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What they’re all about

Entrevista com Jonny e Chris na Warner

CHRIS: Depois de nosso terceiro álbum, X&Y, sabíamos que estávamos nos tornando uma banda famosa e as que as coisas estavam começando a ganhar proporções bem grandes, [mas] queríamos recuar e voltar a ser um pequeno grupo de amigos fazendo música. Dessa forma, decidimos descartar todos os nossos velhos truques e estabelecer novas regras e…
JONNY: Trabalhar com pessoas diferentes…
CHRIS: Trabalhar com pessoas diferentes, experimentar instrumentos diferentes e cantar sobre temas distintos. Sentimos como se fosse um novo começo.

JONNY: Trabalhar com Brian Eno foi incrível porque ele sempre foi um de nossos heróis; ele trabalhou com U2, Talking Heads, David Bowie, Roxy Music… Slowdive… Ele produziu um bom número de grandes discos, provavelmente mais que qualquer outra pessoa, creio eu.
CHRIS: Para nós, era como ter um mestre, sabe? Mesmo com 30, 20 ou 31 anos de idade. Quando Brian estava trabalhando conosco, era como se houvesse um professor entre nós, para ensinar coisas novas, como quadros, livros e músicas. Foi muito revigorante.
JONNY: Brian nos disse para explorar mais as partes instrumentais; foi um de seus maiores ensinamentos.
CHRIS: Acho que, quando uma banda está no cenário musical há um tempinho, é mais difícil surpreender as pessoas com os vocais. Logo, pensamos em deixar as pessoas surpresas pela ausência de vocais, no início.

CHRIS: Em primeiro lugar, estou ficando mais velho. Em segundo, tinha uma professora de música chamada Mary, que era incrível. Um dia, no ano passado, ela me disse: “Chris, estou muito entediada com o jeito como você canta. Você precisa mais masculino”. Então, perguntei como faria isso, ao que ela respondeu: “Bom, você canta assim [♪]”. Dessa forma, passamos um bom tempo aprendendo a cantar com a voz mais grave, do que gosto bastante agora.

CHRIS: Bom, é resultado do anseio por buscar coisas novas e, também, porque, todas as manhãs, quando íamos  para o estúdio, fazíamos uma espécie de “sob os holofotes”. Sabe o que é isso? É uma atividade das escolas dos Estados Unidos: de manhã, as crianças contam umas para as outras o que têm feito, expondo a elas um animal ou uma pena, essas coisas. Fazíamos o mesmo com música. Todas as manhãs, chegávamos [no estúdio e dizíamos “Escute tal coisa”, “Encontrei essa música aqui”, “E eu, essa outra”. Estávamos sempre compartilhando e comparando o que escutávamos para, assim, nos apropriarmos das idéias dos outros.
JONNY: É, exploramos uma gama musical muito mais ampla; isso foi parte da nossa revolução. A questão não era descartar totalmente as influências que tínhamos, mas realmente deixá-la mais abrangente. Não queríamos nos deter nas mesmas fontes, mas ir além delas.
CHRIS: Isso é a melhor coisa da música em 2008. Com a Internet, você pode ouvir qualquer coisa, a qualquer hora. Num instante, você pode escutar música brasileira, no outro, canções australianas e, então, músicas de esquimó, tudo isso em cinco minutos.

Download do vídeo: Coldplay Chile

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