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Viva La Vida: “Promo Interview” [Parte 5]

Vamos seguir explorando as faixas de seu álbum. A próxima é Viva La Vida. A Revolução!

CHRIS: Assim como “Yes”, em “Viva La Vida” há uma tentativa de incorporar outra personagem. Todo o conceito por trás do projeto de arte do álbum vem dessa música, junto a “Lost!”, o outro alicerce do disco. É a música que estamos mais ansiosos por tocar ao vivo porque o final é muito bom para se cantar junto. Não sei se depois de ter lido alguma coisa sobre o assunto ou… Pode ter sido após assistir a “The Scarlet Pimpernel”. Não consigo lembrar, mas a idéia é um rei que realmente agiu mal. E não precisa ficar horas pensando em quem deve ser, mas há sempre líderes que ficam com o comando e, no final, percebem “Oh, não fiz nada muito digno” enquanto a multidão invade o castelo. Essa música é sobre esse momento, os dez minutos finais que antecedem a revolução já batendo à porta […]. Quando penso nessa canção, vejo uma grande porta sendo derrubada.
GUY: Não foi fácil fazer com que as músicas funcionassem do jeito certo. Houve muitos caminhos distintos a serem percorridos, mas estamos realmente contentes com o lugar em que chegamos.
WILL: Falando em vocais, “Viva La Vida” é minha preferida; é a melhor performance do Chris, falando de versos, são tão evocativos. O espírito do álbum está nessa música em particular, nesses vocais. Queríamos tomar certas decisões com bravura, como não querer parecer com o antigo Coldplay ou coisa que o valha, tentar não emular o que já havíamos feito. Mas, infelizmente, havia alguns traços nessa canção que pareciam um pouco conservadoras e pensamos que a melhor maneira de fazê-la se destacar era retirar todos os instrumentos, deixando apenas o piano, os instrumentos de corda, percussão e um sino, não tem muito mais que isso, para que “Viva La Vida” conseguisse respirar.

Violet Hill, o primeiro single.

CHRIS: “Violet Hill” é o Jonny entrando em ação, em sua melhor forma, penso eu. Porque todo mundo sabe o que o vocalista do Coldplay faz, como são os acordes, mas me incomoda o fato de que Jonny nunca recebeu devidamente os créditos como acho que deveria. Um dos aspectos de que mais gosto nessa música é que o guitarrista realmente se destaca, como um “herói da guitarra”.
JONNY: Tenho um velho sintetizador de guitarra [guitar sythesizer], que provavelmente foi utilizado por Brian May, por volta de 1972. E o som é tão estrondoso […].
CHRIS: É a nossa primeira música de protesto. Estou sempre furioso, então a sonoridade dos vocais também se caracteriza como tal. É sobre estar subordinado a alguém que você não gosta de forma alguma, um festival de idiotas. Também há outra música sobre o anseio por uma escapatória: se você me ama, deixe-me saber; se você me ama, vamos dar o fora daqui, mas esse festival de idiotas também pode estar dizendo isso. Quem sabe? Eu não. [Os versos] simplesmente surgiram assim.
WILL: Acho que “Violet Hill” é uma boa ilustração de uma área, uma de muitas cores. Com sorte, os ouvintes vão gostar do fato de que exploramos dimensões que nunca visitamos, o que pode estabelecer um parâmetro para o álbum. Creio que há profundidade e tonalidades que não eram características nossas.
CHRIS: Sempre tivemos consciência que queríamos essa música como a primeira que ouvissem. O modo como ela é designada e categorizada, diríamos, é bem distinto. Não gostamos de toda essa história de singles; é simplesmente algo que queremos oferecer [às pessoas], é nossa primeira tentativa disso. De qualquer forma, todos concordamos que “Violet Hill” deveria ser a primeira música que conheceriam porque é realmente uma “Jonnyfest”, um bom trabalho com a guitarra. É reflexo de nossa nova mentalidade, não necessariamente de nossa nova sonoridade porque experimentamos muitas. Ainda assim, é um indicativo de que estamos nos encaminhando para novas áreas.

A próxima faixa é Strawberry Swing. Jonny?

JONNY: “Strawberry Swing” é uma música que você tocou para mim anos atrás, não?
CHRIS: Não…
JONNY: Há alguns anos, com certeza.
CHRIS: Foi bem no início, quando começamos a compor.
JONNY: Mas nós esquecemos dela.
CHRIS: Bom, eu não me esqueci.
JONNY: Nós meio que deixamos essa música de lado, nos dedicamos às outras.
CHRIS: Will não tinha gostado, foi isso. Mas ele mudou de idéia, então pudemos desenvolvê-la.
WILL: Eu tenho essa péssima reputação de estraga-prazeres. Porém, minha opinião tem se revelado errônea muitas vezes. O que acontece, na verdade, é que não consigo ver como estou contribuindo. E esse foi o caso para “Strawberry Swing” por muito tempo; não conseguia ver onde ela chegaria no que diz respeito ao ritmo. Felizmente, o Chris insistiu bastante e também encontramos esse “drum loop” [?] durante uma passagem de som, alguns anos atrás e nos o exploramos. Isso foi o sufiente para mudar minha impressão inicial. Fico contente em admitir que estava errado e que todos foram tão persistentes, o que resultou em uma fantástica parte do álbum.
GUY: Não foi sem esforço que conseguimos [desenvolver “Strawberry Swing”], mas foi muito bom, porque acabou se tornando uma dessas surpresas, da mesma forma que foi com “42”. Para mim, é uma importante faixa do disco e uma boa forma de finalizá-lo, apesar de não ser a música final.
CHRIS: “Strawberry Swing” é o começo do fim do álbum e também da parte “tudo-está-bem”. Gostamos dela porque é muito reconfortante. Quando toda essa agitação sobre o quanto mudamos ou experimentamos acabar (em uns três meses), só vão restar as músicas de que as pessoas gostaram e acho que “Strawberry Swing” vai ser a canção preferida de muitas pessoas. E eu gosto dela porque é reconfortante e positiva. Todas as coisas que não assumimos estão nela […]. Quando o Will não gosta de uma composição geralmente é porque ele ainda não achou nada brilhante para acrescentar à ela. Então, essa música estava hibernando; era uma balada convencional até que surgiu esse som de guitarra e o Will também estava desenvolvendo esses ritmos não-convencionais, já que não queremos ficar nos repetindo.

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