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Archive for the ‘Prospekt’ Category

We did change, didn’t we?

6 Outubro, 2008 1 comentário

Prospekt marcou presença no Coldplay.com novamente. O que motivou sua aparição foi a mudança no repertório do novo EP Prospekt’s March como Chris a havia anunciado. Direto da Bakery, ele nos manda a nova tracklist:

  • Life in techinocolor ii
  • Postcards from far away
  • Glass of Water
  • Rainy Day
  • Prospekt’s March/Poppyfields
  • Lost +
  • Lovers in Japan (Osaka sun remix)
  • Now my feet won’t touch the ground

De atrasos e tentativas

12 Junho, 2008 4 comentários
  • De Lovers in Japan e um vocabulário… Inadequado?

CHRIS [0:20] – Nosso álbum, que se chama “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, foi feito para ser uma experiência de 45 minutos. Não somos a melhor banda para singles, mas construímos algo que funciona como um todo do início ao fim para, então, começar tudo novamente. O disco é muito conciso e tem várias cores diferentes. Você pode gostar de alguma delas e pode não gostar de outras, mas é uma boa jornada e esse foi o principal critério. O objetivo foi criar um álbum que pudesse ser ouvido de uma só vez e sair para fazer compras depois.

CHRIS [1:22, com Violet Hill ao fundo] – É diferente para nós, sabe? Gostamos porque é estrondosa e colérico, com muita guitarra. […] E é forte, intensa; queríamos fazer algo do tipo.

CHRIS [2:13] – Há um parque em […] Tóquio, onde estava passeando um dia, enquanto estávamos em turnê e o céu estava tão bonito, com todas aquelas árvores e o aroma delicioso. Para mim, tudo isso pareceu tão romântico e tão diferente da idéia que algumas pessoas têm sobre o Japão. Pensei “Caramba, é o lugar mais romântico em que já estive” e, então, tivemos a idéia de compor uma música intitulada “Lovers in Japan”. A outra inspiração foi Osaka. Quando estivémos lá, não conseguíamos dormir por causa da longa viagem. [Por isso,] assisti à Aurora em Osaka; foi muito bonito. Isso tudo ajudou na composição da música.

JONNY [3:40] – Adoramos tocar […] quando foi isso, 2000?

CHRIS – 2000.

JONNY – Foi a primeira vez que vi o Flamig Lips tocando.

CHRIS – Sigur Rós… James Brown…

JONNY – Temos boas memórias. Fizemos algo do tipo desde então?

CHRIS – Não! Tocamos no Fuji [Festival] duas vezes.

JONNY – Estamos ansiosos para voltar e tocar de novo.

CHRIS – É, vai ser maravilhoso!

JONNY – Intenso.

CHRIS – Vai ser orgásmico. Posso falar isso? Bom, talvez não. Vai ser colorido.

CHRIS [4:29] – Olá a todos que estão nos assistindo e aos interessados em nossa banda, o Coldplay e a todos os japoneses. Estamos ansiosos para que ouçam nosso álbum e ainda mais empolgados para ir toc… Quando vamos tocar?

JONNY – Aaahn, julho…?

CHRIS – Jul… Ah, agosto?

JONNY – Ah, agoosto!

CHRIS – Bom, estava empolgado para ir em julho, mas acontece que vamos tocar em agosto… Para os que vão, espero que se divirtam conosco. Mal podemos esperar para vê-los. Obrigado!

  • De casamentos… Não convencionais

CHRIS – George?

GEORGE – […] Música boa, né?

CHRIS – Vamos lá… Butterfly […] with the brok…

CHRIS – Esse é o nosso estúdio. Não quero parecer […], mas aqui é onde fazemos sex… Não! É onde toda a magia acontece!

GEORGE – Descemos as escadas ou…

CHRIS – Não, vamos subir.

GEORGE – Tá. Onde vocês conseguiram [essa foto]? Parece legal.

CHRIS – Esse é um amigo nosso.

GEORGE – Esse é o John Lennon.

