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Archive for the ‘Lost! (in translation)’ Category

A wild wind blowing

23 Novembro, 2008 1 comentário

Chris Martin: o homem do ano
Número 1 em 36 países, criador de conceitos e sedutor incorrigível

Chris Martin

Como foi o ano de 2008 para você?
[Deixando a questão confusa já de antemão] Veja bem, o que estivemos fazendo foi tentar concluir esse EP, Prospekt’s March, então estamos exatamente do mesmo jeito desde a última vez em que conversamos.

Você quer dizer, morrendo de preocupação durante as poucas semanas que o separavam do topo dos rankings de 36 países?
Não é preocupação! É só centração! Estamos amaldiçoados pela ambição. Estamos visando o passo seguinte a todo instante, sabe? Tem uma versão de Lost! no EP, feita pelo Jay-Z [intitulada Lost+, em contraste com as outras três versões do single: Lost!, Lost? e Lost@]. Diga o que você gosta na banda; a gente pode até não fazer rock’n’roll, mas nos relacionamos com outras vertentes muito mais do que muita banda por aí.

Por favor, diga para a gente que vocês estão contentes por o álbum mais vendido do ano ser o de vocês.
Mas é claro que estamos! Totalmente. Não vamos ficar dando voltas. Aliás, não vamos dar volta alguma. Vamos direto ao cerne da questão: tem sido um ano fantástico. Mas quando alguma coisa boa aparece no nosso caminho, sempre tentamos validá-la fazendo algo ainda melhor. Esse é simplesmente o modo como procedemos e lidamos com a questão. Além do mais, o U2 esteve de férias o ano todo. Na verdade, escondemos o U2 bem escondido. Temos o empresário mais apocalíptico de todos os tempos. Amamos demais o Dave, mas ele não fica contente conosco até que tenhamos conquistado o universo conhecido. Não fomos número 1 no Alasca, mas só porque a Sarah Palin estava no caminho. Ela não vai muito com a nossa cara.

É só porque vocês são “revolucionários” demais.
Não, somos é gentis demais com as grandes multinacionais petrolíferas. Acho que ela é muito aprazível, mas não muito elegível. Essa é minha máxima.

Você acha a Sarah Palin atraente?
Adoraria levá-la para sair, mas eu não necessariamente creio que ela deva ser a mulher mais poderosa do mundo. Se ela estiver preparada, eu retiro o que disse, é claro. Não quero entrar em apuros! Mas, no estágio em que estamos, no momento dessa entrevista, é bom atentar para a chapa de Obama e Biden. Seria bom para todos.

Vocês não conheceram o Obama no aeroporto de Washington?
Apenas vimos o avião dele. Nosso avião aterrisou perto do dele. Nos cruzamos aí. Foi apenas um bate-bola inofensivo. Nada além disso. O avião dele era o Mudanças-já e no nosso havia apenas uns caras cheirando a estrada. No entanto, se ele for eleito enquanto temos essa conversa, a coisa muda de figura.

Quantas fantasias da Revolução Francesa vocês têm? Deve haver muitas, don contrário, eles devem estar num estado deplorável agora!
Em primeiro lugar, não são fantasias! São nossas roupas! É algo toalmente confortável que vestimos para fazer o nosso trabalho; não quero simplesmente usar calça jean e camiseta. Temos um monte de roupas e as escolhemos de acordo com o contexto. Somos o Sex And The City da música. [dá uma olhadela nos sapatos azul metálico da Q] Gosto dos seus sapatos. Eles são extremamente aprazíveis.

Muito obrigada. Você realmente sabe dizer a coisa certa a uma “dama”.
Eu entendo as mulheres, é claro. Sou um sedutor.

Na verdade, neste ano, as pessoas finalmente começaram a perceber que você é um sedutor incorrigível.
Bom, até certo ponto…

Você é um garanhão!
Eu não diria isso! É só o caso de passar 23h do dia ao lado de oito homens e ficar feliz por ver alguém de saia. E, quando você volta para casa, começa a ficar realmente, real… Entende?

