Novos em folha

De certo modo, após concluir a turnê Twisted Logic, em divulgação do grande sucesso X&Y, a banda britânica Coldplay seguiu o exemplo do U2 e decidiu diversificar as suas direções sonoras no quarto álbum. Na verdade, a banda acabou trabalhando com Brian Eno, o aclamado produtor, responsável pela produção de All That You Can’t Leave Behind, disco que o U2 lançou em 2000, além do novo trabalho da banda, ainda não intitulado.

A influência de Eno

O guitarrista do Coldplay afirma que a presença de Eno foi definitivamente importante para a gravação do último disco da banda, Viva La Vida Or Death And All His Friends. “Ele influenciou o lado psicológico, se faz sentido dizer isso, de criar um álbum”, Buckland diz, antes do show na Filadélfia, na sexta-feira passada. “Ele não é do tipo que fica sentado e faz com que você acerte o som da bateria. Ele está muito mais interessado em produção num sentido mais amplo. Não que ele não tenha idéias sobre percussão, mas ele é uma fonte incrível de idéias”.

A banda, formada por Buckland, Chris Martin (vocais), Will Champion (bateria) e Guy Berryman (baixo), começou a trabalhar no projeto durante a turnê na América Latina, no início de 2007. Buckland afirma, porém, que todos os métodos utilizados anteriormente para criar álbuns como Parachutes e A Rush Of Blood To The Head foram descartados. “Queríamos ser o mais concisos que pudéssemos ser, com a duração e os instrumentos. E só o que realmente gostamos permaneceu”, ele diz. “Dessa forma, eliminamos muitas coisas, mas espero que ainda haja coerência e coesão. Tudo foi mais ou menos escrito com uma imagem em mente, como o roteiro de um filme, mas sem o filme. Queríamos fazer uma estória com diferentes cores e diferentes estados de espírito”.

De acordo com Buckland, a banda queria o disco tivesse uma duração de uns 45 minutos, decisão levada até as últimas conseqüências. “Planejamos o X&Y também assim, mas demos ouvidos a outras pessoas e todos queriam uma música diferente”, ele diz. “Se você agradar todo mundo, pode acabar deixando a si mesmo descontente. Então, dessa vez, decidimos que daríamos o máximo para selecionar quais músicas comporiam o repertório”.

Buckland declara ainda que foi desenvolver Viva La Vida com a saúde renovada. Antes de gravar X&Y, o guitarrista sofria de tendinite. “Para falar a verdade, gravar e fazer shows foram um pouco dolorosos. Uns seis meses antes de gravarmos este aqui, fiz uma operação e a cura foi total; foi realmente um peso a menos”.

A atual turnê da banda está sendo muito elogiada por seu modo peculiar de utilizar do espaço. Ao contrário da maioria das performances, que geralmente ocorrem apenas no palco principal, a banda está tocando em diferente partes dos locais de show. “O objetivo é derrubar as barreiras entre o público a a gente e envolver as pessoas o tanto quando possível. Fomos a um bom número de shows em arenas e, com toda a sinceridade, acho que muitas delas começam a ficar entediantes depois de um certo tempo porque você quer ver algo diferente. Assim, tentamos mudar de lugar e usar o espaço da melhor forma que pudermos, alcançando as pessoas que estão a 100m de distância”.

La Vida Ao Vivo

Falando em álbum, o Coldplay toca um bom número das novas músicas durante os shows. Buckland diz que ele está surpreso por Chinese Sleep Chant e Lost! caírem tão bem nas apresentações. “Eu acho que essa funciona realmente realmente bem, mais do que todas as novas”, fala ele, sobre Lost!. “Não se pode prever o que vai acontecer ao vivo; as suas garantias podem acabar se revelando uma porcaria. Mas Lost! É uma que realmente dá certo”.

Viva La Vida liderou tanto as paradas dos Estados Unidos quanto as britânicas, algo em que de fato presta atenção, admite Buckland: “É, todos os dias”, ele ri. “Queria poder dizer que não, mas prestamos. Acho que ignoramos quando não estamos indo muito bem”.

Em uma matéria relacionada (que não será transcrita aqui por ter mais relação com o público canadense), Jonny afirmou também que o Coldplay vai provavelmente tocar no Canadá em 2009, compensando a não inclusão de três cidades do país na turnê Viva La Vida, tidas como destinos certos quando as datas dos shows na América Anglo-Saxônica foram definidos.

Fonte: Ottawa Sun

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