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Archive for the ‘Turnê’ Category

Glass of Water [vídeo/download]

6 Outubro, 2008 2 comentários

Em nota do Coldplay.com:

Adicionado vídeo de Glass Of Water

Boa noite. Acabamos de fazer o upload de um vídeo do Coldplay tocando uma nova música, Glass of Water, no show de ontem à noite, na Antuérpia. Clique aqui assisti-lo.

Anchorman

Em entrada do Coldplay Chile:

Clique aqui para baixar o vídeo. Em agradecimento, não deixem de visitar o blog de nossos amigos chilenos, com muitas traduções, informações em primeira mão e descargas!

Categorias:Coldplay.com, Live!, Turnê Etiquetas:

Glass of Water

4 Outubro, 2008 2 comentários

Em show na Antuérpia, Bélgica, ocorreu a estréia de Glass of Water, uma das faixas que integrará o repertório do EP Prospekt’s March.

Mais informações em breve.

Agradecimentos: Coldplay Chile

Categorias:Live!, Turnê Etiquetas:,

Come back and sing to us

4 Outubro, 2008 Deixe um comentário

Matéria de 5 de agosto do Excélsior online:

Passada a euforia em torno do mais recente lançamento do Coldplay, Viva La Vida Or Death And All His Friends, a banda pode agora refletir acerca da importância de seu novo disco, a expectativa gerada entre seus fãs e a responsabilidade assumida quando decidiram continuar reinventando-se.

Imerso em uma extensa turnê pelos Estados Unidos, Chris Martin, vocalista da banda britânica, explicou-nos que eles mesmos haviam decidido por mudar seus direcionamentos. Para tal, contaram com um dos mais reconhecidos produtores da indústria fonográfica, Brian Eno, responsável, entre outros, pela marca distintiva do U2.

“Brian já era um herói pra gente mesmo antes de trabalharmos juntos, por conta de seu trabalho desde que estava no Roxy Music e o que havia feito com bandas como Talking Heads, U2 e com David Bowie. Costumávamos tocar algumas de suas músicas antes de subirmos no palco; assim, quando tivemos a oportunidade de trabalhar com ele, ficamos realmente entusiasmados”, afirmou Martin, em entrevista exclusiva ao Excélsior, sobre o papel do produtor, o qual permitiu que explorassem novos matizes em sua música.

“Ele se tornou um mestre pra gente, nos fez enxergar coisas na música que nunca havíamos percebido. Tudo começou quando escutamos discos de Donna Summers com ele; tudo isso deu vazão a mudanças em nossa percepção e atitude. Foi algo importante porque rompeu com nossos parâmetros sem nos impor mais nada, isto é, ele não chegou com um modelo de como queria que nós fôssemos, apenas deu idéias de como poderia se dar nosso processo criativo. Foi muito proveitoso pra mim”, explicou ele.

E foi essa vontade por reinventar-se que culminou em uma alteração drástica na abordagem da banda em seus três primeiros discos, Parachutes, A Rush Of Blood To The Head e X&Y e o som apreendido em Viva La Vida.

Além disso, essas mudanças foram algo que Chris Martin, o guitarrista Jonny Buckland, o baixista Guy Berryman e o baterista Will Champion sempre buscaram, [mas] sem deixar que a sua música ficasse à mercê da sorte ou de fatores externos à banda.

“Foi uma decisão que nós mesmos tomamos. Fizemos isso porque achamos que seria perigoso nos repetir e enfastiar a nós mesmos, além do fato de que as pessoas enjoariam se escutassem a mesma coisa. Em verdade, queríamos trabalhar com pessoas novas e, com sorte, pudemos trabalhar com Brian e encaminhar um processo diferente do que havíamos experimentado até então. A idéia era conseguirmos algo novo”.

Não obstante, a parceria com Brian deu reinício às comparações com o U2, nunca bem recebidas pelo Coldplay. “Não queremos ser o novo U2. Adoramos a banda, mas temos a nossa própria identidade. Acho que só queremos ser uma grande banda. O que quero dizer é que tentamos dar o nosso melhor na composição das músicas e que nos esforçamos pra fazer os melhores shows. Isso é ao que aspiramos”.

