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Viva La Vida: “Promo Interview” [Parte 2]

Mas nem tudo é Brian, não é? Há também os outros produtores, Markus Dravs e Rik Simpson.

CHRIS: A razão por que temos outros produtores, Markus e Rik, é que, quando Brian e nós chegávamos a um ponto que achássemos excitante, então os dois fariam isso ter uma boa sonoridade e garantir que tocássemos tão bem quanto pudéssemos […]. Ainda estamos um pouco assutados por termos trabalhado com Markus; ele é aquele cara que fica “Façam de novo… Façam de novo… Façam de novo… Ainda não está bom… Ainda não está bom”. Depois de oito meses dizendo isso, ele quis ir embora rapidinho, porque nunca conseguiríamos ser bons o suficiente. Ele é uma espécie de sargento, no melhor sentido da palavra e, sem ele, não teríamos chegado a qualquer resultado.

Guy, o quão importante é a seqüência das músicas?

GUY: É tão importante quanto a seleção de músicas. Ela pode determinar a recepção geral do álbum. De acordo com a nossa própria experiência, se você não organizá-la do jeito certo, pode dar uma visão completamente diferente do planejado, então damos bastante importância à ordem correta das músicas.
WILL: Lembro que, antes de lançarmos nosso primeiro disco, fomos entrevistados na França. Nesse momento, tínhamos uma determinada tracklisting e estava todo mundo comentando “Essae álbum é tão depressivo”. Depois, percebemos que o final de fato era, então decidimos fazer algumas alterações e começaram a falar “Esse álbum soa bem otimista”. [A ordem do repertório] realmente muda as percepções, logo, você tem de pensar muito cuidosamente [nela]. O começo e o fim são, sem dúvida, muito importantes e, se você não conseguir acertar o tom deles, pode mudar drasticamente a recepção do álbum. Chris [?] sempre tem uma posição firme sobre onde ele quer cada coisa e todos nós temos que, de certa forma, concordar. Mas havia algumas coisas que eram unânimes. Tínhamos esses pedaços de papel que podiam mudar de lugar e cada um era uma lista em potencial, uma ordem em potencial e, então, tínhamos que trabalhar nelas.

Falem sobre o projeto de arte e o título do álbum.

JONNY: O quadro é de Eugène Delacroix, sobre a Revolução Francesa, sibre liberdade e a Revolução Francesa…
CHRIS: E fizemos algumas pinturas no quadro.
JONNY: Foi basicamente a idéia da música “Viva La Vida”, a revolução batendo à porta do palácio.
CHRIS: E pichações em todas as paredes, com slogans, arruinando todas as obras de arte […]. Mas o título, não vamos nos esquecer dele porque é importante. O nome do álbum, Viva La VIda Or Death And All His Friends, é um nome estranho, nenhum de nós tem certeza por que ele é intitulado dessa forma, só que tinha de ser chamado assim. Certo?
JONNY: Sim. “Viva La Vida” é um quadro da Frida Kahlo. O elemento que permite a opção [“or”] vem do filme Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb. Essa foi a inspiração.
CHRIS: Gostamos da idéia da possibilidade de você poder ouvir [o álbum] (ou não ouvir) e decidir qual o título, como nesses livros que você pode escolher o final. Queríamos que as pessoas tivessem mais liberdade em relação à nossa música. Há umas três formas de finalizar o álbum, dependendo da faixa que você seleciona. E há dois títulos diferentes, então, se você quiser um álbum triste, pode chamá-lo Death And All His Friends e pular certas músicas, mas, se você quiser um álbum edificante, você não pula certas canções e o chama Viva La Vida. Dessa forma, não somos nós os culpados por o álbum ser sombrio demais ou edificante demais.

Diferentemente do que estamos acostumados, podemos escutar muitos mais “drum loops” e “programmes drum sounds” no novo álbum.

WILL: No final das contas, nós realmente acabamos usando batidas e outras coisas computadorizadas [?]; ora só um “sole rhythm track”, ora um destaque para o som da percussão. Nos últimos tempos, a produção dentro da música hip hop tem ganhado tal importância e é tão impecável que, grosso modo, 99% do charme e da atração dessas músicas é a produção. Assim, há muito tempo, eu vinha trabalhando em programas de computador, então, surgiu uma vontade de fazer algo que soasse grandioso, uma batida cadente e intensa, algo mais enérgico, talvez mais “groovy”. Ainda não havíamos nada do tipo ainda, mas, nesse álbum, há músicas que fazem você se mexer, do que estou muito orgulhoso.

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