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Archive for the ‘4º Álbum’ Category

Turning their heads out

1 Novembro, 2008 Deixe um comentário

Quando vocês de fato começaram a trabalhar no novo álbum?
JONNY: Começamos a gravar o novo álbum tão logo concluímos X&Y. Foi quando começamos a compor, mas continuamos escrevendo ao longo de toda a turnê. Quando os shows acabaram, começamos a construir um estúdio juntos, o qual se chama The Bakery, em Londres. Assim que as obras foram finalizadas, iniciamos os trabalhos.
CHRIS: Vínhamos escrevendo por um longo período.

Por que vocês decidiram construir um espaço particular para desenvolvimento criativo e como isso influenciou o novo álbum?
WILL: Acho que fizemos essa escolha porque queríamos um espaço onde pudéssemos ficar livres para fazer experiências e onde não nos sentíssemos pressionados por um horário para entrar ou sair e por que tivéssemos de pagar rios de dinheiro por hora; queríamos um lugar onde nos sentíssemos à vontade para fazer o que quiséssemos, trabalhar noite adentro ou durante as primeiras horas da manhã. Além disso, queríamos que tudo fosse feito em um só lugar: fotos, projeto gráfico e nossas roupas. Fazer tudo sob o mesmo teto fez uma grande diferença.
CHRIS: Quando gravamos em um grande estúdio, sempre sentimos uma pressão esquisita para repetir o que fizemos no passado. Assim, quando você tem um espaço só seu, você tem o direito de fazer uma música horrível pelo resto do dia. Sem pressão.

Muito embora o X&Y tenha sido o seu álbum mais bem sucedido, o Coldplay de fato mudou seu direcionamento desde então. O novo álbum representaria o rompimento com som característico de vocês, marcado pela guitarra e pelo piano, na direção de um estilo musical mais abrangente e livre?
CHRIS: Creio que, após o nosso último álbum, do qual estamos muito orgulhosos, sentimos que havíamos explorado a mesma sonoridade à exaustão. Como muitas pessoas começaram a ficar cansadas da nossa música, tivemos de mudá-la. Um pouco.
Tivemos a impressão que, depois do terceiro álbum, poderíamos ou continuar repetindo a nós mesmos, sempre tentando ser “a melhor coisa” ou, alternativa pela qual optamos… O que decidimos é que, após três discos, tínhamos autonomia para experimentarmos sonoridades que sempre quisemos tentar. Dessa forma, em cada parcela desse novo álbum acreditamos piamente. Foi a primeira vez que conseguimos nos sentir bem por tentarmos coisas que não havíamos feito antes.

Coldplay, a maior banda do mundo?
WILL: Não acho que um dia tenhamos estabelecido nosso objetivo como ser a maior banda do mundo. Acho que, desde o comecinho, sempre quisemos ser os melhores, não necessariamente os maiores. Às vezes, essas duas coisas se coincidem, mas o que sempre tentamos fazer foi fazer o melhor de que fôssemos capazes. Não creio que seja possível controlar o quão grandioso você pode se tornar; ou as pessoas gostam da sua aparência ou não, logo…
CHRIS: Nós somos definitivamente a banda mais feia do mundo.

O novo álbum seria uma tentativa de desconstruir a impressão que as pessoas têm do Coldplay?
GUY: Não queríamos fazer um álbum que pudesse ser apreendido tão facilmente, não queríamos ser a banda-de-um-truque-só. Todos nós escutamos uma vasta diversidade musical e acho que esse álbum reflete isso mais do que nunca, mais do que nos três últimos álbuns. Foi um princípio muito importante não lançar mão de nenhum recurso que tínhamos usado antes.

Subindo as escadas de seu estúdio, damos de cara com uma bela foto de John Lennon. Ela serve de inspiração ou contra-exemplo?
CHRIS: É engraçado porque, se você der uma volta na Bakery, vai ver um monte de fotos em torno do estúdio de todas essas pessas que amamos. A primeira que você vê é a de John Lennon e, depois, dos Beatles em Hamburgo; descendo, há fotos do Woody Allen, do Jay-Z, Björk e PJ Harvey e… My Bloody Valentine, Michael Jackson… Estão em toda a parte […]. Desse modo, toda vez que estamos arrogantes; toda vez que pensamos “Nós somos bons mesmo”, olhamos para essas fotos e concluímos: “É, ainda temos que melhorar”.
[…]

Por que Violet Hill foi escolhida para ser a primeira música de trabalho?
CHRIS: Acho que escolhemos Violet Hill para ser o primeiro single porque ficamos contentes com o fato de nosso guitarrista Jonny destacar-se nessa música. Queríamos que nosso primeiro single tivesse essa marca, de modo que as pessoas pudessem brincar de air guitar, quando chega naquela parte ((♪)). Essa música é bem mais guitarra do que vocais.