Superar-se requer um trabalho minucioso, mas, igualmente, previne que a banda ofusque-se com seus louros. A chave, diz Martin, é não tomá-los como garantia certa. “Nossas perspectivas não sofreram grandes alterações, o que acontece é que nos damos conta que ser uma banda de sucesso não significa grande coisa, a não ser que realmente se aprecie o que está fazendo. Queremos continuar na busca de novos parâmetros; temos de trabalhar com seriedade para que, assim, o êxito que tivermos seja mais significativo e nos tornemos músicos melhores, já que há pessoas que não entendem que ser famoso não é sinônimo de ser um bom músico”.

Se depender dele, o Coldplay seguirá buscando inspiração nos pequenos detalhes que os acompanham a cada dia. Quatro discos bem sucedidos não anuviaram a percepção da banda, que afirma ainda ser capaz de sonhar com novas alternativas. “A inspiração vem de coisas que não conhecíamos antes. Nas viagens à América Latina, ao México, tudo isso mudou a direção de nossa música. Ademais, a tecnologia permite que você tenha acesso a muitas propostas musicais de imediato, para o que levaríamos muito mais tempo no passado. Pode-se escutar qualquer coisa, está tudo à mão. O momento é muito propício ao cenário musical, o que nos instiga”.

Para uma banda que conquistou os mercados europeu e americano, que lota estádios e que vende discos aos milhões, pode ser difícil encontrar novos rumos. No entanto, Chris Martin prefere viver o momento e, no instante, enfoca a turnê com a qual estão se ocupando agora.

“Queremos que essa seja a melhor turnê que já fizemos em nossa carreira e [depois] seguiremos trabalhando em nossos próximos discos. Mas antes, estou seguro que iremos ao México no ano que vem, ainda que ainda não haja uma data definida. Cidade do México é o melhor lugar para um show”, declarou Martin.

Chris Martin ficou conhecido por sua colaboração com as causas sociais que o tornaram porta-voz de campanhas como a da Oxfam, com quem viajou para conhecer as conseqüências de um comércio injusto. “Vamos continuar trabalhando com a Oxfam. Nós apenas apoiamos; há pessoas que entendem muito mais do assunto do que a gente. Fazemos o que nos cabe, com anúncios e afins, para fazer com que a situação mude. Tomara que sim!”.

Agradecimentos: Pris, fórum Coldplaying.com | Foto: Flickr

And the night over France lay [vídeos]

1 Setembro, 2008 6 comentários

Após uma pequena pausa (preenchida com ótimas novidades, como o lançamento do EP “Prospekt’s March” e de um novo álbum em 2009), tem continuidade a turnê Viva La Vida. Além disso, nos palcos franceses ocorreu a estréia de Cemeteries of London, uma das faixas mais pedidada do novo disco. Confira as alterações no repertório:

Life In Technicolor
Violet Hill
Clocks
Cemeteries of London
Chinese Sleep Chant
God Put A Smile Upon Your Face
42
Don’t Panic
Yellow
The Hardest Part (piano)
In My Place
Speed Of Sound
Viva La Vida
Lost!
The Scientist (acústica)
Death Will Never Conquer
Politik
Lovers In Japan
Death And All His Friends
Música nova
The Escapist

Créditos, fotos e vídeo de The Scientist: Coldplay Chile

Vídeo da Música nova referida acima. Há possibilidades que seja Postcards from far away. (Agradecimentos: Coldplaying e CrestofWaves14)

Cemeteries of London (Agradecimentos: deborahbr, no Coldplaying e Coldplay Chile):

Categorias:Live!, Turnê Etiquetas:, ,

Live @ BBC Radio Theatre

30 Agosto, 2008 1 comentário

Depois de uma pausa na turnê, essa foi pra matar a saudade. Uma hora fantástica de Coldplay, com transmissão ao vivo pela BBC Radio 2.

Setlist

1. Life In Technicolor
2. Violet Hill
3. Clocks (com trechinho de ‘Love is noise’ do The Verve no final)
4. Viva La Vida
5. 42
6. The Hardest Part (versão lindíssima com Chris ao piano)
7. Chinese Sleep Chant
8. God Put A Smile Upon Your Face (versão techno)
9. Yellow
10. Lost!
11. Trouble
12. The Scientist
13. Lovers In Japan
14. Death And All His Friends

Pra quem perdeu é possível escutar novamente o show aqui (Valeu Deborah!). Quem quiser baixá-lo, é só clicar aqui.

A partir de segunda a BBC disponibilizará fotos e vídeos do show. Estamos aguardando!!

