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Viva La Vida: “Promo Interview” [Parte final]

Penúltima faixa: Death And All His Friends.

CHRIS: Como eu havia dito, as últimas faixas são as positivas, coroando o final e a mensagem surpreendente do álbum, ao final de Death And All His Friends, é como um brado, um reconhecimento de todos os nossos esforços, querendo dizer “Bem, vamos superar isso”.
GUY: Brian foi o maior defensor dessa música. Quando estávamos trabalhando nela, ele imediatamente interveio e disse “Temos de terminar essa! Temos de terminar essa!”. A desenvolvemos por um certo período, mas, depois, a deixamos de lado, até que a ressuscitamos novamente. Lembro que a gravamos de uma vez só e escolhemos as melhores partes, sem muita paranóia.
WILL: A não ser no comecinho, com apenas o Chris e o Jonny, com piano, guitarra e vocais; o título costumava ser
“School” [?] e,  então, ocorreu uma espécie de troca com outra música chamada Rainy Day. […] Achamos que [seu] começo era adorável, então resolvemos misturar as duas coisas, o que funcionou muito bem. Isso foi em duas sessões, não do começo ao fim ao porque não somos muito bons nisso.
CHRIS: Algumas partes foram gravadas em Barcelona. Foi gravada em países diferentes. E uma parte foi feita oito meses antes da outra. […].

A faixa final é The Escapist.

CHRIS: The Escapist foi escrita para um filme por uma outra pessoa, estamos cantando a música de uma outra pessoa. Acredito que é importante haver compositores diferentes em um álbum […]. Trabalhamos com Jon Hopkins, um jovem mago da música apresentado pelo Brian, com quem fizemos alguns trabalhos. Ele tocou para gente uma composição dele (não sei o nome dela) e perguntamos: “Podemos usar isso”, ao que ele respondeu “Por uma taxa”. Ele criou essa música e achamos que era correto começar e concluir nosso álbum com ela.
WILL: Jon foi alguém que Brian trouxe para nos ajudar com algumas sonoridades e com algumas partes com piano. Ele tocou para nós uma música de autoria dele e, no ato, a achamos incrível; durava uns 20 minutos e não tinha nenhum vocal. Escutamos várias vezes seguidas, então Chris quis adicionar uma parte vocal e perguntou se Jon poderia encaixá-la. Ele foi muito gentil e consentiu. Depois, uma produtora de filmes nos procurou porque queria usar uma de nossas músicas novas para a trilha de um filme chamado The Escapist, parecido com Prison Break. E se ajustou perfeitamente ao seu final. É algo que nunca tivemos em nosso álbum, tocar uma música que 99% não foi feita por nós, o que é positivo: começar a partir do trabalho de outra pessoa sempre vai te levar a um resultado diferente.

Certo. Qual o verso do álbum de que vocês mais gostam?

WILL: Um que está no começo da canção Viva La Vida. São muitos versos, na verdade, mas “Sweep the streets I used to own” soam bastante evocativas para mim. Encerra um tanto de melancolia, mas acho que é um dos versos que o Chris esc… interpreta melhor.
CHRIS: Igualmente, remete aos tempos em que Jonny e eu erámos faxineiros no prédio em que morávamos […]. Podia ter sido “Quando eu costumava varrer os corredores durante o semestre”, mas isso não chamaria tanto a atenção.
GUY: Versos freqüentemente ganham sentidos diferentes em épocas diferentes, então, em seis meses, eu posso acabar escolhendo alguma que tinha ignorando antes, mas que, no momento, vai fazer todo o sentido para mim. É muito difícil escolher, mas nesse exato instante, eu gostaria de falar em Chinese Sleep Chant, porque é bem distintiva e mal se podem ouvir que está sendo cantado, o que deixa aberto para interpretações, você tem de simplesmente sacar o seu tom […]. Pode ser o que você quiser.
JONNY: Meu trecho favorito é o começo de Violet Hill, já que ele uniu a nossa banda. Chris a escreveu em…
CHRIS: A escrevemos em mil, novecento e noventa e sete. E as outras 50 linhas vieram em dois mil e sete. Não tenho uma opinião sobre isso. Acho que temos versos bons, melhores, em algumas canções, mas tenho uma preferida.

Com esse álbum, vocês queriam se esforçar mas enquanto banda. Vocês acham que conseguiram?

CHRIS: Diria que Guy, eu e Jonny estamos no ápice de nossas performances, mas algumas pessoas já devem estar acostumadas a isso. A percussão do Will, no entanto, está duas melhor do que ele ou qualquer pessoa já conseguiu e é isso que salva nosso álbum inteiro. Você pode escutar nosso álbum puramente pela bateria porque ela está excelente. E posso dizer porque não toco esse instrumento. Falando de ritmo, está duas vezes melhor do que já estivemos.

Já falando das performances ao vivo, vocês agora têm um vasto material para escolherem. Ou não. Will?

WILL: Quanto mais músicas você tem, quanto mais material você tem para escolher, fica mais difícil ser rigoroso e manter o controle de qualidade realmente alto; é muito fácil simplesmente escolher qualquer coisa. Ainda assim, estou ansioso, já que é ótimo escolher as músicas que você decide não tocar.
CHRIS: […] Quando nossa setlist for composta pelo Will e ele eliminar todas as que ele não quiser tocar, vamos ficar apenas com quatro músicas.

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  1. Lithos
    1 Agosto, 2008 às 4:09 pm

    Adorei essa entrevista, é bem completa e nos traz o que eles acharam ao compor este albúm…
    Só queria mais participação do Jon *-*

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