Como o quadro de Delacroix reflete o título e o que ele significa para vocês?
JONNY: O tema do álbum é mais ou menos a revolução irrompendo pelo palácio, lutando por mudanças e subvertendo toda a ordem antiga. O quadro de Delacroix meio que se enquadra nisso.
CHRIS: É sobre pichar obras de arte.

Donwload do vídeo: Coldplay Chile

LiJ: Estréia do clipe!

30 Outubro, 2008 Deixe um comentário

Diretamente do Coldplay.com:

Boa noite. É com prazer que anunciamos que o clipe de Lovers in Japan estará disponível nar lojas do iTunes ao redor do mundo a partir de amanhã (6ª feira). A direção ficou a cargo de Mat Whitecross, em Londres. O público da América também terá a possibilidade de baixá-lo de graça por uma semana. O vídeo trará a nova versão Osaka Sun.

Além disso, podemos que o lançamento do single será posterior ao de Lost! e sua capa será assim:

Fotos da prévia do clipe: Galeria de Imagens, Viva La Coldplay.

Lovers In Japan [single]

29 Outubro, 2008 2 comentários

Foi revelada a capa do novo single do Coldplay Lovers in Japan, o qual incluirá também a faixa Osaka Sun Remix.

Lovers in Japan é a quarta música de trabalho de VLVODAAHF, seguindo Violet Hill, Viva La Vida e Lost! rumores de que a canção será lançada no próximo dia 4.

Agradecimentos: Deborah (Viva La Coldplay) e Coldplaying.com.

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Come back and sing to us

4 Outubro, 2008 Deixe um comentário

Matéria de 5 de agosto do Excélsior online:

Passada a euforia em torno do mais recente lançamento do Coldplay, Viva La Vida Or Death And All His Friends, a banda pode agora refletir acerca da importância de seu novo disco, a expectativa gerada entre seus fãs e a responsabilidade assumida quando decidiram continuar reinventando-se.

Imerso em uma extensa turnê pelos Estados Unidos, Chris Martin, vocalista da banda britânica, explicou-nos que eles mesmos haviam decidido por mudar seus direcionamentos. Para tal, contaram com um dos mais reconhecidos produtores da indústria fonográfica, Brian Eno, responsável, entre outros, pela marca distintiva do U2.

“Brian já era um herói pra gente mesmo antes de trabalharmos juntos, por conta de seu trabalho desde que estava no Roxy Music e o que havia feito com bandas como Talking Heads, U2 e com David Bowie. Costumávamos tocar algumas de suas músicas antes de subirmos no palco; assim, quando tivemos a oportunidade de trabalhar com ele, ficamos realmente entusiasmados”, afirmou Martin, em entrevista exclusiva ao Excélsior, sobre o papel do produtor, o qual permitiu que explorassem novos matizes em sua música.

“Ele se tornou um mestre pra gente, nos fez enxergar coisas na música que nunca havíamos percebido. Tudo começou quando escutamos discos de Donna Summers com ele; tudo isso deu vazão a mudanças em nossa percepção e atitude. Foi algo importante porque rompeu com nossos parâmetros sem nos impor mais nada, isto é, ele não chegou com um modelo de como queria que nós fôssemos, apenas deu idéias de como poderia se dar nosso processo criativo. Foi muito proveitoso pra mim”, explicou ele.

E foi essa vontade por reinventar-se que culminou em uma alteração drástica na abordagem da banda em seus três primeiros discos, Parachutes, A Rush Of Blood To The Head e X&Y e o som apreendido em Viva La Vida.

Além disso, essas mudanças foram algo que Chris Martin, o guitarrista Jonny Buckland, o baixista Guy Berryman e o baterista Will Champion sempre buscaram, [mas] sem deixar que a sua música ficasse à mercê da sorte ou de fatores externos à banda.