CHRIS – Ok, vamos continuar subindo…

GUY – A relação que temos é muito complicada. […] Às vezes é meio difícil de […]

[  ] JONNY – Às vezes, nos deparamos com algumas barreiras que temos de superar. É como um casamento bizarro.

GEORGE – Com quatro pessoas.

JONNY – É, mas sem sexo.

GEORGE – Sem sexo. Bom, talvez esse seja o problema.

GEORGE – […] Houve algum momento, na banda, quando se pensou “Não é exatamente do jeito que eu pensava que ia ser…”

CHRIS – O som desse disco para mim é o Guy, o Will e o Jonny tendo sua glória em retorno, o que me deixa muito feliz.

GEORGE – Já aconteceu de, em algum momento, vocês sentirem que não queriam ser o Coldplay?

CHRIS – Não. Nós atingimos um estágio em que não podemos ficar maiores, então, estamos tentando ficar melhores. Tem a ver com a história do “qualidade ou quantidade”. Pensamos: Temos de praticar e melhorar […]. Não… Eu me sentia mal porque deve haver adolescentes de 16 anos e todos esse pessoal que diz que gosta do Coldplay e pode ter problemas por causa disso na hora do recreio. Dessa forma, uns 18 meses atrás, eu senti que eu realmente queria fazê-los orgulhosos.

CHRIS [2:32] – Eu vou contar tudo para você, os detalhes sórdidos… O que você quer saber?

  • Do título

Em entrevistas, o Coldplay afirmou referir-se ao quarto disco simplesmente por “Viva La Vida”, não obstante o título duplo. Completa Chris: A outra parte é para o caso de você achar o álbum depressivo demais. […] Na verdade, é um nome do tipo você-decide-qual-é-o-nome. O que realmente queríamos era fazer um álbum semelhante a esses aeromodelos que te permitem escolher a cor com que pintá-los.

Fonte: MyColdplay.com

  • De Viva La Vida a Death An All His Friends

Em entrevista a MTV, os membros do Coldplay compartilham detalhes sobre as faixas do novo disco; são abordados temas como novos instrumentos, colaborações importantes, bem como o foco do trabalho.

Life In Technicolor

GUY: Sempre soubemos que começaríamos o disco com um instrumental. O que é interessante sobre a essa música é que de fato há uma versão completa, com letra e vocal, mas, quando finalizando o álbum, não conseguimos encaixá-la com o restante do repertório. Ainda assim, tínhamos certeza que deveríamos começar com algum trecho dessa música. E isso por que usamos a primeira parte: sempre foi nossa intenção que fosse dessa maneira.

CHRIS: Vocês vão ouvir [a versão completa] ao final do nosso próximo disco. As razões pelas quais esse disco começa com um instrumental são: A) fazer um toque de celular, o que é [Life in Technicolor, na verdade]; B) não ter vocal demais. Lá pelo quarto álbum, o público meio que está de saco cheio com o trabalho do vocalista, sabe?

WILL: Jon Hopkins [o qual é tido como co-compositor] é um amigo do Brian Eno; ele tem um talento excepcional para tocar qualquer música. Você toca um trecho de uma música para ele uma vez e ele é capaz de de tocá-la de volta perfeitamente, de cabeça. Ele é um cara incrivelmente talentoso e o Brian o apresentou porque, creio, ele queria eximir o Chris de tocar teclado excessivamente para, assim, poder fazer outras coisas.

CHRIS: Nesse álbum, o que conseguimos, de um jeito muito engenhoso, foi trabalhar com pessoas muito mais talentosas do que nós e fazer o resultado disso se passar como se fosse de nossa própria autoria.

Cemeteries of London

CHRIS: [Essa música] é a nossa primeira tentativa de usas palmas em um álbum, mas não é a única vez que elas aparecem.

WILL: As palmas do flamenco espanhol são incríveis, se bem executadas. A nossa é uma versão inglesa e mais bruta. E mais débil. Ou um monte de focas. [?]

Lost!