Por um mês, o mundo ficou hipnotizado pelos sapatos de sua esposa [um salto de 20cm que Gwyneth Paltrow usou em uma cerimônia de lançamento]. O que você achou deles?
Aprovo os sapatos de todos os formatos e tamanhos. Você estava se referindo ao salto? Creio que a maioria das garotas gosta de pôr seus sapatos para fora do armário às vezes, certo? E, certamente, nós reparamos neles.

Quem foi o amigo mais incrível que você fez esse ano?
Albert Hammond Jr é bem incrível. Fizemos uma ótima turnê ao seu lado. Ele é o cara. Ele queria se relacionar com uma banda mais legal que o Strokes e nós dissemos: “Bom, talvez a gente seja essa banda”.

Por um momento, neste ano, você enlouqueçou e deu as costas para um monte de entrevistas. O que aconteceu?
Duas entrevistas! Bom, se eu não estou gostando de uma conversa, eu não vou ficar fazendo hora nela. Simples assim. Se pressinto que a entrevista está indo por um caminho tortuoso, às vezes, é melhor dar um tempo. Sempre volto dois minutos depois e peço desculpas. Não é grande coisa. Não é como colocar uma bomba na embaixada. Mas obrigado por tocar no assunto. Fui!

Scans e comentários: Viva La Coldplay
Agradecimentos: David Watts, Coldplaying.com.

Cold(?)play

22 Novembro, 2008 Deixe um comentário

Guy Berryman

Entrevista com Guy (3 de novembro):

Fazer parte do Coldplay, fazer parte de uma das maiores bandas do mundo, pode tornar-se acomodadiço. Acomodadiço demais, até.

Para o baixista Guy Berryman, no entanto, a excitação continua intacta. Mesmo após todos os massivos shows de larga escala, os grandes festivais, pisar no palco ainda dá um friozinho na barriga. Ou faz o sangue subir à cabeça, se você preferir.

“Não fico mais nervoso, mas ainda sinto aquela empolgação”, afirma ele. “Adoro aqueles segundos antes de entrarmos no palco, a ansiedade das luzes se apagando. Eu nunca me canso disso”.

O Coldplay está no meio de uma turnê mundial, divulgando “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, o quarto álbum da banda britânica que fez fama por seu rock melancólico, embalado pelo piano. Em um ano de crise para a indústria fonográfica, o disco é um dos grandes destaques de todos os tempos, tendo conquistado o maior lançamento da história de Berryman, Chris Martin, Jonny Buckland e Will Champion: só nos Estados Unidos, o álbum vendeu 720.000 cópias na primeira semana, de acordo com Nielsen SoundScan – mais de 300.000 no primeiro dia.

Enquanto essas cifras continuando a crescer, a banda tem feito shows quase ininterruptamente desde junho, incluindo uma passagem pelos Estados Unidos.

“Temos quatro álbuns agora, então temos de encontrar um equilíbrio entre o novo disco e as músicas antigas que as pessoas querem ouvir”, Berryman afirma. “Tentamos tornar [o show] o mais dinâmico o possível, do começo ao fim. Levou um bom tempo para que atingíssemos uma forma ideal, boa parte da primeira turnê estadunidense. Os shows se organizam basicamente em torno das mesmas invariantes agora, porque estão funcionando”.

Uma equipe de peso trabalhou em um novo visual para o palco da perfórmance do Coldplay e mesmo trouxe o que Berryman descreve como “algumas coisinhas que o público nunca viu em outras apresentações antes”.

Para a banda, que completa dez anos de trabalho, a vida na estrada, hoje, não é nada de mais. Berryman disse que aprendeu a lidar com os rigores da turnê, abstendo-se das prodigalidades, em favor de hábitos saudáveis e exercícios diários. Correr de hotel para hotel, passar longos períodos em espaços… Ficar doente, assim, é muito fácil e “não é legal ficar de molho durante uma turnê, não dá”.