Um baterista, dois pianos e três canções

4 Agosto, 2008 Deixe um comentário

O site oficial volta a receber um relato dos shows, dessa vez, acompanhado com bolo e velinhas:

Blog#18 [3 de agosto de 2008]

Então concluímos com os shows em Canadá, eh? Dessa vez, uma boa proporção da equipe era de canadenses, então a afirmação de Chris sobre “produção caseira” tem um sentido especial. Tão logo Life In Technicolor começa a ser tocada em Montreal, sou subitamente lembrado desse lugar. Ninguém sabe se são as pessoas ou a acústica, mas os brados da platéia estão realmente ensurdecedores, o que naturalmente eleva o nível do show a patamares mais elevados.

Ocorreu um problema com o piano mais cedo e ninguém soube dizer se estava de fato quebrado. Carregamos um piano extra por cinco anos e nunca tivemos de trocá-los no meio do show. Sempre me perguntei se isso fosse mesmo executável -bom, pelo menos, não é nada perto de remendar uma guitarra cuja corda arrebentou…

Minha pergunta é respondida quando me aproximo da cortina atrás do palco. Há uma grande multidão de artesãos e carpinteiros e uma variedade de roadies reunidos em torno do piano reserva. Todos já estão a postos para o trabalho aterrador. Assim que as luzes se apagam no palco lateral, tem lugar uma movimentação frenética enquanto a troca acontece. É um glorioso trabalho em equipe e uma verdadeira manobra, digna dos clássicos. Na volta, não posso deixar de perguntar a Chris o que havia acontecido. O pedal estava emperrado? Um dos martelos havia quebrado? “Não”, ele explica, timidamente. “Achei que íamos tocar uma música diferente e entrei em pânico”. Clássico! Enfim, pelo menos fizemos um bom treino e agora sabemos que somos capazes!

Shows em Toronto sempre serão especiais para o Coldplay. Eles escolherem fazer uma gravação aqui da última vez por alguma razão e dela somos lembrados mais uma vez. Também vão ocorrer duas apresentações em seqüência, o que significa, para a equipe, que poderemos ir embora sem mover uma palha. Para os não-iniciados no jargão dos roadies, isso quer dizer que não será necessário fazer nenhuma arrumação ou carregamento. Como se isso não bastasse, vamos fazer uma festa e o tour manager Franksy vai bancá-la.

É a primeira vez que a banda e a equipe estão no mesmo lugar, então está ocorrendo uma troca de tapinhas, abraços e nem uma gota de bebida. Como seria de se esperar, a maioria das pessoas prefere a atmosfera silenciosa e reclusa das partes menos disputadas dos clubes e, logo, estamos todos no porão. O DJ coloca uma versão remixada de Viva, para delírio coletivo. Ao final, ela é substituída por Homecoming, de Kanye West. Viro e vejo Chris com as mãos na cabeça, envergonhado, e Will balançando a cabeça. Logo, o serviço normal é retomado, com os alto-falantes bombando com a voz de Franksy. Ele dá o anúncio de que é hora para celebrar o aniversário do Sr. Champion. Um bolo é trazido, a música é cantada, taças são erguidas. Franksy agradece em nome de Will e explica que não haverá discursos. Creio que ele também tenha bebido uma ou duas por ele. Sempre quilômetros à frente…

A platéia do segundo show no Air Canada Centre é ainda mais estrondosa do que a primeira ou mesmo mais do que a de Montreal -um pensamento anteriormente considerado impossível. O coro é tão afinado que é até convidado para dar a Will a sua segunda música do dia. Que forma melhor de completar 30 anos, senão diante de uma multidão de canadenses barulhentos?

O final de Speed Of Sound é extendido e, na escuridão, o piano de Chris segue em frente. Lentamente, fica aparente que outra canção está ganhando forma. A multidão vai a loucura quando ele começa a cantar e as pessoas se dão conta de que é uma versão improvisada de The Hardest Part. Will começa a acompanhar harmonicamente e eles começam a criar com sutileza uma maravilhosa versão da música completamente do nada. Adoro quando a banda foge da set-list e estou contente que isso esteja acontecendo com tanta freqüência nessa turnê. Lembrei da turnê Rush Of Blood, quando ouvi Moses pela primeira vez, muito depois de as luzes terem sido apagadas, quando as pessoas já estavam indo embora e os instrumentos já estavam sendo guardados. É ótimo vê-los confortáveis o suficiente para brincarem assim tão cedo. Ocorre um pequeno deslize técnico, todavia, que quebra o feitiço e a bolha estoura, o momento perdido para sempre.

