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Cold(?)play

22 Novembro, 2008 Deixe um comentário

Guy Berryman

Entrevista com Guy (3 de novembro):

Fazer parte do Coldplay, fazer parte de uma das maiores bandas do mundo, pode tornar-se acomodadiço. Acomodadiço demais, até.

Para o baixista Guy Berryman, no entanto, a excitação continua intacta. Mesmo após todos os massivos shows de larga escala, os grandes festivais, pisar no palco ainda dá um friozinho na barriga. Ou faz o sangue subir à cabeça, se você preferir.

“Não fico mais nervoso, mas ainda sinto aquela empolgação”, afirma ele. “Adoro aqueles segundos antes de entrarmos no palco, a ansiedade das luzes se apagando. Eu nunca me canso disso”.

O Coldplay está no meio de uma turnê mundial, divulgando “Viva La Vida Or Death And All His Friends”, o quarto álbum da banda britânica que fez fama por seu rock melancólico, embalado pelo piano. Em um ano de crise para a indústria fonográfica, o disco é um dos grandes destaques de todos os tempos, tendo conquistado o maior lançamento da história de Berryman, Chris Martin, Jonny Buckland e Will Champion: só nos Estados Unidos, o álbum vendeu 720.000 cópias na primeira semana, de acordo com Nielsen SoundScan – mais de 300.000 no primeiro dia.

Enquanto essas cifras continuando a crescer, a banda tem feito shows quase ininterruptamente desde junho, incluindo uma passagem pelos Estados Unidos.

“Temos quatro álbuns agora, então temos de encontrar um equilíbrio entre o novo disco e as músicas antigas que as pessoas querem ouvir”, Berryman afirma. “Tentamos tornar [o show] o mais dinâmico o possível, do começo ao fim. Levou um bom tempo para que atingíssemos uma forma ideal, boa parte da primeira turnê estadunidense. Os shows se organizam basicamente em torno das mesmas invariantes agora, porque estão funcionando”.

Uma equipe de peso trabalhou em um novo visual para o palco da perfórmance do Coldplay e mesmo trouxe o que Berryman descreve como “algumas coisinhas que o público nunca viu em outras apresentações antes”.

Para a banda, que completa dez anos de trabalho, a vida na estrada, hoje, não é nada de mais. Berryman disse que aprendeu a lidar com os rigores da turnê, abstendo-se das prodigalidades, em favor de hábitos saudáveis e exercícios diários. Correr de hotel para hotel, passar longos períodos em espaços… Ficar doente, assim, é muito fácil e “não é legal ficar de molho durante uma turnê, não dá”.

“Destruimos a nós mesmos algumas vezes porque não nos cuidávamos, indo a festas todas as noites, ficando acordado até tarde”, ele relata, relembrando-se de épocas remotas da banda. “De fato, estamos apenas – eu, em particular – tentando nos manter saudáveis. É essa coisa da idade: corpo são, mente sã. Teria rido de mim mesmo anos atrás, se me visse falando disso, mas é verdade”.

O Coldplay vai encerrar as atividades do ano com uma série de shows no Reino Unido, em dezembro. Após um mês de descanso, a banda irá reunir-se novamente para começar a selecionar material para um quinto álbum. “O plano, idealmente, é ter algo pronto até o fim de 2009”.

Essa seria uma notável reviravolta para uma banda conhecida pelos consideráveis intervalos entre-álbuns, que representam hiatos de três anos entre cada um dos álbuns anteriores da banda. E os fãs, no ínterim, têm um bom presente: [recentemente, foi lançado] “Prospekt’s March”, um EP de oitos faixas, entre as quais, músicas que não foram incluídas em “Viva”, além de uma nova versão de “Lost!”, remixada por Jay-Z.

O Coldplay foi enfático ao deixar claro que não se trata de faixas descartadas. Com efeito, segundo Berryman, muito desse material se enquadraria perfeitamente em “Viva”.