GUY: Essa foi uma das primeiras músicas que fizemos para o álbum. Estávamos escutando uma música chamada “Sing”, do Blur, em algum lugar dos Estados Unidos… Em Detroit. Estávamos no camarim e, então, fomos para o palco fazer o teste de som, tentando escrever alguma música assim. Ela, de certo modo, desenvolveu-se em diferentes versões.

CHRIS: É assim que geralmente compomos; escutamos alguma música e pensamos que ela é incrível. Como nos sentimos idiotas por não termos nada tão bom, tentamos tocá-la. Então, obviamente, já que não conseguimos, criamos algo  diferente.

42

CHRIS [sobre a letra]: Todo o disco – se fosse um disco do Notorious B.I.G., se chamaria apenas “Life and Death”, simples assim… Talvez porque perdemos algumas pessoas queridas, mas [também presenciamos] milagres – nós temos filhos. Como a vida tem tido faces extremas nos últimos tempos, vida e morte tem aparecido de repente com certa freqüência. O título é “42” porque é meio número favorito. E, acho, está na lista do três números preferidos do Will, também.

WILL: Está: 17, 11 e, finalmente, 42.

Lovers In Japan/Reign Of Love

CHRIS: Guy e Will são responsáveis pelo piano nesse caso.

JON: Peraí, ei também!

WILL: Estávamos em um estúdio em Nova Iorque, num lugar chamado “Magic Shop”, onde havia esse tack piano [uma espécie de piano com seus componentes permanentemente alterados] […], cujo som se assemelha ao do cravo, na verdade. Já que queríamos usar esse tipo de som, mas não tínhamos nada do tipo, fomos a uma loja de instrumentos perto de nosso estúdio e compramos um piano velho [e Guy, Jon e eu fizemos algumas alterações nele].

Yes/Chinese Sleep Chant

CHRIS: Todos vinham reclamar para nós porque ninguém mais comprava álbuns. Dessa forma, concluímos que, talvez, a razão para tal é o fato de música não mais valer o dinheiro gasto. Por isso, tentamos adiocionar um pouco mais de valor [com a faixa escondida “Chinese Sleep Chant”]. É simples assim, como no supermercado.

WILL: Um dos principais pontos de foco nesse álbum foi mudar identidades sonoras, já que o Chris tem uma voz muito marcante. É simplesmente a idéia de que você pode mudar completamente o som de uma banda, apenas lidando com os vocais de uma forma diferente. Em “Yes”, Chris está cantando em um tom muito mais grave enquanto em “Chinese Sleep Chant”, a [voz dele] está em meio à reverberação e escondida pela guitarra.

Viva La Vida

CHRIS: Creio que tudo que estamos tentando fazer agora é não começar de novo, mas romper com tudo que já fizemos; construir algo novo e, com sorte, melhor ou pior, num bom sentido. E essa canção é uma de nossas favoritas, já que todos nós estamos fazendo algo que jamais havíamos feitos antes. E realmente gostamos de tocá-la. Quanto mais tempo em uma banda, mais difícil é surpreender a si mesmo.

Violet Hill

GUY: É uma das músicas mais antigas que vínhamos trabalhando e, de certo modo, havíamos deixado-a a de lado no repertório que comporia o álbum. E há um quinto membro secreto em nossa banda, [o empresário] Phil Harvey, e ele realmente a promoveu, assim como algumas outras pessoas. Justa e conseqüentemente, a incluímos de volta na lista final. E nos divertimos muito gravando o vídeo para essa faixa, na Sicília, no topo do Etna.

CHRIS: Fizemos dois vídeos para “Violet Hill”; o outro está na Internet e é o vídeo que mais gostamos, dentre todos aqueles que já gravamos. Nós pensamos que, durante a corrida eleitoral, todo mundo dança… Então, tivemos a idéia: “Não seria genial fazer um vídeo só com políticos dançando?”. E fizemos.

Strawberry Swing

WILL: De fato, é o Brian Eno batendo palmas no começo dessa música e-

CHRIS: Se você prestar bastante atenção, ele está fazendo reclamações sobre o compasso da música.

WILL: É o que ele faz na maior parte do tempo, reclamar sobre o compasso.