“Destruimos a nós mesmos algumas vezes porque não nos cuidávamos, indo a festas todas as noites, ficando acordado até tarde”, ele relata, relembrando-se de épocas remotas da banda. “De fato, estamos apenas – eu, em particular – tentando nos manter saudáveis. É essa coisa da idade: corpo são, mente sã. Teria rido de mim mesmo anos atrás, se me visse falando disso, mas é verdade”.

O Coldplay vai encerrar as atividades do ano com uma série de shows no Reino Unido, em dezembro. Após um mês de descanso, a banda irá reunir-se novamente para começar a selecionar material para um quinto álbum. “O plano, idealmente, é ter algo pronto até o fim de 2009”.

Essa seria uma notável reviravolta para uma banda conhecida pelos consideráveis intervalos entre-álbuns, que representam hiatos de três anos entre cada um dos álbuns anteriores da banda. E os fãs, no ínterim, têm um bom presente: [recentemente, foi lançado] “Prospekt’s March”, um EP de oitos faixas, entre as quais, músicas que não foram incluídas em “Viva”, além de uma nova versão de “Lost!”, remixada por Jay-Z.

O Coldplay foi enfático ao deixar claro que não se trata de faixas descartadas. Com efeito, segundo Berryman, muito desse material se enquadraria perfeitamente em “Viva”.

“Não queríamos que esse álbum fosse longo demais. Achamos isso do terceiro disco e não queríamos cometer o mesmo erro. Por outro lado, essas músicas eram boas demais para serem apenas b-sides. É uma espécie de complemento [amendment] ao ‘Viva La Vida’. Queríamos que as pessoas escutassem esse disco em separado e não martelá-lo na cabeça de ninguém”.

Fonte: BostonHerald.com | Foto: Famous old Painter
Categorias:Lost! (in translation) Etiquetas:

It’s the time of your lives

15 Novembro, 2008 Deixe um comentário

Break down, break down
Gotta spread love around
Gotta spread it all round

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Coldplay.com atualiza-se com Chris em Atlanta

Olá, Chris, como vai?
Estou bem, cara. Estou em Atlanta. Acabam de analisar minhas orelhas e também fiz uma limpeza bucal.

O que há de errado com suas orelhas e boca?
Bom, nada que esteja muito na cara, mas em toda cidade que vou, costumo parar alguma pessoa na rua para dar uma checada nas minhas orelhas.

Com que finalidade?
Gosto de perguntar o que acham de um cara de 31 anos furar a orelha. Porém, a resposta unânime é que já é tarde demais. É frustrante.

Tá certo. Vamos falar sobre o EP Prospekt’s March. Lançá-lo sempre esteve em seus planos?
Sim, a idéia sempre foi lançá-lo mais ou menos nesse período.

Então, quando vocês começaram a gravar o Viva La Vida, a intenção era compor músicas a mais?
Sim, mas elas são todas parte de uma só família. Em verdade, creio que, porque Glass Of Water é um pouco mais pesada, por exemplo, pensamos “Vamos lançar o álbum, se o desempenho dele for decente, vamos lançar essas outras músicas em relação as quais estamos não estamos tão confiantes assim”.

Teve alguma música que, por muito pouco, não entrou no Viva La Vida?
Bom, basicamente todas. Nunca pensei que não estariam [no álbum], entende? É por isso que me sinto estranho quando lembro que as pessoas ainda não as ouviram. Além do mais, foi legal ter uma chance de incluir [no EP] Lovers In Japan mixada e a versão de Lost! do Jay. Pessoalmente, é o braço direito perfeito para o Viva La Vida.

Você gostou da versão do Jay-Z de Lost!?
Aham, adorei. Ele é um cara inteligente.

Você escutou o álbum com uma mistura de músicas do Coldplay e do Jay-Z?
Viva La Hova? Não escutei, mas ouvi falar. Não fico fico olhando muita coisa na Internet, então não sei o que rola aí.