“Não queríamos que esse álbum fosse longo demais. Achamos isso do terceiro disco e não queríamos cometer o mesmo erro. Por outro lado, essas músicas eram boas demais para serem apenas b-sides. É uma espécie de complemento [amendment] ao ‘Viva La Vida’. Queríamos que as pessoas escutassem esse disco em separado e não martelá-lo na cabeça de ninguém”.

Fonte: BostonHerald.com | Foto: Famous old Painter

Questions of science, science and progress [vídeos]

20 Outubro, 2008 Deixe um comentário

O FaceCulture.nl conversou com o baterista Will Champion e o baixista Guy Berryman, durante a sua passagem por Roterdã, Holanda, ao final de sua turnê européia.

Vídeo I – Trilogia, falsete, revolução no próprio som, Brian Eno, Viva La Vida

ENTREVISTADOR: Os álbuns anteriores foram referidos como uma trilogia. Vocês poderiam explicar qual foi o papel de cada nesse conjunto? O Parachutes, por exemplo.
WILL: Acho que é difícil… Nós não poderíamos  conceber… Nós não começamos a compor esses álbuns já tendo em mente que eles formariam uma trilogia; só é possível designá-la assim quando se volta o olhar para o passado, de modo retrospectivo. Dessa forma… Eu não sei, creio que sejam apenas três partes; não houve maiores planejamento nesse sentido. Elas são simplesmente do jeito como as compusemos em um determinado momento. Acredito que essa história de trilogia está mais relacionada a um ímpeto de estabelecer um início e um fim a esses três álbuns do que uma maneira de pintá-los com as cores um plano grandioso; é mais uma mensagem para mostrar onde é o fim de uma coisa e o começo de outra.
GUY: Com sorte, conseguimos passar a idéia de que estamos começando algo novo e que tivemos de deixar para trás os conceitos e técnicas que usamos no três primeiros álbuns para, de certo modo, começar essa revolução, começar algo novo.

ENTREVISTADOR: Vocês têm algum exemplo de macete usado nessa trilogia de que vocês decidiram não mais lançar mão?
WILL: Acho que o mais importante foi o Chris não mais usar muito falsete no novo disco, o que eu vejo como uma decisão consciente de… Porque eu acho que isso era uma espécie de marca registrada da nossa banda. Ele tentou deliberadamente expandir o modo como explorava sua voz.
ENTREVISTADOR: Mas vocês conversaram sobre isso?
WILL: Aham, com certeza. E ele estava muito certo de que não queria usar muito esse recurso. Definitivamente.
ENTREVISTADOR: Há alguma outra coisa que vocês discutiram antes de…
GUY: Nós só tentamos romper com as convenções. Em algumas músicas, tentamos não seguir a estrutura tradicional verso-refrão; em outras, mesclamos estilos diferentes. Foi pura e simplesmente tentar não fazer nada convencional. Acho que nos primeiros três álbuns, trilhamos caminhos já percorridos muitas inúmeras vezes, neles, então recorremos à ajuda de Brian para buscar um novo território.

ENTREVISTADOR: Dizem que algumas faixas desse álbum resultaram da combinação de duas ou três outras canções ou sessões diferentes, correto? Tem algum exemplo disso?
GUY: Sim. Duas que me vêm à mente são 42, uma música composta por três partes bastante distintas que foram colocadas juntas, além de Death And All His Friends. São dois exemplos bons disso.
WILL: 42 foi concebida como uma música composta por três partes, mas Death And All His Friends era uma música que, originalmente, tinha duas partes apenas. Porém, logo no começo, tínhamos uma música que era intitulada School e decidimos adicioná-la [a essas duas partes]. Às vezes acontece de você realmente planejar que uma música terá essas três partes; em outras, só te ocorre de fazer a fusão depois.