Pelo menos até o bis… Politik acaba e o mesmo “piano na escuridão” emerge. Os rapazes repetem The Hardest Part, conferindo a ela um final majestoso, resultando em aplausos monumentais. Boa recuperação!

Com o final do show, os carros param perto do avião, o qual foi convertido em um salão de festas completo. Janice, nossa própria controladora de vôo (com a ajuda do instrutor Dan), o decorou com balões, fitas, faixas e globos de discoteca. Quando cantamos o terceiro Parabéns do dia, os ponteiros já passaram da meia-noite faz tempo, informação que não dever ser muito precisa. De uma forma ou de outra, foi uma data bem comemorada. Felicidades, Sr. C!

Grandes agradecimentos pelo vídeo: Coldplay Chile (acessem também para baixá-lo).

Entrevista: Jonny Buckland

3 Agosto, 2008 Deixe um comentário

Entrevista com Jonny Buckland no site oficial, antes do segundo show em Toronto:

Jonny: Estou gostando mais dessa turnê do que de qualquer outra

Olá, Jonny, como vai?
Bem, obrigado.

Como vai a turnê?
Muito bem, na verdade. Desde seu começo, na Madison Square Garden (acho que está mais para um pseudo-começo), tem ido muito bem. Os shows têm ficado cada vez melhores, creio eu. Assim espero, pelo menos.

Isso é freqüente?
Sim, mas não começamos em um lugar tão ruim quanto no passado. Geralmente leva uns 25 shows para começar a ficar mais ou menos bom. Porém, acho que, dessa vez, começamos de uma forma um pouquinho melhor.

Parece que o show sofreu uma mudança expressiva desde o ensaio ao vivo para amigos e familiares na Wembley Arena.
Esse show foi bem ruizinho, então espero que sim! Fizemos uma série de mudanças desde então.

Essas idéias partem de quem? A banda se reúne após as apresentações?
Sim, nos reunimos com Dave e Phil após os primeiros shows e questionamos o que deu certo e o que não funcionou. Também conversamos com as pessoas que estiveram presentes. Uma coisa é nós dizermos o que achamos e outra é uma pessoa que estava assistindo falar de suas impressões.

Está feliz por voltar à estrada?
Sim, estou gostando mais dessa turnê do que de qualquer outra. As outras turnês foram ótimas, mas esta está ainda melhor. Não sei por quê. Creio que só agora aprendemos a fazer isso. Não é tão estressante assim.

E a família tem acompanhado vocês?
Tem, o que faz uma grande diferença.

Vocês dormem no ônibus da turnê?
Não, nunca. Estávamos falando disso faz pouco tempo, mas o fato é que não dá para para fazer isso; você acaba dormindo só umas três horas (não que eu esteja dormindo muito mais do que isso atualmente).

Qual foi o melhor show até agora?
Parece que cada noite é um pouco melhor que a outra. Dessa forma, os últimos dois foram os melhores.

Montreal e Toronto?
É, não consigo me decidir entre os dois. 

O que faz de um show um bom show?
90% é a platéia estar bem, 10% é o quanto você acha que foi bem. Se você acha que não tocou bem e o público não estava muito envolvido, você se sente mal. Por outro lado, mesmo sentindo que você não foi muito bem, se a platéia está realmente animada, então você conclui que talvez eles não tenham percebido! Ha ha!

Como se define não tocar bem?
Acho que estar fora de sincronia.

Mas você não erra com freqüência, erra?
Às vezes. Matt, meu técnico de guitarra estava me contando que Jimi Hendrix disse que, se você errar uma nota, a melhor maneira de contornar isso é tocá-la novamente, então realmenre parece que é intencional. Então eu faço isso! Consigo lidar com isso mais facilmente do que Guy. Quando ele erra uma nota, dá para perceber.

Você dá uma conferida na platéia durante os shows?
Sim, você dá uma olhada para ver se as pessoas estão gostando. Geralmente você consegue detectar o cara com o Blackberry ou de braços cruzados! Mas o público tem sido incrível. Mais do que nunca. Quando tocamos Viva La Vida em Las vegas, a multidão simplesmente continuou a cantar quando a música já tinha acabado. Foi insano.