E qual é o conceito por trás da versão mixada de Lovers In Japan?
Bom, ultimamente, ao vivo, essa música está melhor que na gravação. Isso moldou a versão Osaka Sun, a qual tem um pouquinho mais de vivacidade. Estou extremamente contente com o EP, devo dizer. E posso dizer que é porque não há a mesma pressão que envolve o lançamento de um álbum. Acho que as pessoas que já têm o Viva La Vida e gostam dele vão, com sorte, realmente gostar do EP porque eles fazem parte da mesma família; é, talvez, um pouco mais interessante. E as pessoas que ainda não têm o Viva La Vida podem comprá-los em conjunto. Eu simplesmente me sinto muito feliz com isso. Mas com o que estou realmente empolgado é tocar no Reino Unido.

Ah, é verdade, a turnê britânica vai começar daqui a poucas semanas.
Exatamente. Quando estava no palco ontem me dei conta de que já fizemos uns 70 shows e ainda não tocamos em casa. Me senti muito “Cara, fomos muito mal educados, temos de voltar para casa e tocar lá”. Mal posso esperar pelo show em Sheffield.

Vocês têm planos especiais para essa turnê?
Bom, vamos continuar fazendo o mesmo tipo de coisa, só as piadas que vão ser mais centradas nos britânicos. Vamos ter que deixar de lado todas piadas sobre o bombeiro Joe e sobre Sarah Palin e vamos contar outras sobre Jonathan Ross e Russell Brand. Realmente, o único contratempo de tocar em países diferentes é pensar o que falar entre uma música e outra.

Vocês vão tocar no Reino Unido bem perto do Natal; o último show é no dia 23 de dezembro, em Belfast.
É verdade. E eu também queria fazer alguma coisa na véspera do Natal, mas não tenho certeza se dá mesmo. Tenho de admitir que é realmente estranho que não tenhamos tocados no Reino Unido nenhum vez. Na última semana, a ficha realmente caiu. Mas acho que ano vem a gente compensa.

Isso é uma pista de planos para o futuro?
Tentamos Knebworth, mas não deu mesmo. Então temos de pensar em alguma outra coisa. Na realidade, creio que já pensamos nisso. Espero que em breve a gente possa anunciar. E que não coincida com nada do Oasis.

Apesar de que isso seria uma boa maneira de dividir a conta.
Um ótimo jeito. E não nos importaríamos de abrir o show. E, curiosamente, eu também faria isso para o Take That. Estávamos no camarim ontem e, por um motivo qualquer, começamos a cantar Back For Good. Cantamos a música todinha, verso a verso, tocando tudo certinho no nosso piano, sem ter tido de decorar nada ou coisa do tipo. Foi ótimo. Eu gostaria de usar esse espaço, o website do Coldplay para anunciar que, se o Take That quiser que a gente abra algum show para eles, vamos fazê-lo. O único problema é que vamos ter de comer muito feijão com arroz antes.

Mas vocês têm mais planos de turnê para o ano que vem?
Aham. Nossos planos de turnê são bem parecidos com presentes de Natal que estão embrulhados, mas que deixam você inferir o que são. Se você olhar com cuidado, poderá ver o formato e talvez possa advinhar: “Uhm, parece que é um estádio”.

Você tem gostado da turnê?
Cara, é a melhor época das nossas vidas. O fato é que sempre desejamos ser uma banda que pudesse ir a qualquer lugar que quisesse e de repente isso aconteceu. É um privilégio tão grande. É brilhante de um jeito surreal. Mal podemor esperar para voltar para o Reino Unido. É a nossa casa. O que mais tem acontecido aí? Como vai a campanha do Tottenham?

Eles estão indo muito bem desde que Harry Redknapp assumiu.
Ótimo.

Ao mesmo tempo, o seu time, Exeter City está indo bem na liga, mas foi eliminado do campeonato inglês por um time de uma categoria muito abaixo.
Quanto abaixo?

Bom, o Exeter está na quarta divisão e ele perdeu para um time da oitava divisão.
O quê?!

Eles perderam para o Curzon Ashton.
Peraí, ‘cê tá me dizendo que eles foram eleminados pelo marido da Demi Moore?!