Vídeo II – Violet Hill, velhas idéias convertidas em músicas, gravações com celulares

ENTREVISTADOR: Vocês têm algumas parcelas que vocês compuseram e pensaram “Bom, podemos usar isso mais tarde”?
WILL: Há muitas idéias pairando sobre nós, com certeza.
ENTREVISTADOR: Todas as músicas desse novo álbum foram escritas durante esses dois anos de trabalho ou há alguma gravada…
GUY: Bom, na verdade, Violet Hill faz parte da primeira música composta pelo Coldplay. Foi a primeiríssima música que Chris e Jonny tocaram para mim.
ENTREVISTADOR: E o que você achou dela?
GUY: Eu adorei. E é interessante porque algumas partes de Violet Hill têm onze ou doze anos.
ENTREVISTADOR: E por que ela nunca foi usada em nenhum dos três primeiros álbuns?
WILL: Acho que não era a hora certa ainda; ela não se enquadrava neles, por isso teve de ficar esperando um pouquinho.
ENTREVISTADOR: E vocês poderiam dizer por que ela se encaixa melhor nesse álbum?
GUY: É só que… Depende de… Foi só uma idéia que evoluiu até chegar em Violet Hill… Às vezes, é possível debruçar-se sobre um trabalho e conseguir vislumbrar seu final, mas, em outras, ela parece não funcionar, como um quebra-cabeça. Isso aconteceu com muitas músicas: tentamos trabalhar em algumas, mas não alcançamos resultados, até que, um dia, você tenta alguma coisa e dá certo. Nunca se sabe quando isso vai acontecer.

ENTREVISTADOR: E como vocês procedem? Vocês têm essas idéias durante ensaios e apresentações ou vocês vão para casa e conversam sobre músicas e sobre combinações […]?
WILL: Na verdade, isso está nas nossas mentes. Pode ocorrer de alguns trechos terem sido gravados com um celular ou, então, alguém tem alguma idéia repentinamente. Chris tem o hábito de fazer gravações com o celular dele. Nós temos alguns aparelhinhos para fazer isso. Porém, geralmente, recorremos mesmo à nossa memória.

ENTREVISTADOR: Se vocês procedessem a uma análise de seu trabalho, vocês diriam que ele foi mudando de álbum para álbum?
WILL: Eu diria que nosso trabalho certamente foi se fortalecendo, já que passamos grandes intervalos tocando. Diria também que houve uma melhora no que diz respeito ao ritmo. Um dos aspectos mais marcantes dos nossos álbuns é a melodia. Anteriormente, apenas acompanhávamos as melodias, mas hoje, elas estão muito mais enriquecidas, deixaram de ser mero plano de fundo. Falando de ritmo, eu afirmaria que há muito mais coisa em jogo hoje.

Vídeo  III – 1º álbum, evolução na composição de músicas, energia da perfórmance ao vivo, setlist, músicas ao vivo preferidas

ENTREVISTADOR: Seria correto afirmar que os primeiros álbuns eram baseados nas letras […] e que o último tem maior enfoque no ritmo e na melodia?
GUY: Acho que no primeiro álbum […] sobrou espaço para qualquer aspecto rítmico tomar lugar. Logo cedo, porém, percebemos o quão a turnê é importante para uma banda e, após o primeiro álbum, começamos a compor músicas tendo em mente a energia do palco. Esse é um padrão que foi seguido em todo álbum. Nos tornamos músicos melhores e
ENTREVISTADOR: Todas as músicas desse novo álbum foram escritas durante esses dois anos de trabalho ou há alguma gravada…
GUY: Bom, na verdade, Violet Hill faz parte da primeira música composta pelo Coldplay. Foi a primeiríssima música que Chris e Jonny tocaram para mim.
ENTREVISTADOR: E o que você achou dela?
GUY: Eu adorei. E é interessante porque algumas partes de Violet Hill têm onze ou doze anos.
ENTREVISTADOR: E por que ela nunca foi usada em nenhum dos três primeiros álbuns?
WILL: Acho que não era a hora certa ainda; ela não se enquadrava neles, por isso teve de ficar esperando um pouquinho.
ENTREVISTADOR: E vocês poderiam dizer por que ela se encaixa melhor nesse álbum?
GUY: É só que… Depende de… Foi só uma idéia que evoluiu até chegar em Violet Hill… Às vezes, é possível debruçar-se sobre um trabalho e conseguir vislumbrar seu final, mas, em outras, ela parece não funcionar, como um quebra-cabeça. Isso aconteceu com muitas músicas: tentamos trabalhar em algumas, mas não alcançamos resultados, até que, um dia, você tenta alguma coisa e dá certo. Nunca se sabe quando isso vai acontecer.