CHRIS [imitando Eno]: “Oh, tá rápido demais!”

Death and All His Friends/The Escapist

CHRIS: Esse foi o tema do álbum como planejado, na verdade. Temos conhecimento do lado negativo da vida -isto é, “Death and All His Friends”-, mas isso não significa que você deve ceder. Então, todos nós cantamos uma parte junto, bem alto, como uma espécie de mensagem para nós: nunca desistir e nunca se deter demais nos aspectos negativos.

Fonte: MyColdplay.com

  • Lost… aliás, last but not least

Londres, 12 de junho (quarta-feira)

Sinto-me aliviado por o álbum finalmente chegar ao vasto mundo. Não está mais nas nossas mãos. Não pertence mais a nós. Espero que gostem. Espero que haja músicas que façam um dia horrível um pouco menos horrível ou um dia bom ainda melhor. Obrigado por toda a sua paciência e apoio.

Prospekt

Viva La Vida

Look how they shine

Até pouco tempo, as entradas de Prospekt (um pseudônimo, é sempre bom lembrar) eram ansiosamente aguardadas. Mais uma delas foi escrita, no dia 19, mas dessa vez, em comemoração aos dez anos de Coldplay:

Segunda-feira, 19 de maio de 2008.

The Bakery, Londres

Hoje faz dez anos que uma caixa  papelão com 500 unidades do EP Safety foi entregue à minha porta. A primeira cópia vendi por três libras para um cara com quem dividi o quarto na universidade . Levou mais ou menos um ano para vender (ou dar de presente) as outras 499 cópias. Uma delas chegou às mãos de Debs Wild, então funcionária da Universal Records. E é assim que tudo começou…

Prospekt

Agradecimentos: Coldplay Chile

Fonte: Linha do tempo (site oficial)

Tracklist (4º disco)

11 Abril, 2008 2 comentários

As faixas que farão parte do quarto CD Viva la Vida or Death and All His Friends foi finalmente revelada em nota assinada por Prospekt.

“Os ‘chefões’ dizem que [o disco] chegará ao público em geral em 16 ou 17 de junho, dependendo de onde você vive. Vamos tentar lançar uma ou duas faixas antes dessa data…

Prospekt”

Fonte: Coldplay.com 

Dúvidas quanto ao título II

19 Março, 2008 2 comentários

 

Como apontado no Coldplaying.com e na comunidade Coldplay Brasil, Prospekt (sempre lembrando que é um pseudônimo) adicionou aspas que englobam os dois títulos cogitados para dar nome ao, mais do que nunca, aguardado álbum que a banda vem desenvolvendo:

‘Viva la vida or Death and all his friends’

Desse modo, o “ou” que separava os dois nomes deixa de ser exclusivo (a escolha de um eliminando a possibilidade do outro batizar o disco), mas seria parte integrante de um título completo, o qual, à primeira vista, mostra dois pólos antitéticos, morte e vida.

Sempre eficiente, o Coldplaying.com contrastou as duas imagens:

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Perspectivas

19 Fevereiro, 2008 1 comentário

Tenho lido diversos comentários e notas acerca da nova realização do Coldplay. Alguns deles partem do pressuposto que Prospekt, pseudônimo responsável pelas atualizações no site oficial sobre o quarto álbum, é Chris Martin. Muito mais do que a caligrafia, algumas evidências deixam entrever que o nosso vocalista está longe de assinar os posts. De qualquer maneira, é sempre bom ouvir as palavras de uma pessoa que está tão envolvido na gravação quanto Prospekt e conhecer o que provavelmente nos aguarda:

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  • Sexta-feira, 20 de abril de 2007

            A sala de controle é minúscula. Literalmente menor do que o meu quarto. O estúdio de gravação ganha por pouco; mais ou menos do tamanho do estúdio de ensaio que costumávamos ter antes de um contrato.

            Brian Eno está sentado à frente do computador, perto da parte de trás da sala de controle. Um mestre benevolente, com respeito incondicional de quem está sob sua responsabilidade. Quando ele fala, nós ouvimos. Markus Dravs fica à espreita no estúdio, feito um felino no zoológico. A heavyweight boxer with a paintbrush.