“Foi uma decisão que nós mesmos tomamos. Fizemos isso porque achamos que seria perigoso nos repetir e enfastiar a nós mesmos, além do fato de que as pessoas enjoariam se escutassem a mesma coisa. Em verdade, queríamos trabalhar com pessoas novas e, com sorte, pudemos trabalhar com Brian e encaminhar um processo diferente do que havíamos experimentado até então. A idéia era conseguirmos algo novo”.

Não obstante, a parceria com Brian deu reinício às comparações com o U2, nunca bem recebidas pelo Coldplay. “Não queremos ser o novo U2. Adoramos a banda, mas temos a nossa própria identidade. Acho que só queremos ser uma grande banda. O que quero dizer é que tentamos dar o nosso melhor na composição das músicas e que nos esforçamos pra fazer os melhores shows. Isso é ao que aspiramos”.

Superar-se requer um trabalho minucioso, mas, igualmente, previne que a banda ofusque-se com seus louros. A chave, diz Martin, é não tomá-los como garantia certa. “Nossas perspectivas não sofreram grandes alterações, o que acontece é que nos damos conta que ser uma banda de sucesso não significa grande coisa, a não ser que realmente se aprecie o que está fazendo. Queremos continuar na busca de novos parâmetros; temos de trabalhar com seriedade para que, assim, o êxito que tivermos seja mais significativo e nos tornemos músicos melhores, já que há pessoas que não entendem que ser famoso não é sinônimo de ser um bom músico”.

Se depender dele, o Coldplay seguirá buscando inspiração nos pequenos detalhes que os acompanham a cada dia. Quatro discos bem sucedidos não anuviaram a percepção da banda, que afirma ainda ser capaz de sonhar com novas alternativas. “A inspiração vem de coisas que não conhecíamos antes. Nas viagens à América Latina, ao México, tudo isso mudou a direção de nossa música. Ademais, a tecnologia permite que você tenha acesso a muitas propostas musicais de imediato, para o que levaríamos muito mais tempo no passado. Pode-se escutar qualquer coisa, está tudo à mão. O momento é muito propício ao cenário musical, o que nos instiga”.

Para uma banda que conquistou os mercados europeu e americano, que lota estádios e que vende discos aos milhões, pode ser difícil encontrar novos rumos. No entanto, Chris Martin prefere viver o momento e, no instante, enfoca a turnê com a qual estão se ocupando agora.

“Queremos que essa seja a melhor turnê que já fizemos em nossa carreira e [depois] seguiremos trabalhando em nossos próximos discos. Mas antes, estou seguro que iremos ao México no ano que vem, ainda que ainda não haja uma data definida. Cidade do México é o melhor lugar para um show”, declarou Martin.

Chris Martin ficou conhecido por sua colaboração com as causas sociais que o tornaram porta-voz de campanhas como a da Oxfam, com quem viajou para conhecer as conseqüências de um comércio injusto. “Vamos continuar trabalhando com a Oxfam. Nós apenas apoiamos; há pessoas que entendem muito mais do assunto do que a gente. Fazemos o que nos cabe, com anúncios e afins, para fazer com que a situação mude. Tomara que sim!”.

Agradecimentos: Pris, fórum Coldplaying.com | Foto: Flickr

And we’ll be Lost!

26 Setembro, 2008 2 comentários

I just got Lost!

Boa tarde. Acabamos de adicionar o vídeo de Lost! ao site. Ele foi gravado no United Center, em Chicago. Clique aqui para assisti-lo. Lost! será lançada como um EP digital em 10 de novembro, em todo o mundo.

Cause along will come a bigger one

Download do vídeo (Coldplay Chile):

 http://rapidshare.com/files/148609458/lost_video.avi

Download do single (ColdplayAR):

  1. Lost! (versão do álbum | 3:59)
  2. Lost? (versão acústica | 3:42)
  3. Lost (versão instrumental | 3:59)

http://www.zshare.net/download/19360440f9a8bac0

I’m just waiting til the shine wears off

Versões orquestradas de Viva La Vida

13 Setembro, 2008 1 comentário

The Vitamin String Quartet Tribute é uma série de álbuns-tributo, lançados pela gravadora estadunidense Vitamin Records. Entre as bandas cujas músicas foram orquestradas nesta série está o Coldplay.