Vídeo IV – Lost!, Sing (música do Blur), letras ruins, Life in Technicolor

ENTREVISTADOR: Temos aqui o novo single, Lost!. Ele foi inspirado por uma música do Blur, correto?
GUY: Estávamos escutando uma música chamada Sing no camarim.
ENTREVISTADOR: Onde vocês estavam?
GUY: Onde estávamos? Nos Estados Unidos, né? Todos nós a conhecíamos, mas, naquele momento, percebemos que era realmente uma ótima música. Depois, tivemos de fazer a passagem de som e meio que começamos a copiá-la, mas o resultado foi diferente, com acordes diferentes e coisas do tipo. Então, a música se tornou Lost!. Essa é basicamente a história por trás dela.
ENTREVISTADOR: E agora vocês sabem como tocar essa música, Lost!?
WILL: Acho que sim…
ENTREVISTADOR: Desculpem, queria dizer Sing.
WILL: Agora sim, pegamos o jeito.
GUY: Esse é um jeito peculiar de compor: começamos com alguma coisa em mente, mas o resultado acaba sendo outro.
ENTREVISTADOR: O que vocês acham da primeira fase do Blur? Gostam dela?
GUY: Acho o Blur uma banda muito boa, que nunca ficou muito tempo fazendo exatamente a mesma coisa.

ENTREVISTADOR: O que querem dizer os versos de Lost!?
WILL: É difícil dizer porque quem compõe as letras é o Chris; é complicado para nós sabermos precisamente a sua origem, ter uma idéia sobre o que elas falam.
ENTREVISTADOR: Qual é a sua idéia?
WILL: Uhm… Bem… É meio que… É como…
ENTREVISTADOR: Estar perdido?
WILL: É sobre uma pessoa que não fica apática enquanto passam por cima dela; alguém que sabe que está por baixo mas que se recusa a entregar os pontos. Isso é o que eu sugeriria como tema.
ENTREVISTADOR: E você?
GUY: Concordo [com o Will].

ENTREVISTADOR: Vocês conversam sobre as letras?
GUY: Se elas forem ruins…
WILL: Só para que elas façam sentido. Sério, se não compreendemos alguma, perguntamos “Sobre o que é essa música?”. Se ela de fato fizer sentido, assim, diretamente, então fica por assim mesmo.
ENTREVISTADOR: Isso acontece com freqüência?
WILL: Sim.
ENTREVISTADOR: E nesse álbum, vocês conversaram sobre alguma música, causando sua alteração? [?]
WILL: Uhm… Deixa eu ver… Não consigo me lembrar. As músicas que mais discutimos estão no disco, na verdade, mas há uma música que pode ser lançada mais ou menos no final do ano e que passou por mais ou menos quatro versões, teve melodias e letras totalmente distintas. Algumas músicas sofreram alterações dramáticas em função de nossas conversas sobre seus versos.
ENTREVISTADOR: Há alguma música que vocês gravaram, mas que foi modificada após essas conversas?… Vocês querem falar sobre isso?
GUY: Sinceramente, eu não me lembro…
WILL: Teve uma cuja letra foi totalmente suprimida. Life in Technicolor, a primeira faixa. Costumava haver uma letra, mas ela não se enquadrava muito bem, então, decidimos tirá-la completamente, tornando-se apenas instrumental.
ENTREVISTADOR: E sobre o que eram os versos?
WILL: Não me lemb…
GUY: Esse era o problema…
WILL: Esse era o problema: ninguém sabia sobre o que eram…