            Duas pessoas bastante diferentes, ambas igualmente extraordinárias. Brian e Markus, em conjunto, trouxeram uma disciplina que nunca existiu em gravações anteriores. Há na atmosfera tensão e urgência.

            Jamais havia visto a banda com tamanha ânsia por ter uma liderança e ser estimulada. Chris acabou de irromper em minha pequena sala, em cima do estúdio. Ele tem trabalhado nas letras: muito mais abstratas e visuais do que antes. Isso tem se refletido na melodia também: menos diretas, mais oblíquas.

            Há um longo caminho a ser percorrido, mas o início é de bons presságios.

Prospekt

  • Sexta-feira, 29 de junho de 2007

             Um aspecto do processo de gravação com o qual eu jamais me acostumarei é a tensão. Essa é uma parte inerente da gravação. Sem tensão, não há foco. Sem foco, o trabalho se torna medíocre e ineficaz. Tensão é reflexo de que as pessoas realmente se importam. Pessoalmente, não lido muito bem com ela. Essa é a razão por eu permanecer no estúdio por períodos curtos. Estou sempre entrando e saindo. Não tenho o perfil para conseguir bons resultados na atmosfera do estúdio.

            Quando seis homens com notável força de vontade forem colocados em uma sala pequena por dez meses, trabalhando entre 10 e 12 horas em algo que com que eles se importam intensamente, é inevitável que surja atrito. O mais incrível é que esse atrito raramente evolui em um incêndio.

            O segredo é comunicação – na segunda tivemos uma reunião de umas cinco horas. Discutimos nossos métodos, horários, objetivos e basicamente tudo que nos veio à mente. Brian, durante o encontro, compôs uma lista de 25 músicas que estivemos desenvolvendo. Os quatro membros, Brian, Markus e eu trocamos idéias sobre cada uma das faixas: o que as separava da conclusão, o que precisava ser adicionado, o que parecia inédito e empolgante, o que soava usado e antigo. A reunião foi uma análise minuciosa e implacável de todo o trabalho até agora. Markus estava particularmente violento (como sempre).

            Uma fração infinitesimal do material consegue aprovação geral. Entretanto, longe de nos sentirmos desanimados, estamos todos muito mais confiantes. É muito melhor olhar o mapa e verificar qual direção você está seguindo e o quanto você já avançou do que simplesmente vagar por aí, sem rumo, esperando pelo melhor.

Prospekt

  • Sexta-feira, 20 de julho de 2007

            Temos viajado com pouca bagagem: um violão, alguns microfones, um laptop e fones de ouvido. Estamos gravando em Barcelona, indo de igreja em igreja e nos instalando onde é possível: em frente ao altar, debaixo do púlpito. Estivemos tocando aos pés de arcanjos. É uma cena peculiar: santos deitam um olhar indiferente sobre quatro irrequietos músicos reunidos em torno de um único microfone, cantando bem alto enquanto o som de guitarras reverbera pelas paredes.

            Eles estão trabalhando no backing vocal. Brian Eno freqüentemente se une ao grupo – cantar é um de seus maiores prazeres. Markus desenvolve as gravações em seu computador, exigindo incontáveis reformulações até que ele fique satisfeito.

            O panorama, sons e sabores da América Latina e da Espanha definitivamente ganharam o álbum. A banda visitou Argentina, Chile, Brasil e México no início do ano. Posteriormente, Chris voltou com a idéia de gravar na Espanha. A música e as letras começaram a refletir uma forte temática hispânica. Nem maracas, nem castanholas, mas sim a vitalidade e o colorido da atmosfera de Buenos Aires e de Barcelona. O efeito é sutil, mas importante.