As músicas do quarto álbum da banda, Viva La Vida Or Death And All His Friends, ganharam versões com violino, viola, violoncelo e baixo. O disco será lançado em 21/10, mas já é possível ouvir uma prévia de cada faixa.

Agradecimentos: jimmyarts

Download:

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Entrevista: Chris/Espanha

12 Setembro, 2008 Deixe um comentário

“Precisávamos romper com estereótipos”

Fonte: elmundo.es

 “Havíamos alcançado uma fase que pensamos: já que não podemos ser mais importantes, vamos ter de nos esforçar e melhorar”, explica Chris Martin.

“Eu também havia tomado a decisão de trabalhar a minha forma de cantar e ter aulas canto fazia anos. A professora me disse: “Olha, Chris, já estou enfadada com a sua maneira de cantar, você tem de mudar”. Eu, pessoalmente, não me sentia assim, mas é verdade que, de certo modo, ela tinha razão e eu tinha consciência disso. Assim, me esforcei ao máximo. Quando se é uma estrela do rock, sempre fica difícil reconhecer que você deve aprender algumas lições. Isso acontece com muito menos freqüência em outros campos artísticos ou nos esportes”.

Essa era a atitude de Martin (Devon, 1977) e o estado de espírito de seus companheiros de banda quando iniciaram a composição de seu quarto disco, o complexo e ambicioso Viva la vida or Death and All His Friends.

O álbum já vendeu seis milhões de cópias desde o seu lançamento em junho e agora, em setembro, o quarteto londrino se propõe a conquistar uma platéia maior na turnê européia que acaba de começar e que chega à Espanha com todos os ingressos vendidos há meses.

Chris compareceu à [nossa] entrevista irradiando uma alegria contagiosa. O pianista, guitarrista e cantor mostrou-se disposto a responder às perguntas que lhe fizeram sobre esperanças e ambições, tanto em relação a Viva La Vida, como a sua carreira em geral.

Quais foram suas principais influências na gravação de Viva La Vida?
Nos esforçamos ao máximo para tentarmos ser mais abertos, mais ousados e mais ecléticos. No caso deste álbum, muitas influências musicais nos serviram de inspiração. Escutamos desde Rammstein a Tinariwen, passando por My Bloody Valentine, George Gershwin e até Marvin Gaye. E Radiohead, que sempre representa para nós uma influência muito importante. Não queríamos impôr nenhum tipo de barreira musical. De certa forma, víamos o disco como nosso Sgt. Peppers ou Achtung Baby, do U2, no sentido de querer estabelecer um ponto de transição, uma nova direção em nossa carreira.

Vocês já declararam que, no passado, o ponto mais vulnerável do Coldplay era um perfeccionismo extremo. Vocês se preocuparam em adicionar um grau maior de expontaneidade em Viva La Vida?
Continuamos sendo perfeccionistas, mas fizemos o possível para nos curarmos! [Mas] cuidamos que o jardim florescesse à sua própria maneira, sem arrancarmos as ervas daninhas.

Sempre se torna complicado para um banda que alcançou tamanho sucesso (35 milhões de discos vendidos, aproximadamente) continuar tentando superar-se e crescer. Vocês sentiram necessidade de encontrar uma sonoridade diferente?
Precisávamos romper com estereótipos. Como banda, quando se alcança uma certa visibilidade, sempre se corre o risco de recorrer vez outra à mesma fórmula e acabar perdendo mesmo os fãs mais constantes. Aproveitamos bastante do nosso sucesso para nos cercar de muitas pessoas talentosas, de modo a podermos buscar novas fórmulas para inovarmos, experimentarmos e nos renovarmos artisticamente; queríamos explorar caminhos que não ousamos percorrer fazia cinco anos.

Nesse sentido, como Brian Eno e Markus Dravs, seus novos produtores, ajudaram nessas novas trajetórias?
Nos ajudaram a abandonar a zona de conforto e comodidade em que costumavámos penetrar para fazer as coisas. De certo modo, Brian e Markus empenharam-se em nos desconstruir e remontar novamente. O mais importante é que tiveram o bom senso de nos alertar (“Parem!”) em determinados momentos. Considere, por exemplo, a música Lost!. Tínhamos uma versão original na qual havíamos trabalhado durante nove meses. Pois bem, ao final, Brian nos disse: “Vamos usar a primeira versão”. Era a que havíamos gravado em 25 minutos! Mas tinha razão. Sem Brian e Markus, teríamos ficado no estúdio dando retoques aqui e ali, com nosso perfeccionismo. Se dependesse da gente, Viva La Vida teria chegado às lojas em 2071!