Vídeo V – EP Prospekt’s March, diferenças em Viva, Glass of Water

ENTREVISTADOR: Vocês já anunciaram um novo lançamento, o EP Prospekt’s March. É verdade que ele será lançado no dia 26 de dezembro?
WILL: Eu não tenho certeza da data exata.
GUY: Não estou certo, mas é mais ou menos nessa data. Queremos deixá-lo disponível para comprar ou baixar, mas não tenho certeza da data.
ENTREVISTADOR: Você disse baixar ou comprar; vocês já decidiram?
WILL: Espero que os dois. Deveria ser.
GUY: Vai ser.
ENTREVISTADOR: Quais músicas estarão nesse EP e por quê?
WILL: São músicas gravadas durante a composição do último álbum, mas cujo estilo não julgamos adequadas ao quarto disco. As faixas deste foram selecionadas muito cuidadosamente: quais seriam e em qual ordem. E, se algo não se encaixasse, então [não seria incluída]. Isso não quer dizer que as músicas [do EP] não sejam boas, muito pelo contrário. São músicas de que realmente gostamos e que são muito interessantes, mas que não se ajustaram [ao Viva La Vida]. São canções de que estamos realmente orgulhosos. São quatro ou cinco que…
ENTREVISTADOR: Você pode dar nomes?
WILL: Posso, mas não sei exatamente se vamos ou não lançá-las mesmo… Tem uma chamada Glass of Water
ENTREVISTADOR: Tem alguma de que você gosta mais?
WILL: Não sei bem ainda, talvez tenha de escutar mais antes de te responder.

Coldplay – 2008 – News – Cenas do show com trechos da entrevista

Download dos vídeos – Coldplay Chile

Estréia da nova composição de Guy

15 Setembro, 2008 Deixe um comentário

Em nota do Coldplay.com:

Boa noite. Hoje à noite estréia, na BBC2 [canal de TV do Reino Unido], a primeira parte de uma grande série, a Amazon. O programa acompanhará o apresentador Bruce Parry enquanto ele percorre a Amazônia em toda a sua extensão, desde o seu início até o oceano. Para mais informações, clique aqui.

A música que tocará durante os créditos é Ferreting, a qual foi gravada por uma nova banda formada especialmente para o projeto, Apparatjik. A banda tem entre seus integrantes Magne F do A-ha, Jonas Bjerre do Mew e Guy Berryman do Coldplay.

Ferreting é também a faixa que abre o álbum composto para arrecadação de fundos e que acompanha a série, Amazon Tribe – Songs For Survival. Você pode ouvir trechos no MySpace do disco, aqui.

O álbum será lançado no dia 6 de outubro,  mas você já pode fazer a pré-compra pelo HMV, Play e, é claro, Amazon. Se você é do Reino Unido, pode baixar qualquer uma das faixas (inclusive Ferreting) no iTunes.

Anchorman

Songs For Survival

13 Setembro, 2008 Deixe um comentário

Apresentador de Tribe, uma série da BBC, Bruce Parry reuniu grandes nomes da música para compor o álbum Amazon Tribe – Songs for Survival. O intuito é levantar fundos para a Survival International, organização em defesa das tribos existentes ao redor do mundo. A instituição foi fundada em 1969 após a publicação de um artigo que denunciava as condições degrandantes a que eram submetidos indígenas do Amazonas.

Um dos artistas convidados foi Guy Berryman. O baixista do Coldplay uniu-se a Jonas Bjerre (MEW) e a Magne Furoholmen (A-ha), formando exclusivamente para o CD a banda Apparatjik.

  • Confira Ferreting (Agradecimentos: busybeeburns, em postagem no fórum Coldplaying, que inclui também as faixas que compõem o disco e os músicos que contribuíram com o projeto).