Vocês vão continuar fazendo pequenos ajustes?
Quando você encontra uma boa estrutura, você tenta mantê-la por um tempo, até que fique cansado dela. Você vai fazendo pequenas modificações enquanto isso, porém mantendo a estrutura principal. Nós meio que a construímos com base em diversas músicas, mas sempre alterando uma coisinha ou outra. Às vezes, no entanto, mesmo mudanças minoritárias podem ser um desastre.

Se alguém da banda dissesse “Vamos tocar Shiver hoje à noite”, vocês conseguiriam fazer isso? Vocês teriam de ensaiar antes?
Bom, não somos os melhores  ensaiando músicas, para ser honesto. Preferimos evitar a preocupação! Especialmente em relação às músicas antigas; você se cansa de tocá-las. Mas é legal tentar isso diante de 15000. Tocamos Don’t Panic uma noite dessas. É a letra mais simples do mundo, mas eu consegui errar mesmo assim! Foi engraçado.

Você gosta do fato de cantar mais durate os shows? Porque há, obviamente, mais backing vocal nesse álbum.
Gosto. No entanto, ainda não consigo acompanhar a última parte de Death And All His Friends. Os outros três conseguem, mas eu simplesmente tocar e cantar ao mesmo tempo. É demais para o meu cérebro. A guitarra está em um compasso estranho e o vocal está em outro diferente. Guy, Will e Chris conseguem lidar bem com isso, mas eu mal posso ouvir e acompanhar com a guitarra, que dirá cantar! Tenho de me livrar desse bloqueio!

Quantas guitarras você usa em um show?
Eu não sei, na verdade. Umas cinco ou seis, provavelmente.

Por que você precisa de guitarras diferentes?
Em parte, porque elas desafinam. Assim, ao invés de fazer a afinação entre as músicas, é mais fácil trocar. Mas elas têm sons distintos e são tocadas diferentemente. Algumas músicas foram compostas com uma guitarra específica e elas não soam bem se tocadas com outra.

Então realmente há uma grande diferença entre as guitarras?
Há. Mesmo duas guitarras do mesmo tipo podem ter um som diferente. Creio que elas sejam como seus filhos; para todo mundo, elas parecem iguais, mas você sabe a diferença! Ha ha!

Há uma preferida?
Tem uma Fender Thinline que eu comprei em 2001. Adquiri várias desde então, porém, já que essa foi a primeira, é minha favorita, ainda que raramente a toque hoje. Mas adoro todas elas.

Vocês conseguem sair para conhecer a cidade em que tocam?
Depende mesmo do lugar. Estamos hospedados em Toronto, então conhecemos um bocado da cidade. Na verdade, estive com alguns parentes da minha namorada, fora de Toronto, o que foi muito legal. É muito bom não ficar em hotéis.

É o que mais difícil quando se está na estrada?
Bom, nada é muito difícil, para falar a verdade, mas o pior deve ficar acostumado a não dormir muito bem.

Vocês conseguem aproveitar o show todas as noites?
Com certeza. Só não conseguimos quando achamos que algo deu errado. 

Então não parece que é algum tipo de rotina?
Ainda não, definitivamente. Acho que, quando atingirmos essa fase, vamos fazer algumas mudanças. Estou certo de que isso vai acontecer eventualmente, mas, agora, é realmente divertido.

Esses encores improvisados que vocês têm feito parecem divertidos.
Sim, mas eu perdi o primeiro porque fui embora com o Guy! Não tínhamos percebido que iria acontecer. 

Você ficou chateado?
Mais perplexo! Estávamos no meio do caminho… hum… Los Angeles? Acho que sim, mas não tenho certeza. 

As coisas começam a ficar confusas quando se está em turnê?
Começam. Não faço idéia de que dia é hoje. Não mesmo. Não há como organizar a semana dessa forma. Ou você vai fazer um show ou tem um dia de folga. É tudo que você tem de saber!

Mas parece que há uma boa atmosfera entre o Coldplay, não?
Sim, estamos tão felizes quanto costumávamos ser. É uma grande alívio que o álbum foi lançado. Desenvolver a turnê exigiu trabalho duro e foi estressante, especialmente porque tivemos de reagendar alguns shows. Então, sentir que finalmente estamos encaminhados e que o álbum foi lançado e que podemos tocar essas músicas é simplesmente a melhor hora para se estar numa banda.