Está na moda comprar times de futebol. Talvez você devesse fazer uma oferta ao Exeter.
Bom, se tivesse dinheiro o suficiente, adoraria comprar o Exeter City e dá-lo a alguém que sabe o que está fazendo porque eu não realmente entendo de futebol. Mas é caro demais. Curiosamente, um dia desses em Nova Iorque, um cara veio falar comigo -um grande empresário- e disse “Eu quase comprei a sua banda uns dias atrás”. Não posso dizer quem era, mas foi uma conversa hilária. Ele afirmou quase ter comprado a nossa gravadora.

Se você tivesse de escolher o melhor show dessa turnê, qual seria?
Bercy, em Paris.

O que teve de especial nesse show?
O público. E o preço dos salgadinhos. Avalio nossos shows por o quão razoável o hamburguer vegetariano custa. Se verificar que foi muito caro, não posso fazer um bom show.

Sério?
Não.

Ótimo, porque o preço de um hamburguer é geralmente relacionado à sua qualidade. Preço baixo é, com freqüência, sinônimo de um lanche de qualidade baixa e vice-versa.
Você acha? Isso se aplica à música também? Podemos afirmar então que Be Here Now é muito caro? Aliás, posso deixar registrado aqui que Be Here Now é um grande álbum?

Nem mesmo Noel Gallagher pensa assim.
Não, o Noel não, mas eu sim. Acho que há boas músicas nesse álbum. Acho que My Big Mouth é uma das melhores músicas do Oasis.

Mas esse álbum é comprido demais.
Bom, isso também é conhecido como síndrome X&Y. Toda banda pega. Mas qualquer pessoa lendo isso deveria ouvir
My Big Mouth do Oasis porque é incrível.

Foi legal ler a sua nota sobre a vitória do Obama nas eleições, semana passada.
Cara, essa turnê americana tem sido fantástica porque é um hora incrível para se estar nos Estados Unidos e o público está de tão bom humor. Acho que uns 90% das pessoas que vêm assistir aos shows são favoráveis ao Obama. É como viver um grande período da história. Estávamos em Nova Iorque no dia da eleição e foi uma festa total.

Parece incrível.
É. Comparando os Estados Unidos com a peça do Otelo, é o momento da reviravolta. Parece 50% diferente. A sensação é a de que as pessoas que ficaram em silêncio por oito anos tornaram-se subitamente aqueles que tomarão as decisões.

Você tem composto músicas durante a turnê?
Tenho. Escrevo o tempo todo porque é a única maneira de entender as coisas. Tenho um desses teclados que você ganha de Natal quando tem sete anos. Carrego ele comigo toda hora.

Você escreveu alguma música hoje?
De fato escrevi uma parte de uma música.

Podemos dar uma conferidinha?
Bom, é sobre a hora em que seus tios ficam bêbados e começam a cantar.

É sério?
É, juro para você. E também devo dar alguns créditos a
Altogether Now do The Farm. Não sabia mesmo que essa música fala sobre um jogo de futebol nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. É incrível.

Bom, estamos ansiosos pela música dos tios bêbados. Você tem alguma coisa para acrescentar?
Só que estamos muito agradecidos pelas pessoas que apoiaram a nossa banda esse ano e que estamos vivendo uma época inacreditável. Na verdade, amamos isso demais! E vamos ficar melhores e melhores. Essa é a novidade.

Through the washing machine

15 Novembro, 2008 Deixe um comentário

The Coldplay Messenger#6

Chris bate um papo com o Coldplay.com
Olá novamente. Iniciamos a sexta edição do TCM com a notícia de que, esta manhã, o Coldplay.com postou uma nova entrevista com o Sr. Chris Martin, em que ele fala sobre o EP Prospekt’s March, Obama, Oasis e Exeter City FC, bem como dá algumas expressivas pistas sobre os planos de turnê de 2009. Clique aqui para ler nossa conversa exclusiva.