A postcard from Guy

10 Setembro, 2008 Deixe um comentário

Guy e uma capa de álbum gigante

Olá, fui ao Louvre hoje para ver o quadro original de Delacroix… É muito maior do que eu esperava e verdadeiramente “magnifique”!
Amor
Guy

Baby, it’s a colourful world

6 Setembro, 2008 Deixe um comentário

Entrevista/biografia marcando a era Viva La Vida, no Coldplay.com, na recém inaugurada seção Post:

“O álbum foi movido por um anseio por sair do preto-e-branco e ganhar um colorido”, diz Chris Martin, vocalista do Coldplay. “Ou, se você preferir, decidimos deixar nosso jardim florescer um pouco mais revolto. A fera libertada de suas amarras”.

A despeito de descrições, é inegável o que representam as direções artísticas de “Viva La Vida Or Death And All His Friends” para os quatro amigos que, juntos, são conhecidos como Coldplay. “Acho que é nosso disco mais ousado e confiante”, afirma o baixista Guy Berryman. “Estávamos muito mais abertos a novas idéias e influências e com muito menos medo de experimentar”. Martin acrescenta: “Pode ser fácil deixar de lado as experiências se você teme o que as pessoas podem pensar, mas nos forçamos a não nos sentirmos assim”.

O resultado é um disco em que batidas vão de encontro ao som de um órgão que vai se avolumando (“Lost!”), onde o intervalo entre versos e refrão é preenchido com percussão e cordas norte-africanos deliciosamente propulsivos (“Yes”), onde ritmos do flamenco permeiam um conto de melancolia e angústia (“Cemeteries of London”), onde instrumentos de corda confundem-se em uma ode às glórias passadas (“Viva La Vida”). Tem som de Coldplay. Só que diferente.

“O ponto de partida do álbum foi escutar uma canção antiga e maravilhosa do Blur chamada ‘Sing (To Me)’ enquanto estávamos em turnê divulgando o ‘X&Y’, diz Martin sobre uma faixa percuciente e hipnotizante do primeiro álbum do Blur. “Lembro de estar ouvindo-a e pensar ‘Tá bom, precisamos progredir enquanto banda'”. A primeira música do novo álbum do Coldplay foi escrita logo no dia seguinte.

“Sou guiado por duas coisas”, Martin continua. “Uma é tentar racionalizar a existência. A outra é ouvir algo brilhante e tentar compor algo da mesma qualidade. Com esse álbum, fomos inspirados por músicas incríveis. Escutamos Rammstein e Tinariwen em seqüência e o resultado foi mais ou menos a seção central de ’42’. Para outra faixa, escutamos Marvin Gaye e Radiohead. Ou Jay-Z e The Golden Gate Trio. Ou My Blood Valentine e Gerschwin. Ou Delakota e Blonde Redhead. Não havia limitações”.

“Nós definitivamente expandimos nossos horizontes”, diz o guitarrista Jonny Buckland. No entanto, a ampliação de dimensões sonoras não ocorreu sob pena da eliminação de melodias que contribuiram na projeção do Coldplay como uma das bandas favoritas do mundo desde o lançamento de seu álbum de estréia, “Parachutes”, em 2000. “Viva” pode vir em um momento de experimentalismo para o Coldplay, mas suas dez faixas ainda são uma explosão de grandiosos refrões de elogio à vida. “Espero que sim”, afirma Buckland. “Nunca ficamos sem jeito por causa de melodias e nunca ficaremos”. “Nós ainda estamos obcecados com músicas que podem ser cantadas pelas multidões”, concorda Martin. “Só queremos apresentá-las de um jeito diferente”.

Com esse espírito, a banda decidiu logo no início do processo de gravação que “Viva” seria seu álbum mais curto. “Percebemos que não escutávamos um disco de uma vez só, de cabo a rabo havia tempos”, explica Buckland. “O único motivo é que as pessoas incluíam faixas demais”. “Assim, mesmo que isso significasse descartar canções que amamos”, continua Martin, “esse álbum tinha de terminar antes de um episódio de CSI acabar”. E, com efeito,  a banda conseguiu fazer com que as dez faixas somassem os 42 minutos pretendidos (porém, as faixas escondidas adicionais esticam a duração para 46 minutos).

