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Much Music

No dia 31, Jonny e Chris participaram do MuchOnDemand, programa de TV canandense. Os apresentadores do programa fizeram elogios à performance do dia anterior, no Air Canada Centre (mesmo local em que ocorreu a gravação do How We Saw The World). Enfatizou-se o quanto o Coldplay consegue fazer um show para uma platéia extensa parecer íntimo, bem como a dinamicidade da banda, que não se limita a tocar no palco principal, mas também se desloca até onde estão os fãs mais distantes. Foram também pontos de destaques os globos ou, para usar as palavras da apresentadora, “as belas bolas do Coldplay”.

Chris, ao ser abordada a relativa insegurança dos integrantes do grupo, fez uma comparação com o jogador de golfe Tiger Woods e o tenista Roger Federer, os quais, segundo ele, estão sempre ávidos por evoluírem. Além disso, os anfitriões do programa ressaltaram o fato de eles continuarem “normais”, não obstante seu sucesso.

Em relação ao processo de gravação, o vocalista afirmou que é necessário ignorar todo o passado, esquecer as pessoas que não gostam deles e as que gostam também, deixar de lado todos truques antigos; em suma, “começar do zero”. Jonny, por seu turno, disse que mesmo as críticas de Will são menos severas que a do co-produtor Markus Dravs. Chris, no entanto, frisou a importância de haver esse contraponto.

Seguindo nas comparações, Jonny aproximou a composição de um álbum a uma pescaria que requer muita paciência, até que algo bom aconteça. Muito embora o guitarrista tenha tal virtude, é nele que a pressão recai quando alguma faixa não está concluída. Foi esse o caso para 42. De acordo com Chris, essa foi a última faixa a ser gravada e, restando três dias para que o prazo se esgotasse, havia uma lacuna de um minuto e meio, entre o início e o final da canção. Ele, então, pressionou Jonny para que adicionasse seu toque de “magia e brilho”.

Em seqüência, a platéia ocupou de entrevistador por um momento: uma garota de nome peculiar perguntou qual o primeiro pensamento da banda no momento em que eles pisam no palco. Em resposta, Chris disse que eles reúnem-se um pequeno círculo, desejando um bom show para cada um; em suma, trabalho coletivo.

Após 42, foi a vez de conhecermos mais um pouco da história por trás de Yes. A banda tem uma professora de canto (descrita como “amável, um pouco maluca, porém brilhante” por Chris) que reclamou estar enfastiada pelo modo como o vocalista cantava e que não estava impressionada nem mesmo pela vendagem dos discos do Coldplay. Ela, então, sugeriu que Chris utilizasse um tom mais grave, o ponto de partida.

Chris e Jonny afirmaram, por fim, em mais uma pergunta da platéia (dessa vez, fora do estúdio), que a motivação para tocar em espaços mais amplos vem do fato de a banda realmente gostar de ver o público cantando junto as suas músicas. Jonny acrescentou ainda Glastonbury, em 2002, no rol e Chris concluiu dizendo que a banda tenta recriar a atmosfera de igrejas e partidas de futebol em que cresceram, em que há tantas pessoas cantando juntas.

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