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Um baterista, dois pianos e três canções

O site oficial volta a receber um relato dos shows, dessa vez, acompanhado com bolo e velinhas:

Blog#18 [3 de agosto de 2008]

Então concluímos com os shows em Canadá, eh? Dessa vez, uma boa proporção da equipe era de canadenses, então a afirmação de Chris sobre “produção caseira” tem um sentido especial. Tão logo Life In Technicolor começa a ser tocada em Montreal, sou subitamente lembrado desse lugar. Ninguém sabe se são as pessoas ou a acústica, mas os brados da platéia estão realmente ensurdecedores, o que naturalmente eleva o nível do show a patamares mais elevados.

Ocorreu um problema com o piano mais cedo e ninguém soube dizer se estava de fato quebrado. Carregamos um piano extra por cinco anos e nunca tivemos de trocá-los no meio do show. Sempre me perguntei se isso fosse mesmo executável -bom, pelo menos, não é nada perto de remendar uma guitarra cuja corda arrebentou…

Minha pergunta é respondida quando me aproximo da cortina atrás do palco. Há uma grande multidão de artesãos e carpinteiros e uma variedade de roadies reunidos em torno do piano reserva. Todos já estão a postos para o trabalho aterrador. Assim que as luzes se apagam no palco lateral, tem lugar uma movimentação frenética enquanto a troca acontece. É um glorioso trabalho em equipe e uma verdadeira manobra, digna dos clássicos. Na volta, não posso deixar de perguntar a Chris o que havia acontecido. O pedal estava emperrado? Um dos martelos havia quebrado? “Não”, ele explica, timidamente. “Achei que íamos tocar uma música diferente e entrei em pânico”. Clássico! Enfim, pelo menos fizemos um bom treino e agora sabemos que somos capazes!

Shows em Toronto sempre serão especiais para o Coldplay. Eles escolherem fazer uma gravação aqui da última vez por alguma razão e dela somos lembrados mais uma vez. Também vão ocorrer duas apresentações em seqüência, o que significa, para a equipe, que poderemos ir embora sem mover uma palha. Para os não-iniciados no jargão dos roadies, isso quer dizer que não será necessário fazer nenhuma arrumação ou carregamento. Como se isso não bastasse, vamos fazer uma festa e o tour manager Franksy vai bancá-la.

É a primeira vez que a banda e a equipe estão no mesmo lugar, então está ocorrendo uma troca de tapinhas, abraços e nem uma gota de bebida. Como seria de se esperar, a maioria das pessoas prefere a atmosfera silenciosa e reclusa das partes menos disputadas dos clubes e, logo, estamos todos no porão. O DJ coloca uma versão remixada de Viva, para delírio coletivo. Ao final, ela é substituída por Homecoming, de Kanye West. Viro e vejo Chris com as mãos na cabeça, envergonhado, e Will balançando a cabeça. Logo, o serviço normal é retomado, com os alto-falantes bombando com a voz de Franksy. Ele dá o anúncio de que é hora para celebrar o aniversário do Sr. Champion. Um bolo é trazido, a música é cantada, taças são erguidas. Franksy agradece em nome de Will e explica que não haverá discursos. Creio que ele também tenha bebido uma ou duas por ele. Sempre quilômetros à frente…

A platéia do segundo show no Air Canada Centre é ainda mais estrondosa do que a primeira ou mesmo mais do que a de Montreal -um pensamento anteriormente considerado impossível. O coro é tão afinado que é até convidado para dar a Will a sua segunda música do dia. Que forma melhor de completar 30 anos, senão diante de uma multidão de canadenses barulhentos?

O final de Speed Of Sound é extendido e, na escuridão, o piano de Chris segue em frente. Lentamente, fica aparente que outra canção está ganhando forma. A multidão vai a loucura quando ele começa a cantar e as pessoas se dão conta de que é uma versão improvisada de The Hardest Part. Will começa a acompanhar harmonicamente e eles começam a criar com sutileza uma maravilhosa versão da música completamente do nada. Adoro quando a banda foge da set-list e estou contente que isso esteja acontecendo com tanta freqüência nessa turnê. Lembrei da turnê Rush Of Blood, quando ouvi Moses pela primeira vez, muito depois de as luzes terem sido apagadas, quando as pessoas já estavam indo embora e os instrumentos já estavam sendo guardados. É ótimo vê-los confortáveis o suficiente para brincarem assim tão cedo. Ocorre um pequeno deslize técnico, todavia, que quebra o feitiço e a bolha estoura, o momento perdido para sempre.

Pelo menos até o bis… Politik acaba e o mesmo “piano na escuridão” emerge. Os rapazes repetem The Hardest Part, conferindo a ela um final majestoso, resultando em aplausos monumentais. Boa recuperação!

Com o final do show, os carros param perto do avião, o qual foi convertido em um salão de festas completo. Janice, nossa própria controladora de vôo (com a ajuda do instrutor Dan), o decorou com balões, fitas, faixas e globos de discoteca. Quando cantamos o terceiro Parabéns do dia, os ponteiros já passaram da meia-noite faz tempo, informação que não dever ser muito precisa. De uma forma ou de outra, foi uma data bem comemorada. Felicidades, Sr. C!

Grandes agradecimentos pelo vídeo: Coldplay Chile (acessem também para baixá-lo).

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