Outra mudança é que a banda encontrou para si um quartel general permanente; uma antiga padaria escondida entre os becos anônimos de Londres, em frente ao conselho distrital do norte londrino. No local, eles ensaiavam, compunham, desenvolviam projetos gráficos ou simplesmente relaxavam (o jogo de dardos revelou-se particularmente popular). De acordo com Buckland: “É a primeira vez que temos um lugar decente para uma banda desde o tempo em que ensaiávamos em meu quarto na universidade, em 1999. Fez uma grande diferença”.

“The Bakery tem sido uma grande dádiva”, concorda Will Champion. “Podíamos ir lá todos os dias, sem sermos pressionados por prazos, e trabalhar na nossa música. Anteriormente, costumávamos pensar: ‘Temos uma porção de músicas, vamos para um estúdio grande e caro e começar a gravar. Depois, porém, acabávamos por descartar a maioria das músicas e tínhamos de começar tudo novamente porque não tínhamos ensaiado ou desenvolvido a música o suficiente. Com esse disco, passamos meses na Bakery antes de entrarmos num estúdio. Ficamos só ensaiando e tocando e gravando demos e praticando antes que as coisas ficassem muito boas. No fim, estávamos muito mais bem preparados para a gravação de verdade, muito da qual foi feita na Bakery mesmo”.

Desde o começo, a banda teve a companhia de dois produtores, Brian Eno e Markus Dravs. “Trabalhar conosco foi idéia do Brian”, diz Martin. “Com freqüência eu me encontrava com ele para tomar chá e tocar tabla machines e isso acabou resultando em um ano inteiro de produção. Posteriormente, Markus juntou-se a nós, apresentado por Win, do Arcade Fire, após ele ter trabalhado em ‘Neon Bible’. Win disse ‘Vocês deveriam trabalhar com esse cara porque ele realmente te põe em forma'”.

Eno e Dravs conciliaram seus talentos de sorte a configurar algo em torno de uma produção dos sonhos. “Ambos têm personalidades muito diferentes”, explica Guy, “eles de fato se completam”. Tal qual Win havia declarado, Dravs foi arduamente difícil de se agradar. “Ele nos fez trabalhar como cães”, relembra Jonny, com riso sombrio. “Tudo tinha de ser feito dentro dos padrões rigorosos dele. Ele realmente exigiu muito da gente como músicos, até que pudéssemos gravar a maior parte do álbum ao vivo”. E isso é precisamente o que eles fizeram. “Diria que uns 80% do que vocês ouvirem foi gravado por nós quatro, em um círculo, tocando juntos”, diz Martin. “Essa é uma forma um tanto peculiar de gravar hoje em dia, mas é a maior das diversões para uma banda”.

Eno, enquanto isso, cuidou da inspiração e confiança que o Coldplay precisava para desenvolver sua música. “Ele subvertou completamente a fórmula”, afirma Champion. “Ele fez com que mudássemos todo o nosso estilo de trabalhar e enxergar aonde isso tinha nos levado. O Brian tem essa incrível capacidade de desmistificar as músicas maravilhosas e fazê-las parecerem bem tangíveis. Não tememos experimentar nada”.

Isso tem um sentido bem amplo: seja ir até Barcelona para gravar em igrejas antigas ou chamar um hipnotizador à Bakery. “Foi um bom dia”, diz Champion. “Ele falou sobre esse processo de auto-relaxamento extremo e as possibilidades do que você pode fazer quando está num estado em que não limites para a sua imaginação. Depois, voltamos para o andar de baixo e tocamos. Havia esperanças de que conseguiríamos compor algum madrigal ou coisa que o valha!”

Infelizmente, isso não aconteceu, tampouco entrou na tracklisting o resultado musical, mas a banda continua achando que foi uma experiência válida. […] Sobre o evento, Champion nos conta: “Eu só apoiei o que Brian vinha dizendo havia tempos sobre não ter medo de experimentar coisas novas, que nunca havíamos tentado antes”.