Vocês realmente acreditavam que o disco seria tão bem sucedido quanto os anteriores?
Sinceramente, não. Os dias que antecederam a data de lançamento nos foram muito penosas; até me tiraram o sono. Morria de impaciência. Queria passar de loja em loja perguntando o que as pessoas achavam, se estavam ou não comprando o CD, se estavam ou não baixando as músicas. Não me importava mais nada, só queria saber se as pessoas gostavam do álbum.

O título foi emprestado de um quadro de Frida Kahlo que vocês viram na casa da pintora, no ano passado. Qual o significado desse quadro para vocês?
Fiquei impressionado com os incríveis contrastes que podem ser observados nesse quadro e em outras obras dela. Há todas essas cores vivas se destacando e, ao mesmo tempo, é possível perceber que a pintora estava representando algo muito obscuro. Me senti intensamente atraído pela forma com que ela representava o mundo, com muita luz e escuridão, precisamente como sempre existirá felicidade e tristeza, convivendo uma ao lado da outra. Essa é a forma como eu me sinto comigo mesmo.

Assim como em suas visitas anteriores, o Coldplay trouxe consigo a Oxfam, a qual, antes dos shows, denunciou os acordos comerciais entre a União Européia e os países subdesenvolvidos.

Vamos falar de assuntos pouco agradáveis… Paralelamente às críticas elogiosas, são também publicadas opiniões negativas, como a do periódico The Independent. Vocês leram o artigo?
Não, mas conheço o autor dela. Ele reprovou cada um de nossos discos. Felizmente, não há nada que obrigue alguém a escutar as nossas músicas. Há uma grande quantidade de pessoas que as detestam e outras ainda que acreditam serem ela super valorizadas. Certamente, não estão de todo equivocados sobre esse último ponto. Considerados individualmente, não somos músicos excepcionais, mas, em grupo, cria-se uma química inexplicável que supera isso.

Você não tem papas na língua quando são abordados alguns temas políticos. No entanto, nunca compôs nada do tipo.
Tenho tendência a cantar sobre temas universais, que são sempre os mesmos: a solidão, os sentimentos de insegurança, o lugar do indivíduo na sociedade… Ainda assim, há algumas canções novas nesse último álbum, Como Violet Hill e a própria Viva La Vida, que, nesse sentido, marcam um guinada. Tenho a sensação de que, nelas, ousei dizer o que penso, não somente o que sinto. Para mim, representam um passo muito importante que me fez sentir uma sensação de grande liberdade. Pessoalmente, essas músicas têm, de alguma forma, uma intenção política e social, apesar de não haver nelas nenhuma declaração explícita. [Mas], naturalmente, cada um tem o direito de interpretá-las como bem entenderem.

Quando você está compondo, o que dá mais trabalho, a melodia ou os versos? 
Não se pode separá-los. O que mais gosto é quando letra e melodia surgem ao mesmo tempo. Quando tenho os versos de uma canção, mas não há uma melodia subjacente, fico travado, sinto como se estivesse num beco sem saída. Há ocasiões em que não tenho confiança suficiente no que escrevo. É aí que entra a melodia, uma ajuda para contornar a dura realidade de que não sou Shakespeare!

Uma das coisas mais difíceis para qualquer artista que, como você, tenha alcançado um grau de fama e reconhecimento internacional é manter controlado o próprio ego. Como você faz para não se ficar convencido, se não o é?
Ouço discos dos Beatles, Radiohead e do Jay-Z. Porém, se ainda assim não consigo baixar a bola, sempre tenho o The Independent à disposição!

*A entrevista é encerrada aqui. Foram suprimidas aqui as considerações acerca do show “modesto” que ocorrera em Barcelona, uma das apresentações gratuitas antes que a turnê de fato tivesse início. A matéria original foi publicada em no dia 6 de setembro, antes dos dois shows na Espanha. Créditos: Coldplay Chile.