Prospekt

  • Quarta-feira, 5 de setembro de 2007

             De volta ao mesmo local após um mês de férias. Senti falta da agitação. Alguns meses ainda nos separam da conclusão. Porém, as discussões em torno das músicas que vão para o CD começaram. O plano sempre foi fazer uma gravação curta. Nada além de 42 minutos, 9 canções (mais ou menos), selecionadas a partir das seguintes:

Lost

Cemeteries of London

Violet Hill

Poppy Fields

42

Yes!

Leftrightleftrightleft

-Rainy Day

            Usando uma analogia famigerada, é como escalar um time de futebol. Não é simplesmente talento individual, mas coesão como grupo e sucesso conjunto. Um quadro mais amplo. Um álbum que você pode escutar do começo ao fim. O risco é que grandes canções possam ficar de fora do álbum por não se “encaixarem” nele.

            Tenho de confessar que, como um não-músico confesso, essa forma de lidar com a tracklist me preocupa um pouco. Creio que o álbum deveria ser composto das nove melhores canções. Se isso significar oito faixas de metal agressivo e uma balada, que assim seja. No entanto, essa não é visão da banda e eu tenho de respeitar sua integridade.

            Esperem um CD curto, conciso, sem excessos e com, ao menos, duas músicas top-division a serem lançadas independentemente.

Prospekt

  • 21 de setembro, sexta-feira

Londres

             Essa é o álbum que eu sempre sonhei que eles fariam. É a melodia de uma banda fazendo sua própria força vir à tona; a música de quatro homens com total confiança em si mesmos e em cada um de seus companheiros.

            É o som de um compositor no auge de suas habilidades. Lírica e melodicamente, Chris parece ter vencido as limitações do passado. Há uma nova confiança para romper as fronteiras do conhecido e do cômodo; uma urgência em explorar e descobrir. Sua energia é contagiante – às vezes, intimidante. Uma explosão avassaladora de amor, paixão e fúria; um verdadeiro apetite pela vida, devorando avidamente cada segundo dos dias, em sua maior expressão. Ele sabe que o tempo urge.

            Jonny, da mesma forma, explorou um universo desconhecido de sons, criando um mundo novo para cada música. Sua guitarra se faz presente no álbum inteiro. Will manipulou, combinou e uniu batidas para produzir ritmos que não apenas acompanham as músicas, mas essencialmente as conduzem. Guy – autoridade musical da banda, constantemente a orientando- guiou e influenciou todo o processo. Sempre exigente, não titubeou quando controlar a situação se fez necessário.

            Os quatro juntos têm uma unidade fantástica e esse novo trabalho fará com que eles sejam guardados na memória de todos.

Prospekt

  • Sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Londres

             O prazo final que nós mesmos estabelecemos está ameaçadoramente próximo e novas canções surgiram. Famous Old Painters e Glass of Water. É como se a pressão fosse um catalisador. A pressão para finalizar o álbum fez surgir um novo influxo criativo. No entanto, o limite continua existindo…

            Com duas novas músicas para serem exploradas e gravadas, há bastante trabalho extra. Porém, isso ainda pode ser feito. O quanto eles estão envolvidos no projeto, no estúdio, é algo palpável. Boa parte dos créditos vai para o produtor Markus Dravs por encorajar que se trabalhasse à exaustão, mas jamais além disso.

            Esse álbum soa como uma gravação muito densa. Há diversas melodias e cores juntas num intervalo relativamente curto (42 minutos). Como seria de se esperar com a presença de Brian Eno, há experimentalismo e exploração. Ainda assim, a música tem integridade. É real e honesta. Não há simulacros ou pretensão.

            As próximas semanas serão intensas. Não há dúvidas quanto a isso. Eu já desenvolvi Alopecia na minha mão. Guy está com insônia e Chris fica de cima para baixo com um ioiô. Entretanto, quando a hora chegar e o trabalho estiver pronto, esse será o álbum que sempre sonhei que faríamos.

Prospekt

  • Quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Mixagem, Nova Iorque

             Os altos e baixos vêm à tona com toda a intensidade a essa altura do campeonato. Num segundo, estamos todos empolgados com a edição de Prospekt’s March; no outro, somos devastados pelas dúvidas acerca da bateria em Lost! Num instante, estamos absurdamente felizes por uma nova idéia sobre o projeto gráfico; no outro, ficamos melancólicos devido ao progresso lento do planejamento da performance dos shows. Hoje tivemos uma reunião sobre o coldplay.com e sobre como fazer dele o melhor site que existe.