Confira uma prévia das faixas de Prospekt’s March
Com a perspectiva de o EP Prospekt’s March ser lançado ao redor do mundo nas próximas semanas (clique aqui para checar todas as datas), estamos oferecendo uma pequena prévia de suas faixas através de nosso novo jogo. Clique aqui, faça uma pergunta ao copo, então, esfregue-o com o seu mouse e, além de enigmas e rimas [riddles and rhymes], você poderá ser sortudo o suficiente para ouvir um trecho de uma das músicas do EP. Se você ficar impressionado, poderá comprá-lo na loja virtual do Coldplay.com aqui.

Get Lost!
O EP De Lost! foi lançado mundialmente em lojas virtuais nessa semana. Suas quatro faixas são as seguintes:
1. Lost!
2. Lost? (versão acústica)
3. Lost@ (gravada ao vivo, em Chicago)
4. Lost+ (feita em parceria com Jay-Z)
O disco está disponível nas melhores lojas virtuais.

Notícias sobre o concurso Lost?
Nos últimos dias, o número de incrições para o nosso concurso que elegerá o melhor vídeo de Lost? tem superado em muito as expectativas. Uma quantidade incrivelmente grande foi filmada em florestas. Acreditamos que isso seja um efeito colateral da exposição a contos de fada. Se você quiser fazer sua inscrição (de um vídeo feito em uma floresta ou não), você tem até o dia 1 de dezembro. Ou, se você quiser dar uma olhada nas dúzias de vídeos já enviados, acesse youtube.com/ColdplayTV.

Ganhe um saco para roupa suja do Coldplay
Aqueles que acompanham os relatos de Roadie#42 devem lembrar-se de um
recente em que ele afirma que toda a equipe tem distribuído sacos para roupa suja. O Coldplay.com orgulhosamente anuncia que conseguiu algumas dessas bolsas especiais para presentear um fã sortudo do Coldplay. E não é só isso: conseguimos também o autógrafo da banda.

Se você quiser ter uma chance de ganhá-la, mande um e-mail com seu nome e endereço para competitions@coldplay.com antes do dia 27 de novembro (5ª feira). O vencedor do EP autografado do último TCM foi Horacio A, da Argentina.

Where do we go? Nobody knows…

The Coldplay Messenger

ps: Agradecimentos ao Stuart por ter mandado a esplêndida sugestão de despedida ao messenger@coldplay.com.

Hotpress resenha Prospekt’s March

13 Novembro, 2008 Deixe um comentário

18373

Por muito tempo, o Coldplay pareceu determinado a se enquadrar na classificação pejorativa de música-mela-cueca, gravando uma sucessão de discos que lhes valeu o título de banda-referência ao indie rock lacrimoso e introspectivo. Em alguns momentos, eles flertaram com algumas mudanças, mas raramente essas tentativas foram mais expressivas que um sutil piscar de olhos e acabaram por passar despercebidas mesmo aos olhos do mais atento dos observadores.

Esse ano, Brian Eno assumiu a cabeceira de Viva La Vida, trazendo algumas peculiaridade perceptíveis, mas que significaram pouco mais que um tênue desvio do modus operandi [modo de operação, ação]. É de imaginar o quão surpreendente foi escutar o EP Prospekt’s March. Combinando de tudo, desde riffs potentes e sintetizadores estrepitantes a tablas indianas, passando até mesmo pela colaboração marcante de um ícone do hip hop, essa gravação é índice de uma ousadia até então oculta.

Depois de nos embalar com uma versão de Life in Technicolor  com vocais e o interlúdio instrumental de Postcards From Far Away (piano), o Coldplay passa para outro patamar, indo muito além de nossas expectativas com a explosão de Glass Of Water, no estilo Muse.

Rainy Day surge sincertizando estilos: bateria e guitarra dialogam com instrumentos de corda, entremeados pelo refrão. O território torna-se mais notadamente mais reconhecível com a balada da faixa-título. Mais adiante, Jay-Z acrescenta uma dimensão a mais em Lost enquanto Lovers in Japan é apurada com o toque de Osaka Sun Mix. Com instrumentos de sopro e adornos orientais, Now My Feet Won’t Touch The Ground traz uma derradeira mudança “camaleônica”.

