incomoda dizer com quem eu simpatizo, já que a pessoa pode acabr não ganhando. Vamos colocar isso dessa forma: Quero que George Bush seja presidente de novo. Hoje e sempre.

Então eu concluo que você gosta do Obama…

CHRIS: Você precisa ser um idiota pra não apoiá-lo. Não sou um: gosto dele, do Obama. Essa eleição é a decisão mais importante do mundo. Qualquer candidato que vença dessa vez terá de decidir pelo futuro do nosso planeta.

 

Entrevista cedida à publicação italiana Rock Star, edição de junho/julho.

 

Agradecimentos ao Coldplayzone pelas imagens e tradução da matéria para o inglês. É importante destacar, no entanto, que, apesar de o original ter sido consultado, a base foi o trabalho do site italiano. Assim, muito do conteúdo e da expressividade se perderam na tradução da conversa em inglês para a revista da Itália e, finalmente, nesta versão em português baseada do que foi publicado no Coldplayzone.

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  1. Ainda sem comentários.
  1. 16 Julho, 2008 às 2:46 pm

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