            Dessa forma, como vocês podem notar, há bastante coisa acontecendo… Estamos tentando reunir todas as nossas idéias e deixar essas músicas (e toda a comoção que vier junto) prontas para apresentá-las ao grande e vasto mundo. O engraçado (e isso sempre acontece) é que os momentos de inspiração continuam chegando a toda hora. O clima não é de consolidação nem de sossego. Conseguimos uma banda de instrumentos de sopro (tubas, trompetes, trompa francesa etc), vinda do Brooklyn para recriar o terceiro verso de Famous Old Painters. Os créditos e agradecimentos vão para o produtor Markus por ter encontrado um grupo de músicos que tocam um estilo ímpar de música […]

            E Chris escreve sem parar… Ele me mostrou cinco composições novas nos dois últimos dias. E realmente não sei quando ele dorme.

Prospekt

  • Quarta-feira, 30 de janeiro

Devon, Reino Unido.

            De volta ao lar por alguns dias. Um pouco de descanso antes do impulso final.

            Mais quatro ou cinco semanas e o trabalho deve estar concluído: mais algumas mixagens para a total regravação de uma das canções. Em tempos passados, eu teria separado um mês para regravar uma faixa. Contudo, na semana anterior ao Natal, gravamos duas músicas em quatro dias: Lovers in Japan e Strawberry Swing. No quinto dia (sexta-feira), Chris adicionou novos versos (e alterou a melodia) de duas outras faixas. Foi, sem dúvida alguma, a semana mais empolgante e produtiva que já tivemos no estúdio. Meu Natal foi de fato excitante.

            Desde então, a edição tem sido lenta e o trabalho, minucioso, mas é assim que esse processo deve ser. Enfim… Dê-nos mais ou menos um mês e talvez teremos um álbum digno de sua espera.

Prospekt

ps: O nome do álbum não é Prospekt!  

 

 

Boas novas

1 Fevereiro, 2008 6 comentários

O site oficial do Coldplay tem recebido diversas atualizações desde a sua reformulação, deixando os fãs da banda familiarizados com os seus passos iniciais e relembrando outros fatos marcantes dessa trajetória. Além disso, uma fonte próxima ao grupo e também envolvida na gravação do quarto álbum tem deixado registros com alguns detalhes do que acontece dentro do estúdio (e fora dele, também). Depois de um bom tempo, Prospekt mais uma vez alimentou a ansiedade pelo novo trabalho do Coldplay, o qual, ao que parece, está próximo da conclusão 😉

Quarta-feira

30 de janeiro

Devon, Reino Unido.

De volta ao lar por alguns dias. Um pouco de descanso antes do impulso final.

Mais quatro ou cinco semanas e o trabalho deve estar concluído: mais algumas mixagens para a regravação total de uma das canções. Em tempos passados, eu teria separado um mês para regravar uma faixa. Contudo, na semana anterior ao Natal, gravamos duas músicas em quatro dias: Lovers in Japan e Strawberry Swing. No quinto dia (sexta-feira), Chris adicionou novos versos (e alterou a melodia) de duas outras faixas. Foi, sem dúvida alguma, a semana mais empolgante e produtiva que já tivemos no estúdio. Meu Natal foi de fato excitante.

Desde então, a edição tem sido lenta e o trabalho, minucioso, mas é assim que esse processo deve ser. Enfim… Dê-nos mais ou menos um mês e talvez teremos um álbum digno de sua espera.

Prospekt 

ps: O nome do álbum não é Prospekt!*

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Imagens extraídas do Coldplaying.com

*A afirmação de que o quarto CD do Coldplay não seria intitulado Prospekt já havia sido feito por Debs Wild. Ela disse que o nome é apenas um pseudônimo e que a relevância que tinha para o álbum não é mais a mesma.