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Viva La Vida: “Promo Interview” [Parte 4]

Vamos seguir em frente com as faixas de seu disco. Lovers in Japan tem uma parte com um antiquado “piano honky-tonk”. Por que e como?

CHRIS: “Lovers in Japan” […] é uma canção branda, o que é muito importante para o equilíbrio do todo. É sobre fugir com a pessoa amada, tentar ser livre. Acho que uma temática presente nas letras é tentar escapar do poder e da influência alheia, das normas. E essa música é realmente sobre isso.
GUY: A história por trás do piano de “Lovers In Japan” é que há um estúdio em Nova Iorque, “The Magic Shop”, onde fizemos alguns trabalhos e onde havia um “tack piano”, uma espécie de piano com os martelos alterados e cujo som se assemelha ao de um cravo. Chris estava adorando tocá-lo e, quando retornamos à Bakery, decidimos construir um. Chris e Jonny compraram o piano mais barato que puderam encontrar e Will e eu, cuidadosamente, o manejamos e deu certo. Mas não recebemos nenhum crédito por tocar o instrumento.
WILL: Não, fizemos a outra parte do trabalho. Na verdade, já existia um riff, mas demoramos um pouco para começar a trabalhar nele e desenvolvê-lo. Porém, foi com esse piano que finalmente fizemos isso, então, o mérito é realmente nosso.

Conte-nos sobre Reign Of Love, Jonny.

JONNY: “Reign Of Love” foi gravada ao vivo, por todos nós juntos. Levou uns vinte minutos. Estávamos tão absortos no momento […]. Acho que ninguém mais conseguiria ficar assim. E a música traz novos ares. Concorda?
CHRIS: Diria que álbum tem esse aspecto e é [também] o mais conciso que poderíamos ter feito. Conseqüentemente, mesmo que você não goste dele, sinta-se feliz porque não é mais longo; dedicamos muito tempo tentando fazer as coisas mais breves o possível. E [“Reign Of Love”] foi a mais rapidamente editada.
JONNY: É, levou uns 17 minutos.
CHRIS: Devíamos ganhar um prêmio por isso.
WILL: Gostamos da idéia de ter um álbum curto, com poucos títulos. Creio que, quanto mais breve o álbum… Não o mais denso, mas há mais idéias, talvez mais do que antes e é isso que queríamos alcançar. Possivelmente isso é um efeito do disco anterior, quando sentimos que, talvez, havia algumas faixas excessivas. Queríamos produzir algo o tão conciso quanto possível, porém ainda assim conseguindo passar uma mensagem. E conseguir isso é o suficiente, sem ser necessário ficar batendo na mesma tecla; o cerne da questão era juntar o maior número de tonalidades que pudéssemos e sem excessos.
GUY: Acho que “Reign Of Love” nasceu na Bakery, até onde me lembro, e sempre me faz pensar em algum cântico antigo que se entoaria em capelas; há aspectos tradicionais que nunca havíamos explorado antes, uma espécie de beleza inerente a todos os hinos, não importando se você é uma pessoa religiosa ou não. Realmente nos agarramos a essa idéia, que ainda não havíamos exploramos e que a torna diferente.

Yes é a próxima faixa. Chris?

CHRIS: A inspiração de “Yes” veio de uma música do Velvet Underground, de onde veio a sonoridade. […] De onde vem a sua parte, Jon?
JONNY:  Não sei, acho que eu só fui tocando junto…
CHRIS: Você nunca quer ser o responsável… 
WILL: Acho que um das melhores características desse álbum é que Chris está deliberadamente tentando… Não expandir o modo como explora seus timbres de voz, mas tentando cantar de algumas maneiras que requerem bastante esforço da parte dele, o que é muito corajoso, já que a voz dele é bem marcante […]. Acho que ele os tons mais graves e os mais agudos que ele já alcançou estão nesse disco, o que é uma sonoridade totalmente diferente para nós. É um grande destaque do álbum, para mim, porque é tão irreconhecível […]. Acho que estamos realmente centrados em “groove”. Essa palavra parece idiota fora de um contexto musical, mas (não em relação à complexidade da percussão ou do ritmo ou de qualquer coisa do tipo), “Yes” tem uma atmosfera que…
GUY: “Groove” tem a ver também com o tempo [?], o que faz uma diferença enorme para a música; conseguimos capturar isso muito bem em algumas músicas, em especial “Yes”.
CHRIS: É muito sensual. É isso do que gosto nessa música. Mas foi escrita com um lírico diferente na música. Estou fingindo ser outra pessoa.

Chinese Sleep Chant é quase um instrumental…

CHRIS: O último álbum foi uma espécie de pacote tamanho família de “Witterbeaks” [?], muito saboroso se você gosta deles, mas mesmo o maior fã fica enjoado, depois do décimo nono pacote. Este está mais para um […] pacote menor.
JONNY:  Com frutas, nozes.
CHRIS: Frutas, nozes, grãos, aveia […]. Essa analogia é boa? […] “Chinese Sleep Chant” é a música preferida e a do Guy também, creio eu, mas a de que Will menos gosta. O mais legal sobre cada música é que algumas pessoas gostam dela e outras a odeiam e tenho certeza que isso vai se repetir em todo o mundo da música.
WILL: O vocal de Chris em “Chinese Sleep Chant” está mergulhado em efeitos vocais e todo o tipo de efeito estranho e incrível. Um dos objetivos de Brian era fazer com que os vocais tivesse uma sonoridade diferente porque Chris tem uma voz muito marcante e bonita. No entanto, essa traço tem sido mais ou menos semelhante em todos os outros álbuns. Fazer com que os vocais fossem delineados diferentemente foi um de nossos maiores alvos, principalemente porque muitas das músicas foram escritos tendo em vista uma personagem e, dessa forma, a música ganha identidade própria, o que é muito importante. Não é uma versão ou parte de uma música, mas “Yes” foi pretendida assim desde o começo.

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