Prospekt’s March é intrigante e certamente escutável, mas somente o tempo dirá se essa é a banda que o Coldplay será ou poderia ter sido.

Traduzido de matéria da Hotpress postada no Coldplaying.com.

Swoop down from the sky

11 Novembro, 2008 Deixe um comentário

The Sun* resenha Prospekt’s March

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Se você achou que o Coldplay fosse meramente um super-produtor de baladas fabricadas sob medida para lotar estádios, você não poderia estar mais redondamente enganado.

O novo EP deles é de longe o que eles têm de mais eclético a oferecer. Intensas batidas hip-hop, metal estrepitante, tablas indianas e instrumentos de sopro disputam espaço em sua brilhante, ousada e, por vezes, insana, gravação.

Havia sido revelado em agosto que a banda (integrada por Chris Martin, Guy Berryman, Will Champion e Jonny Buckland) gravara muito mais faixas que o seu álbum mais recente comportaria. Desde então, eles têm organizado essas músicas e vão lançá-las este mês.

O EP tem início em território relativamente convencional. Life in Technicolor ii é faixa de abertura do referido álbum, mas sem a supressão da letra. Chris entoa versos intimidantes sobre o fim do mundo ao longo da euforia já familiar do instrumental.

Glass of Water, por sua vez, traz à baila um lado inesperadamente pungente e devastador da banda, remetendo ao que o Muse tem de mais épico. O brado de sintetizadores é entremeado pela percussão e por riffs. Se Chris ainda tivesse seus indisciplinados cachos, poderia sacudi-los para acompanhar esse monstro. Urram os versos: “spending their whole life living in the past, going nowhere fast”.

Ecos de Odelay, disco consagrado de Beck, são facilmente encontrados em Rainy Day. Chris faz frente à pressão da vida pública enquanto uma batida desgovernada e a melodia arrebatadora de instrumentos de corda vão delineando a música.

A faixa-título, Prospekt’s March, é uma composição ébria e psicodélica, acompanhada pelo som envolvente da guitarra e de outros instrumentos de corda. Chris pergunta: “Don’t you wish your life could be as simple as fish swimming round in a barrel when you’ve got the gun?”

Lost+ e Lovers In Japan (Osaka Sun mix) são versões ligeiramente modificadas de faixas do Viva La Vida. Porém, é a faixa de encerramento, Now My Feet Won’t Touch The Ground, o que de mais audacioso a banda já produziu. Inicia-se com uma balada-Coldplay tradicional, com uma guitarra despretensiosa e versos obscuros: “Push my bones from the highest cliff to the seas below/Swoop down from the sky and catch me like a bird of prey”. Depois, no entanto, a percussão com matizes indianos e a sonoridade ordenada de trompetes e tubas transportam a música para outra dimensão.

Brilhante. Simples assim.

*The Sun é um popular tablóide inglês

Traduzido e adaptado de matéria do The Sun, postado no Coldplaying.com.

Turning their heads out

1 Novembro, 2008 Deixe um comentário

Quando vocês de fato começaram a trabalhar no novo álbum?
JONNY: Começamos a gravar o novo álbum tão logo concluímos X&Y. Foi quando começamos a compor, mas continuamos escrevendo ao longo de toda a turnê. Quando os shows acabaram, começamos a construir um estúdio juntos, o qual se chama The Bakery, em Londres. Assim que as obras foram finalizadas, iniciamos os trabalhos.
CHRIS: Vínhamos escrevendo por um longo período.

Por que vocês decidiram construir um espaço particular para desenvolvimento criativo e como isso influenciou o novo álbum?
WILL: Acho que fizemos essa escolha porque queríamos um espaço onde pudéssemos ficar livres para fazer experiências e onde não nos sentíssemos pressionados por um horário para entrar ou sair e por que tivéssemos de pagar rios de dinheiro por hora; queríamos um lugar onde nos sentíssemos à vontade para fazer o que quiséssemos, trabalhar noite adentro ou durante as primeiras horas da manhã. Além disso, queríamos que tudo fosse feito em um só lugar: fotos, projeto gráfico e nossas roupas. Fazer tudo sob o mesmo teto fez uma grande diferença.
CHRIS: Quando gravamos em um grande estúdio, sempre sentimos uma pressão esquisita para repetir o que fizemos no passado. Assim, quando você tem um espaço só seu, você tem o direito de fazer uma música horrível pelo resto do dia. Sem pressão.

