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Swoop down from the sky

The Sun* resenha Prospekt’s March

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Se você achou que o Coldplay fosse meramente um super-produtor de baladas fabricadas sob medida para lotar estádios, você não poderia estar mais redondamente enganado.

O novo EP deles é de longe o que eles têm de mais eclético a oferecer. Intensas batidas hip-hop, metal estrepitante, tablas indianas e instrumentos de sopro disputam espaço em sua brilhante, ousada e, por vezes, insana, gravação.

Havia sido revelado em agosto que a banda (integrada por Chris Martin, Guy Berryman, Will Champion e Jonny Buckland) gravara muito mais faixas que o seu álbum mais recente comportaria. Desde então, eles têm organizado essas músicas e vão lançá-las este mês.

O EP tem início em território relativamente convencional. Life in Technicolor ii é faixa de abertura do referido álbum, mas sem a supressão da letra. Chris entoa versos intimidantes sobre o fim do mundo ao longo da euforia já familiar do instrumental.

Glass of Water, por sua vez, traz à baila um lado inesperadamente pungente e devastador da banda, remetendo ao que o Muse tem de mais épico. O brado de sintetizadores é entremeado pela percussão e por riffs. Se Chris ainda tivesse seus indisciplinados cachos, poderia sacudi-los para acompanhar esse monstro. Urram os versos: “spending their whole life living in the past, going nowhere fast”.

Ecos de Odelay, disco consagrado de Beck, são facilmente encontrados em Rainy Day. Chris faz frente à pressão da vida pública enquanto uma batida desgovernada e a melodia arrebatadora de instrumentos de corda vão delineando a música.

A faixa-título, Prospekt’s March, é uma composição ébria e psicodélica, acompanhada pelo som envolvente da guitarra e de outros instrumentos de corda. Chris pergunta: “Don’t you wish your life could be as simple as fish swimming round in a barrel when you’ve got the gun?”

Lost+ e Lovers In Japan (Osaka Sun mix) são versões ligeiramente modificadas de faixas do Viva La Vida. Porém, é a faixa de encerramento, Now My Feet Won’t Touch The Ground, o que de mais audacioso a banda já produziu. Inicia-se com uma balada-Coldplay tradicional, com uma guitarra despretensiosa e versos obscuros: “Push my bones from the highest cliff to the seas below/Swoop down from the sky and catch me like a bird of prey”. Depois, no entanto, a percussão com matizes indianos e a sonoridade ordenada de trompetes e tubas transportam a música para outra dimensão.

Brilhante. Simples assim.

*The Sun é um popular tablóide inglês

Traduzido e adaptado de matéria do The Sun, postado no Coldplaying.com.

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