“Brian trouxe tantas coisas para esse álbum”, concorda Martin. “Para começo de conversa, ele tocou [muitos instrumentos]. E trouxe vida, liberdade, impulso, distorção, energia, estranheza, insanidade, sensualidade, nerdice e ‘Roxyce’. Tudo isso. Ele é incrível”.

Outra presença crucial no estúdio para a gravação de “Viva” foi o amigo intímo e antigo empresário, Phil Harvey. Ele é a pessoa que você reconhecerá como o quinto membro do Coldplay, como consta no encarte que acompanha “Viva” e no segundo álbum da banda “A Rush Of Blood To The Head”, de 2002. Quando a banda gravou em 2005 o seu terceiro disco, “X&Y”, Harvey esteve ausente, morando na Austrália.

“No nosso último álbum, perdemos nosso editor e quinto membro porque ele estava algumas milhas longe demais”, diz Martin. “Algumas das músicas desse disco são boas, mas precisávamos de alguém dizendo relaxem, tirem isso, não se preocupem com isso. Phil é uma espécie de soberano entre nós”. “Ele é a maior diferença de todas desse disco, creio eu”, adiciona Buckland. “Sentimos tanto a sua falta no último. Ele é o cara sábio entre a gente, aquele que nos escuta e opina, tudo. É incrível como tudo fica mais fácil quando ele está por perto”.

Isso não significa, porém, que a gravação de “Viva” tenha sido isenta de problemas. O Coldplay sempre deu o seu máximo na composição de seus discos e “Viva” não foi exceção. “Na verdade, foi mais alucinante do que nunca”, admite Martin. “Acho que, se você quer fazer alguma coisa boa, deve sofrer por ela. E nós sentimos todas as emoções que se pode imaginar. Menos preguiça. Não passamos por isso, na verdade. Mas por todo o resto. E creio que isso possa ser apreendido no produto final”.

“Viva La Vida or Death And All His Friends” empresta seu título dos extremos de emoção que o impulsionaram. Este é um álbum caracterizado por perda e incerteza, viagem e tempo, felicidade e arrependimento. “Não estou certo se é uma síndrome de bipolaridades, mas nós certamente temos algo se passando em nossas mentes e que tanto alegra quanto desanima”, diz Martin. “Infelizmente, é incontrolável. Compus essas canções dominado por ambas emoções; elas estão em toda parte. Não houve planejamento poético, elas simplesmente surgiram dessa forma. Da mesma forma, são brados de guerra. Sempre há amor, satisfação e alegria em nossas músicas”.

Tal aspecto é transparente no ímpeto de “Lovers In Japan” ou na bem-aventurança doce e carnal de “Strawberry Swing”. Contudo, é igualmente claro na esperança insistente de uma faixa como “42″ (”There must be something more” ou no furor decorrente do clímax do [refrão] coletivo de “Death And All His Friends”. “Não vamos perder a vontade de sermos otimistas”, Martin garante.

 

Quais, então, as ambições da banda com “Viva”? “Queria que esse álbum fosse merecedor da posição a que fomos comfiados”, responde Martin. “E não há dúvida de que, no final desse processo, somos uma banda melhor; independentemente do que façam do disco, quando tocarmos ao vivo, vamos fazer o deixar o palco em chamas. Mas, no fim das contas, não importa o quão cerebral você tenta fazê-lo, o álbum está aí para entreter as pessoas; oferecer 42 minutos de deleite, com dez boas músicas e cada uma vai ser a canção favorita de alguém. Estou com grandes expectativas de que tenhamos alcançado isso”.

Apparatjik

21 Agosto, 2008 Deixe um comentário

Guy Berryman, Magne Furuholmen (A-Ha) e Jonas Bjerre (Mew) vão tocar juntos sob o nome Apparatjik para uma apresentação única em um programa televisivo da BBC. “Amazon”, o nome da série, será apresentado por Bruce Parry e terá início em 22 de setembro.

Entre os integrantes do Coldplay, a parceria com Magne não é inédita: Guy e Will participaram do primeiro álbum-solo do tecladista do A-Ha.

Coldplay - Guy Berryman - BBC por kavita41.