Muito embora o X&Y tenha sido o seu álbum mais bem sucedido, o Coldplay de fato mudou seu direcionamento desde então. O novo álbum representaria o rompimento com som característico de vocês, marcado pela guitarra e pelo piano, na direção de um estilo musical mais abrangente e livre?
CHRIS: Creio que, após o nosso último álbum, do qual estamos muito orgulhosos, sentimos que havíamos explorado a mesma sonoridade à exaustão. Como muitas pessoas começaram a ficar cansadas da nossa música, tivemos de mudá-la. Um pouco.
Tivemos a impressão que, depois do terceiro álbum, poderíamos ou continuar repetindo a nós mesmos, sempre tentando ser “a melhor coisa” ou, alternativa pela qual optamos… O que decidimos é que, após três discos, tínhamos autonomia para experimentarmos sonoridades que sempre quisemos tentar. Dessa forma, em cada parcela desse novo álbum acreditamos piamente. Foi a primeira vez que conseguimos nos sentir bem por tentarmos coisas que não havíamos feito antes.

Coldplay, a maior banda do mundo?
WILL: Não acho que um dia tenhamos estabelecido nosso objetivo como ser a maior banda do mundo. Acho que, desde o comecinho, sempre quisemos ser os melhores, não necessariamente os maiores. Às vezes, essas duas coisas se coincidem, mas o que sempre tentamos fazer foi fazer o melhor de que fôssemos capazes. Não creio que seja possível controlar o quão grandioso você pode se tornar; ou as pessoas gostam da sua aparência ou não, logo…
CHRIS: Nós somos definitivamente a banda mais feia do mundo.

O novo álbum seria uma tentativa de desconstruir a impressão que as pessoas têm do Coldplay?
GUY: Não queríamos fazer um álbum que pudesse ser apreendido tão facilmente, não queríamos ser a banda-de-um-truque-só. Todos nós escutamos uma vasta diversidade musical e acho que esse álbum reflete isso mais do que nunca, mais do que nos três últimos álbuns. Foi um princípio muito importante não lançar mão de nenhum recurso que tínhamos usado antes.

Subindo as escadas de seu estúdio, damos de cara com uma bela foto de John Lennon. Ela serve de inspiração ou contra-exemplo?
CHRIS: É engraçado porque, se você der uma volta na Bakery, vai ver um monte de fotos em torno do estúdio de todas essas pessas que amamos. A primeira que você vê é a de John Lennon e, depois, dos Beatles em Hamburgo; descendo, há fotos do Woody Allen, do Jay-Z, Björk e PJ Harvey e… My Bloody Valentine, Michael Jackson… Estão em toda a parte […]. Desse modo, toda vez que estamos arrogantes; toda vez que pensamos “Nós somos bons mesmo”, olhamos para essas fotos e concluímos: “É, ainda temos que melhorar”.
[…]

Por que Violet Hill foi escolhida para ser a primeira música de trabalho?
CHRIS: Acho que escolhemos Violet Hill para ser o primeiro single porque ficamos contentes com o fato de nosso guitarrista Jonny destacar-se nessa música. Queríamos que nosso primeiro single tivesse essa marca, de modo que as pessoas pudessem brincar de air guitar, quando chega naquela parte ((♪)). Essa música é bem mais guitarra do que vocais.

Como o quadro de Delacroix reflete o título e o que ele significa para vocês?
JONNY: O tema do álbum é mais ou menos a revolução irrompendo pelo palácio, lutando por mudanças e subvertendo toda a ordem antiga. O quadro de Delacroix meio que se enquadra nisso.
CHRIS: É sobre pichar obras de arte.

Donwload do vídeo: Coldplay Chile